quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!!


Que o ano novo seja lindo, cheio de amor e muita luz. Luz para iluminar nossos caminhos e amor para preencher nossos corações, sem ele nada somos.Que 2010 venha ainda mais movimentado, rico em boas ações, boas companhias, bons trabalhos, bons amigos. Que a paz que queremos pra este mundo a gente possa encontrar em cada dia de nossas vidas, dentro de nós e que o amor seja muito e transborde de nossos corações, de nossas mãos para um carinho, um abraço, um afago sincero.
Com muito carinho e amor, Feliz ano novo!
June

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Salsinha

Que maravilha o poder da salsinha. E eu até hoje não aprendi a comer salsinha fresca. E faz tão bem, veja só:
Rica em vitamina C, vitamina B2, sódio, selênio, potássio e ferro. Tem propriedades antiinflamatória, digestiva e diurética, além de auxiliar no tratamento da hipertensão.
Suas folhas se parecem muito com outra erva: o coentro, ai, ai, que me perdoem os que gostam, mas, esse nem pensar que eu como. Odeio coentro :(

Por ser alcalina é considerada purificadora do sangue, reduzindo a formação de trombos. O indício de que a salsa poderia ter uma atividade de prevenção da trombose vem exatamente da sabedoria popular. É conhecido o ditado de que essa planta "afina" o sangue.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Erva cidreira


Que delícia esse chá! Perfumadíssimo! Há quem não goste dele por isso, mas, como pode? É muito saboroso! E deixa a gente calminho, calminho...
Seu nome científico: melissa officinalis.
Costuma ser confundida com capim limão pelo aroma e usos muitos semelhantes. A erva cidreira é originária do mediterrâneo, possui folhas ovaladas e serrilhadas e flores brancas ou rosadas. Já o capim limão, foi trazido para o Brasil no período colonial e tem folhas longas e afiladas sendo bem conhecido por nós.
A erva cidreira tem funções adstringentes, analgésicas, calmantes, digestivas e ajuda a combater a hipertensão.
Diz a lenda que a melissa recebeu este nome em homenagem à ninfa grega Mellona, protetora das abelhas. E a relação da planta com as abelhas é realmente muito interessante: na primavera, quando nascem várias rainhas numa mesma colméia, o enxame se divide em vários menores e cada um sai em busca de uma nova colméia. Como a melissa tem o poder de atrair as abelhas, povos antigos colocavam suas folhas frescas trituradas em colméias vazias para atrair os enxames que estavam migrando.

Viva o amor, viva a primavera, viva as abelhas e a melissa officinalis!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mini herbário

Uma delícia os perfumes das ervas no jardim. Ontem comprei uma mudinha de poejo de uma senhora na feira. Ela passou pelas barracas oferecendo seus remédios. Dava o nome das plantas como anador, novalgina, vick vaporubi, pode? Eu já tive poejo no meu jardim mas não durou muito. A hortelã também não gostou. Quem esteve lindo no jardim longo tempo foi o alecrim, mas, faleceu depois da invasão abençoada dos pés de maracujá _ já contei essa história por aqui...
Além dos aromas deliciosos e do poder de cura para vários males, as ervas enfeitam nosso cantinho, seja no beiral da janela, na cozinha ou no quintal( para sortudos que os tem hoje em dia!)
Aqui algumas informações sobre o alecrim, que estão no mini herbário, caixinha aberta contendo dez mini livros costurados com papel reciclado e artesanal que abrigam pequenas amostras de ervas e como disse um amigo do curso: um códice de temperos!




ALECRIM

Seu nome latino ros marinus significa o orvalho que vem do mar. Poético, não?
Originário da Europa central, tem sabor acentuado e deve ser usado com parcimônia em assados, aves e em especial, no assado de cordeiro.
É muito bom para os rins, equilibra a pressão arterial, alivia dores reumáticas e auxilia na digestão.
Noite dessas, no aniversário de uma amiga querida, preparei um drink de improviso: manga ubá, folhas frescas de hortelã, aguardente e um punhadinho de alecrim desidratado. Bati no liquidicador com bastante gelo e coloquei umas gotas de limão já nos copos a servir. Não restou uma gota...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

costurando mini livros

Pois é, na semana passada eu fazia meus filhotes primogênitos, agora estou na produção de pequenas receitas em mini livros. Estão ficando uma graça! E alguns vem acompanhados dos prendedores. Tem receitinhas enroladas, receitinhas em caixinha, com ímãs pra geladeira, Um charminho! Tem também um mini herbário em livretos. São dez ervas com diversas informações sobre elas em livrinhos de papel artesanal com folhas de alecrim feito por um colega do curso; Magno Santos. Os dez livrinhos vem em um caixotinho de madeira.
Preparei um pequeno estoque para o lançamento na 20a. Feira Nacional de Artesanato que acontecerá no Expominas nesta semana, de 24 a 29 de novembro.
Estaremos no stand 88 do sebrae minas, na rua D. É a nossa primeira mostra dos produtos que criamos no curso de capacitação do sebrae. Estamos ansiosos e felizes com a empreitada. Sucesso pra todos nós! Quem gosta de muita arte e artesanato não pode perder esta feira. É linda! Uma tentação para todos os tipos de bolsos e gostos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

cosendo livros

Gente, ando cheinha de costura... Literalmente. Na verdade, pintando, cortando, costurando. Esses dias estou as voltas com mais uma fornada do meu livro. E aí é impressão das capas em gráfica rápida, compra de papéis em distribuidora, corte dos papéis na universidade; este mês quem me salvou foi o pessoal da imprensa, dei a maior sorte; o rapaz da gráfica da associação estava de saída e sem hora pra voltar e nós tínhamos combinado um horário, fiquei chateada mas, lembrei da imprensa - cheguei a cortar muito papel com eles nos primeiros anos do livro - máquina digital, rápido e perfeito. Depois segui trabalhando com o rapaz da associação, porque as provas do vestibular feitas na imprensa impedem que eles nos atendam, ninguém pode entrar lá. Segurança total. Desta vez, como disse, dei sorte, as provas estavam secando e ficam guardadas no cofre. Me atenderam com muito boa vontade. Muito obrigada! Depois, é a fase da impressão, ai, ai... Dá um trabalhinho e algumas dores de cabeça quando a impressora começar a falhar, a tinta começa a vazar, manchar o papel especial, enfim, coisas que acontecem quando se tem que fazer tudo. ADORARIA encontrar uma editora bacana pra bancar o meu livro. Tenho tantas outras histórias e receitas pra contar...tantas memórias boas desse convívio em torno da mesa que daria um outro livro com certeza.
Voltemos a produção independente: Impressão feita, hora de dobrar as páginas com as memórias _ é, elas ficam guardadinhas, quando vc quiser partilhar comigo, tirar um tempinho, ou naquele momento em que a torta foi pro forno, basta abrir a página e ler a história, a memória da receita.
Um outro momento delicioso de fazer os livros: as ervas. Fui ao mercado central, direto na banca santo antônio onde encontro aquela variedade imensa de temperos. A-do-ro! Saio de lá feliz carregando aqueles aromas pra casa. Vai dando uma vontade enorme de cozinhar, pena que o tempo não está sobrando pra caprichar na cozinha... Tô no trivial básico, arroz, feijão, carne cozida, frango assado, macarronada; a de hoje ficou ótima!



Ontem, fui pra casa de minha mãe costurar as páginas aromáticas. É tão gostoso... e vai ficando tão lindo! A máquina da mamãe é moderna, ágil, me facilita muito o trabalho e em sete, oito horas consigo costurar todas para fazer dez livros. Páginas costuradas, dobradas e impressas, é hora de montar o miolo. Vou fazendo os montinhos e depois é só levar na Cau da Frente e Verso pra encadernar. Imagino que eles estarão prontinhos na semana que vem!
Quem quiser um exemplar pode encomendar, envio por sedex pra todo brasil, ok?
Bjus.

domingo, 25 de outubro de 2009

Receitinha fácil, rápida e saborosa

Na cozinha sou do tipo prática. Gosto muito de pratos únicos e daí que massas e molhos são a minha praia! É claro que uma massa fresca tem seu lugar, mas, na minha cozinha atualmente as de saquinho prontinhas é que entram. Faço um spaguetti integral com carne de soja que fica divino. Dou a receita depois, hoje, trago pra vocês um torterelli recheado com espinafre e ricota(comprei no verdemar) com molho de carne moída. E mais: feito na panela de pressão, só leva 40 minutos, desde a cebola dourando na panela até sair borbulhando pra um belo refratário e ser servido!
Você vai precisar de:

600g de carne moída de boi(comprei chã de fora)
1 cebola roxa média cortada em cubinhos
1 tablete de caldo de carne
1 lata de creme de leite
1 lata de molho pronto de tomate
1 pacote de massa pronta(comprei o torterelli mas pode ser ravioli ou parafuso)
1 colher de sopa de óleo de girassol para dourar a cebola
1 colher de massa de alho e sal
temperinhos diversos a seu gosto

Como preparar:

Aqueça o óleo na panela de pressão, coloque a cebola em cubinhos e mexa aos poucos. Acrescente o alho e sal. Coloque uma caneca com 300ml de água para ferver. Coloque a carne moída e vá misturando. Junte o tablete de caldo de carne e depois da carne cozida, acrescente o molho pronto, os temperinhos, a massa e o creme de leite. Coloque a água fervendo, mexa um pouco e tampe a panela de pressão. Marque 15 minutos da hora que a pressão começar e desligue o fogo. Aguarde a pressão do ar sair e estará prontinho! Serve quatro a cinco pessoas. Sirva com um vinho tinto de sua preferência.
Bjus e Bom apetite!
Ah, aqueles que não comem carne vermelha podem utilizar cubinhos de peito de frango.

sábado, 17 de outubro de 2009

Os prendedores e o livro

Pois é, dentro deste curso que está quase terminando, de nome PSA - Programa Sebrae de Artesanato, estamos nos exercitando com as técnicas de produção artesanal que conhecemos e já estão surgindo novos produtos. Cada artesão foi dominando o seu percurso, criando um novo caminho. O meu ficou meio embaralhado, é que além da proposta de trabalhar com os resíduos de prendedores e os retalhos de mdf (que são queimados por muito marceneiros, inclusive o que me fornece peças...) levei também o meu livro de memória culinária. Deu uma embananada... Fiz os primeiros exercícios com os prendedores, elaborando composições que adorei fazer. Depois, com a orientação da consultora, joguei-os para o alto, com arame e cordões e me diverti muuiito. Achei um barato criar aquilo tudo, totalmente diferente do que faço; pintura de flores e poás em caixas e outros trecos. Dá uma olhada, isso é só um pouco da história:



Daí começei a ficar meio fora do ar, é que a minha técnica mesmo, de pintura em relevo, já não existia ali. Quase desanimei, mas, uma boa conversa com a nossa des-orientadora me trouxe junto ao meu livro, as receitinhas de vó, as memórias, os temperos, a literatura. Das aparas de papel que restam do livro anotei uma receitinha rápida e ela enrolou e enfiou num prendedor e disse; isso aqui é ótimo! Bom, esse foi só o começo e conto mais depois.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Os prendedores


Com os prendedores selecionados um a um, mamãe _olha ela aí, esta foto não é recente mas o sorriso continua o mesmo!_ pinta os fechatreco, os dipindurá e os portarecadim, que tem um ímã para colocar na geladeira ou em painéis de fotos. O fechatreco sugerimos utilizar na cozinha para fechar pacotes de biscoitos, açúcar, macarrão, etc. Os dipindurá são decoradinhos para as roupas no varal ou em cabides para aquelas peças que teimam em cair.
Com os prendedores que ficam fora da pintura, os descartados, que vem de fábrica com algum defeito(e são muitos, cerca de 15% da caixa fechada),tenho feito coisas, estou tentando criar outras peças com os resíduos de mdf e dos prendedores. Os exercícios iniciais ficaram muito bacanas. Dá só uma olhada nessas composições:


Estou adorando tudo isso! e depois mostro mais. Bjus

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

COISDIVÓ

Olá! Ando com saudade mas o tempo tá curto pra escrever. Tenho feito tanta coisa que não dou conta. Esses dias participei de um evento voltado para lojistas: O Salão do Artesanato na Serraria Souza Pinto aqui em Beagá. Lá lançamos a linha nova do ateliê: Coisdivó. Nossos prendedores de roupa decorados e cabidinhos delicados para organizar bijuterias.
A decisão de participar foi tão de supetão que não deu tempo nem de divulgar. E foi um fiasco. Fiquei bem chateada com tanto trabalho corrido e quase nada em resultados. Poucos lojistas visitanto, nada de pedidos, vendas pequenas. Dividi o stand com um amigo, Ernesto _ o da torta de couve-flor_ poeta que faz mandalas em cerâmica. Nosso stand ficou gracioso (apesar daquela malha verde em volta...)e em harmonia com as cores dos prendedores e a terracota da cerâmica. Olha ele aí:


Dos poucos, havia lojistas locais, nacionais e internacionais que questionavam o preço dos produtos, e, euzinha, nunca exportei. Já tive compradores diretos, que levaram peças nossas pra Holanda e para a Espanha e só. O perfil que eles(falo desses compradores que vieram) buscam de artesanato está um pouco distante do trabalho atual que fazemos no ateliê. Preferem peças com design diferenciado, que utilizam recursos naturais; fibras, madeiras, materiais reciclados e de preferência que sejam produzidos por associações envolvendo um trabalho social, que geram melhorias de vida pra alguma comunidade, algo assim; Economicamente viável, ecologicamente correto e (deu um branco da palavra...)...sustentável. Ainda chego lá...:)
Pra quem faz esse tipo de trabalho, a feira foi um pouco melhor, mas num geral, não foi boa não. Uma pena, porque estava muito bonita, com boas opções de compra para lojistas de todos os gostos e bolsos.
Bem, não dá pra acertar sempre, né mesm? Feira é isso, um risco que temos que correr e tem mais: a gente aprende muito, com os vizinhos de stand, conhecendo outros trabalhos, negociando novos parceiros, estando atentos às falas dos visitantes, enfim, na verdade é esse o lucro, o de experenciar.
Uma coisa deu pra perceber, o nome Coisdivó agradou bastante. As pessoas que passavam, liam e reliam e falavam em voz alta: COISDIVÓ. Adorei! Se não vendi o que pretendia, ao menos acertei no nome da marca!
E três vivas pra dar sorte: VIVA, VIVA, VIVA!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

tesouros

Quando tesouros são receitas, eles são menos claros, menos distintivamente lembrados do que quando são objetos tangíveis. No entanto evocam um sentimento tão vívido _ quer dizer, para alguns de nós, que consideram a cozinha uma arte, para nós que achamos que um modo de cozinhar pode produzir algo similar a uma emoção estética. Que mais se pode dizer?


Esta citação retirei do livro: O livro de cozinha de Alice B. Toklas. Um livro com memórias de Gertrude Stein e Alice B. Toklas sua companheira por longos anos e uma cozinheira de mão cheia. Conheci este livro durante minha pesquisa para a monografia e me encantei. Ele é famoso pela receita de bolo de haxixe, que deu muita confusão na época e traz divertidas histórias entremeadas às mais de trezentas receitas.
Vale a leitura.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Torta de couve flor do Ernesto

Meus queridos, peço desculpas pelo pequeno sumiço. É que estou as voltas com um curso de desenvolvimento e gestão de negócios em torno do artesanato e daí que o tempo livre que já era escasso, escafedeu-se de vez.
Neste curso fiz novos amigos, artesãos e artistas talentosos, gente que tem dificuldades com o artesanato muito parecidas com as minhas, um gosto pela arte e nossas afeições rolaram rapidamente. É um grupo super especial. Nossas conversas e práticas em torno da arte, do artesanato e do design tem gerado novidades em produtos bacanérrimos. Estou muito feliz em conhecer essa turma e é claro, rolam receitinhas também.
Essa que vos escrevo hoje provei um último naco tirado de uma vasilhinha levada ao nosso passeio pelo Inhotim. Uma leve gostosura. Foi uma tarde divertida e proveitosa. Aquele lugar é mesmo maravilhoso. A receita do lanche é de Ernesto, artista das palavras e da cerâmica e pelo visto, da culinária também!
Segue aí:

Torta de couve flor

Ingredientes:
1/4 de couve-flor bem bonita picada, cozida
e logo depois resfriada dando um choque térmico
para parar o cozimento.
3 ovos
1/2 xícara de óleo
1 xícara e meia de leite
9 colheres bem cheias de farinha de trigo
1 colher de margarina
1 colher de sopa não cheia de fermento em pó
1/2 xícara de parmesão ralado
1/2 cebola média ralada

orégano a gosto
cebolinha picadinha
e outras ervinhas que você gostar

Modo de fazer:
Bater todos os ingredientes no liquidificador
ou batedeira, menos a couve flor que você irá
colocar cuidadosamente depois.
Deixar as ervinhas frescas por último.
Coloque em tabuleiro untado e asse em forno médio
por 30 minutos.
Ah, por cima, coloque fatias finas de queijo minas.

Você pode variar utilizando outros legumes.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Corpos subjetivos em espaços móveis


Estréia hoje a instalação performática do Grupo Zona de Interferência. Dani, meu companheiro há quase sete anos faz parte do grupo. Gosto das propostas do Zona e o último espetáculo: De quem é meu espaço foi muuiito bom! Este será também. Vale conferir pra quem é de Beagá. Deixo o release com maiores informações:

O Grupo Zona de Interferência estréia dia 11 de setembro o trabalho Corpos Subjetivos em Espaços Móveis, que questiona a forma como nos relacionamos com os espaços públicos e privados.

O grupo, fundado em 2006, utiliza-se de técnicas da performance, dança, teatro e vídeo, para construir uma reflexão sobre modos de vida na sociedade contemporânea.

As apresentações acontecerão no Centro Cultural da UFMG, Av. Santos Dumont 174, nos dias 11, 12, 13, 18, 19 e 20 de setembro, sextas às 20 horas. Sábados e domingos às 19 horas. Os ingressos custam R$ 8,00 a inteira e R$ 4,00 a meia. Alunos do Programa Arena da Cultura e dos Projetos Sociais da Prefeitura pagam apenas R$ 2,00.

Maiores Informações pelos telefones 3409-1090 ou 8833-1377.

sábado, 5 de setembro de 2009

a Torta de cebola

Esta receita minha mãe fazia nas festas de fim de ano lá em casa, digo, apartamento. Nesta época, morávamos bem no centro de Belo Horizonte. Em frente ao shopping cidade(ali, havia um grande estacionamento), no edifício Senhora do Carmo. Nasci e cresci em apartamento. Deve ser por isso que gosto tanto de casas. Hoje me considero uma privilegiada em morar num apartamento com área privativa e jardim.
As festas lá em casa eram ótimas porque éramos, eu, mamãe e vovó e quando os tios vinham com as famílias, a nossa casa era só alegria!
Esta receita de Torta de cebola é uma delícia, lembra uma pizza e é facil de preparar:

Torta de Cebola

Massa:
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
2 colheres de óleo
leite para amolecer a massa
Misturar os ingredientes com as pontas dos dedos e amolecer com leite até o ponto de abrir a massa com um rolo.
Recheio:
1 cebola grande picada em rodelas finas
1 colher de manteiga para dourar a cebola
Molho Branco:
Torrar duas colheres de farinha de trigo em uma colher de manteiga e acrescentar aos poucos meio litro de leite. Depois, dissolver uma gema no creme e colocar um pires de queijo parmesão ralado. Se gostar, acrescente salsa e cebolinha picadinhas.
Como armar a torta:
Abrir a massa em uma forma untada e por cima da massa colocar a cebola dourada e o molho branco por cima. Salpicar queijo ralado, o cheiro verde a gosto e uns pedacinhos de manteiga por cima.
Coloque em forno médio e assse por 30, 40 minutos.

Muito bom!!

Quando eu comia desta torta, não gostava das cebolas. Ficavam todas no canto do prato. Hoje a-do-ro cebolas!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Como água para chocolate

Este livro, dividido em doze capítulos, todos tem como título uma receita de família. E tem um subtítulo que a-do-ro: Romance em fascículos mensais com receitas, amores e remédios caseiros. A narradora nos conta uma história de amor através da cozinha. Vai descrevendo o modo de preparo dos pratos e contando as histórias, envolvendo as personagens. É como um conto de fadas, cheio de tramas impossíveis e românticas. Por isso gosto tanto dele...rs:)

A autora é Laura Esquivel, a obra virou best seller e o filme de mesmo nome foi sucesso nas telonas, sendo premiado no festival de Gramado em 1993. Curiosidade: O diretor do filme era marido da autora. Valem a leitura e o filme. Não sei se o encontramos em dvd e já sei que há uma tradução para o livro, pela Editora Martins Fontes.

Segue uma citação que gosto muito e está em uma parte do meu livro junto com a receita de torta de cebola da minha mãe, uma homenagem à ela e à Tita, protagonista da obra, que chorava tanto ao cortar cebolas que as lágrimas viravam sal e temperava as comidas.

Gertrudis cerraba los ojos cada vez que daba um sorbo a la taza de chocolate que tenía frente a ella. La vida sería mucho más agradable si uno pudiera llevarse a donde quiera que fuera los sabores y los olores de la casa materna.

Bjus a todos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mousse de coco

Esta receitinha é das antigas. Está no meu livro, na parte das receitas do caderno da vovó. Levinha, uma delícia de sobremesa.

Mousse de coco

3 folhas de gelatina branca
l lata de leite moça
a mesma medida de coco ralado
3 claras em neve

Coloque a gelatina de molho em água fria por alguns minutos.
Escorra-a e dissolva em duas colheres de sopa de água fervendo.
Bata no liquidificador ou misture bem o leite moça com o coco e
a gelatina. Acrescente as claras em neve e mexa levemente.
Coloque para gelar em uma forma com um furo no centro.

P.S: Esta receita está escrita em papel timbrado do INPS,
onde vovó trabalhou um bom tempo, por volta dos anos 60, 70.

Dica: Você pode preparar uma calda de ameixas e colocar por cima.
HUUMM, deu água na boca...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Indez

Ai, ai, adoro este livro! A história de Antônio, um mineirinho nascido no interior é delicada por demais. Traz as rezas, os costumes, a comida, fala dos quintais, das crenças, das festas, do amor. É majestosa a sensibilidade de Bartolomeu Campos Queirós. Vale a leitura.
Segue um trechinho pra gente apreciar:

Era silencioso o amor. Podia-se adivinha-lo no cuidado da mãe enxaguando as roupas nas águas de anil. Era silencioso, mas, via-se o amor entre os seus dedos cortando a couve, desfolhando repolhos, cristalizando figos, bordando flores de canela sobre o arroz doce nas tijelas.
Lia-se o amor no corpo forte do pai, no seu prazer pelo trabalho, em sua mansidão para com os longos domingos. Era silencioso, mas escutava-se o amor murmurando - noite adentro - no quarto do casal. A casa, sem forro, deixava vazar esse murmúrio com aroma de fumo e canela, que invadia lençóis e dúvidas, para depois filtrar-se por entre telhas.
Experimentava-se o amor quando, assentados no calor da cozinha - pai e mãe -falavam de distâncias, dos avós, das origens, dos namoros, dos casamentos.
E, quando o sono chegava, para cada menino em cada tempo, era o amor que carregava cada filho nos braços para a cama, ajeitando o cobertor por sob o queixo.


Esta postagem é dedicada aos meus maiores amores: Minha mãe, meu filho e meu marido.

Vocês são tudo em que mais acredito: na família e no amor.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Compartilhar

Recebi esta hoje, é de um horóscopo diário, mas serve pra qualquer pessoa e em todos os dias da vida.

"Recursos se multiplicam se compartilhados. Quanto mais generoso e grato, mais a vida lhe presenteia, é uma equação espiritual. A verdadeira riqueza é a que compartilhamos com os semelhantes, na forma de sentimentos e talentos. Então a abundância material é também possível".

Vamos compartilhar! Carinho, amor, amizade, trabalhos, prazeres, alegria! O carro, a casa, o quintal...rs:)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

um bolinho natureba

Hoje, tirei um pouco de tempo na parte da manhã para preparar um peixe pro almoço e aproveitando que era para levar ao forno, preparei também um bolo meio natureba, digo meio porque de natural só mesmo o açúcar mascavo e o iogurte. Ainda não tenho as manhas de preparar bolo sem adicionar ovos e a minha farinha integral acabou.
Segue a receita supersimples e gostosa, presente para um amigo de Angra que aniversaria amanhã e para as amigas que gostam de tomar chazinhos com bolo. Coisa que também adoro!

Bolinho natureba da juju

Ingredientes:
2 ovos
1/2 xícara de óleo de canola ou de girassol
1 pote de iogurte natural sem sabor
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar mascavo
1 maçã descascada e picada em cubinhos
1 colher de sobremesa de fermento em pó

Modo de preparo:

Aqueça o forno em temperatura média.
Bata os ovos com o óleo e o açúcar. Junte a farinha de trigo,
o iogurte e o fermento. Misture bem até ficar uma massa lisa.
Acrescente a maçã picadinha e misture delicadamente.
Unte uma forma de bolo retangular pequena_a minha tem 20x25.
Asse por 30 minutos em forno médio.

sobre o chá de jasmim

Pois então, fui procurar saber mais do chá de jasmim e encontrei:

O chá de jasmim é feito das folhas do chá verde misturadas com flores de jasmim frescas. É a bebida mais popular entre as pessoas mais velhas na Ilha de Okinawa no Japão, que raramente bebem o chá verde puro. Detalhe: Okinawa tem a maior concentração de idosos com mais de cem anos de idade no planeta. Há uma média de 34 pessoas centenárias para cada 100 mil habitantes.
Muitos estudos comprovam que essa bebida ajuda a reduzir as taxas de colesterol e há quem acredite que o chá de jasmim é ainda melhor para o organismo que o chá verde.
Que beleza!!
E tem mais:
Alivia o estresse;
Diminui a ansiedade, a tensão e a exaustão;
Combate os sintomas da depressão;
É calmante;
Auxilia no tratamento de conjuntivite e problemas da pele;
Atua na prevenção ao câncer (osso, pulmão e mama);
É excelente para combater dor de cabeça.
Mas nada sobre sua ação em problemas de indigestão...rs

Ah, costumo comprar saquinhos de jasmim (as florzinhas somente) no Mercado Central, no centro de Beagá.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

indigestão

Pois é, ando sofrendo de indigestão. A comida fica meio parada, demora a descer, pesa, dá uma lombeira e uma dor no peito estranha. E nem sou uma comilona. Gosto de comer, sim, mas, já não tenho o hábito de beliscar há algum tempo. Sempre gostei de biscoitos e há meses tenho evitado. Como poucos. Outro dia, comprei um pacote de casadinhos, lá de São Tiago, terra da festa dos biscoitos. Ainda não fui lá, mas, dizem que é muito bom. Os casadinhos estavam uma delícia e o pacote durou cinco dias.

Quando penso em indigestão, lembro dos chás. O chá de jasmim dizem ser digestivo. Acho-o lindo porque depois de colocada a água quente, as florzinhas se abrem. É uma imagem tão delicada...e tão cheirosa também...
Chá é uma gostosura, quentinho, numa xícara especial, um momento de relaxamento. Acho que aí a indigestão melhora mesmo, quando posso relaxar, respirar, ouvir o silêncio, sentir o cheirinho e o calor do chá. Dizem que beber chá é um ritual. Penso que sim. Comer também é rito. Só que na correria dos tempos de hoje, poucos sabem sentar à mesa e comer em paz, em silêncio, sentindo os sabores e perfumes da comida. Tem sempre que falar alguma coisa, até mesmo porque é nesse momento que se tem um tempinho livre pra conversar com o outro...No tempo da minha avó devia ser menos corrido, talvez da minha bisavó e as conversas aconteciam no alpendre da casa, após as refeições, digerindo palavras, libertando sorrisos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Dicas ecológicas na cozinha

Recebi ontem e-mail falando de 54 maneiras da gente ajudar a proteger o planeta sendo ecologicamente correto. Proteger o planeta sim. Podemos nas nossas preciosas ações diárias ajudar a consumir melhor o que ganhamos da maravilhosa mãe natureza. Dentro das 54 dicas de ajudar a salvar o meio ambiente, escolhi as relativas à cozinha. Se a gente consegue, um monte de gente mais pode fazer o mesmo, né não? Então, aí vai:

• TAMPE SUAS PANELAS ENQUANTO COZINHA. Parece óbvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.
• USE UMA GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA GELADA. Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo d’água.
• APRENDA A COZINHAR EM PANELA DE PRESSÃO. Acredite… dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc… Muito mais rápido e economizando 70% de gás.
• COZINHE COM FOGO MÍNIMO. Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.
• ANTES DE COZINHAR, RETIRE DA GELADEIRA TODOS OS INGREDIENTES DE UMA SÓ VEZ. Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc…
• COMA MENOS CARNE VERMELHA. A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e mega fedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha são necessários 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.
• ESCOLHA ELETRODOMÉSTICOS DE BAIXO CONSUMO ENERGÉTICO. Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).
• MUDE SUA GELADEIRA OU FREEZER DE LUGAR. Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!
• DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS. O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.
• USE A MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇA SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS. Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.
• COMPRE ALIMENTOS PRODUZIDOS NA SUA REGIÃO. Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.
• COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS. Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.
• COMPRE ORGÂNICOS. Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros, pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura “tradicional”? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.
• NÃO FORRE AS PRATELEIRAS DA GELADEIRA. Fazendo isso, você irá impedir a circulação de ar dentro do aparelho, o que acarreta mais gasto de energia para mantê-los refrigerados.

domingo, 26 de julho de 2009

O CALDO DE ABÓBORA

Esta receita aprendi com minha amiga Patrícia, que morava em Betim e depois se mudou pra Beagá. Enfim, a receita do caldo de abóbora, a mesma que fiz no último dia de oficina em Ouro Preto.

Ingredientes

Uma moranga tipo japonesa(aquela de casca verde e dura)
1 cebola picadinha
4 dentes de alho amassados
1 colher de tempero mineiro*
1 lata de creme de leite
Ramos de salsinha
Ramos de cebolinha
Sal, pimenta e noz moscada a gosto

Modo de fazer

Lave a casca da moranga, corte-a ao meio, tire as sementes
e coloque em uma panela grande com água e sal para cozinhar.
Enquanto isto, numa panela grande, refogue a cebola e o
alho em um pouco de óleo. Acrescente o tempero mineiro e reserve.
Depois de cozida a abóbora, retire da água, espere esfriar e
com uma colher, vá tirando a polpa e colocando em uma travessa.
Retirada toda a polpa, bata no liquidificador com um pouco de água.
Na panela com os temperos refogados, vá colocando a polpa da
moranga batida, mexendo sempre. Acrescente um pouco de água morna,
coloque a tampa da panela deixando-a meio aberta e abaixe o fogo.
Vezenquando,misture com uma colher para não agarrar no fundo.
Quando o perfume começar a exalar da panela, é hora de desligar o
fogo e acrescentar o creme de leite. _Patrícia diz que para saber quando
um caldo está no ponto, tem que desaparecer a espuminha dos cantos da
panela. Aprendeu com sua avó_. Misture bem, salpique a cebolinha
e a salsinha fresca e está pronto para servir.

Dica: Você pode colocar peito de frango desfiado ou linguiça de porco
em pedaços pequenos. Ralar um pedaço de gengibre também dá um toque especial!

* Tempero mineiro:

200 gramas de alho
1/2 quilo de cebolas
1 molho de cebolinha
1 molho de salsinha
2 pimentões verdes
2 quilos de sal
Picar a cebola, o alho, os pimentões, a cebolinha, a salsinha.
Bater no liquidificador, engrossar com o sal. Guardar em vidros para uso diário.

Receita extraída do livro: Fogão de Lenha, de Maria Stella Libânio Christo

sábado, 25 de julho de 2009

memórias de uma oficina e boas lembranças - última parte

Chegou o nosso último encontro. As meninas estavam debruçadas sobre os livros e as receitas, totalmente envolvidas com a literatura. Fiquei muito feliz. O sol nos convidava a sair da sala e assim fizemos. Arrumamos um cantinho para uma pausa, um relaxamento e a audição de textos com os olhos fechados.
Um deles dizia assim:

é preciso ler com os olhos que estão nas pontas dos dedos. Para entendermos um livro, temos que passar a mão na pele do papel, sentir os contornos das letras e, depois, imaginar o que está além da casca das palavras. Toda palavra espera, dentro dos livros para ser tocada. Ao tocarmos uma palavra com os olhos do sentimento, ela também nos toca. É por isso que sei ler. Porque não tenho deficiência em sentir. Ler olhando o texto sem sentimento é ser cego por dentro. *

Lemos também textos que falavam de ervas e especiarias, (estes já de olhos abertos) suas propriedades nutritivas e relevantes para nossa saúde. Descobrimos os poderes da salsinha. Resolvi fazer com os ingredientes restantes na geladeira uma mousse de salsinha. Segue a receita:

MOUSSE DE SALSINHA

Ingredientes

3/4 de xícara de creme de leite
2 colheres de sopa de maionese
3 colheres de sopa de cream cheese
1 ramo grande de salsinha fresca
2 dentes de alho
Sal a gosto
1 pacote de gelatina incolor hidratada

Modo de fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador.
Coloque a gelatina e mexa com a colher.
Despeje em uma forma untada com azeite e
coloque para gelar por duas horas.

Ótima para passar no pão, em sanduíches e torradas.

Para finalizar nossa oficina de literatura com sabor, preparei um divino caldo de abóbora. Alice me ajudou com a cebolinha e a colocar a abóbora para cozinhar. O restante fiz sozinha porque elas não largavam os livros e cadernos... O que me proporcionou enorme satisfação e alegria. A magia do encontro entre a literatura e a cozinha estava ali, na cantina da escola Dom Velloso, com cheiros e gostinho de quero mais.

* Este texto é do escritor mineiro Adriano Bitarães Netto, está em um livro recheado de maravilhosas ilustrações, chamado Asa da Palavra, da Mazza Edições.

memórias de uma oficina e boas lembranças - parte IV

Ainda não comentei da turma da oficina. Alunas muitos especiais: Alice Ivi, chef de cozinha de Cachoeira do Campo, Sulla Cipriano, futura chef de cozinha de Ouro Preto; Isabel Kaiser, nossa monitora, estudante de Letras em Mariana e Marisa Coppoli, mãe de Isadora, dona de boas risadas, olhos brilhantes e fazedora de pratos vegetarianos.



Quinta-feira, dia de céu azul! Ouro Preto fica ainda mais bonita. Da porta da sala de aula temos esta paisagem:



Manhã livre para decorar as capas e rechear o miolo com receitas trocadas de nossos cadernos e livros. Sulla trouxe fuxicos de casa, Marisa trouxe uma lata com retalhos já cortados em círculos para fazer fuxicos, Isabel e Alice aprenderam a fuxicar também... olhem só como nossos cadernos ficaram:


Nesta tarde, na cantina da cozinha, tivemos a visita da TV local e a nossa receita foi com um ingrediente muito mineiro, colhido do quintal da casa da Sulla: A COUVE.

QUICHE DE COUVE

Ingredientes
Para a massa:
2 xícaras e meia de farinha de trigo
2 colheres bem cheias de manteiga
1 ovo
1 gema
Ervas secas e sal a gosto
Para o recheio:
4 folhas grandes de couve rasgadas sem o talo
1/2 xícara de creme de leite
1/2 xícara de queijo parmesão ralado
cebolinha fresca picada
1 cebola média picada
2 dentes de alho
3 ovos
sal a gosto

Modo de fazer
Prepare a massa: Misture os ingredientes em um recipiente usando as mãos até formar uma massa lisa e uniforme. Faça uma bola, embale em plástico filme e coloque na geladeira enquanto prepara o recheio: Em uma panela, refogue a cebola, o alho com um fio de azeite, acrescente a couve aos poucos e a cebolinha fresca picada. Deixe esfriar um pouco. Bata os ovos, misture o queijo parmesão e o creme de leite. Vá colocando esta mistura aos poucos.
Pegue a massa na geladeira, abra com as mãos em uma vasilha tipo marinex para tortas.
Coloque o recheio e salpique queijo parmesão por cima para gratinar. Leve ao forno médio por trinta minutos.

Esta receita foi inspirada no livro: Papel manteiga para embrulhar segredos, de Cristiane Lisboa e sofreu algumas alterações. Tiramos um ovo do recheio, acrescentamos a clara que sobrou da massa, não colocamos alecrim e sim um pouco de orégano desidratado e a cebolinha fresca.

Enquanto o quiche de couve assava, assistimos uma parte do filme O tempero da vida. Trinta minutinhos depois, nossa receita saiu assim:

memórias de uma oficina e boas lembranças - parte III

Na manhã de quarta-feira, tivemos a surpresa de uma nova aluna de riso solto e alegria contagiante. Seguimos com as leituras e práticas de escrita em torno de nossas memórias: petiscos, saladas, prato principal e sobremesas.
Na parte da tarde fomos direto pra cozinha. Nossa receita desse dia foi:

MOUSSE DE FRANGO

Ingredientes:

1 quilo de coxas de frango temperadas, cozidas e desfiadas
1 lata de extrato de tomate
1 lata de molho de tomate
1 pimentão inteiro picado
2 cebolas médias picadas
1 dente de alho
suco de um limão
2 colheres de maionese
1 pacote de gelatina incolor hidratada
Cheiro verde e sal a gosto

Modo de fazer:

Bata todos os ingredientes no liquidificador,
deixando a gelatina para colocar por último.
Unte com azeite uma forma com furo no meio e
coloque para gelar por cinco, seis horas.
quando tirar da geladeira, decore com ramos de
salsinha e sirva acompanhando torradas.

P.S: Como nosso tempo era curto, colocamos no freezer por uma hora e deu certo!
Olhem só que gostosura:


Para acompanhar, fizemos torradas e chá de hortelã. Esta receita aprendi com minha tia Leíta, que mora em Divinópolis e está no livro: Memória Culinária: Coisa de Vó.

memórias de uma oficina e boas lembranças - parte II

No nosso primeiro dia na cozinha preparamos um delicioso bolo de banana amassada. Receita retirada do meu livro Memória Culinária: Coisa de Vó. Segue a receita:

BOLO DE BANANA AMASSADA

Ingredientes
1 ovo
1 xícara de açúcar
1 xícara de banana caturra amassada
2 xícaras de farinha de trigo
4 colherinhas de fermento em pó
1 colher bem cheia de manteiga ou margarina
1 pitada de sal
Canela em pó a gosto

Modo de fazer
Aqueça o forno.
Misture a gema, o açúcar, a manteiga e faça uma farofa.
Acrescente a banana e a farinha e vá mexendo bem.
Coloque o fermento em pó, a pitada de sal e misture.
Bata a clara em neve e acrescente misturando levemente a massa.
Coloque em forma para bolo inglês untada com manteiga e leve
ao forno por mais ou menos 30 minutos.


P.S: usamos uma forma de papel manteiga muito prática, que mantém a forma de alumínio limpinha!

Enquanto nosso bolo crescia no forno, sentadas nos bancos da cantina, líamos Indez, do escritor mineiro Bartolomeu Campos Queirós. Mineiridade pura e delicadeza infinita...

memórias de uma oficina e boas lembranças - primeira parte

Na semana que passou, como já estava previsto, fui para o Festival de Inverno de Ouro Preto ministrar a minha oficina de literatura e culinária. Foi muito bom! A turma era pequena mas o trabalho foi lindo. Começamos com a feitura artesanal dos cadernos que iriam abrigar nossos textos. Os textos que lemos, os que escrevemos e as receitas que trocamos; nossas experiências literárias e culinárias. Usamos cores coloridas e vibrantes. O corte preciso dos papéis, a costura simples e delicada. Os pequenos detalhes nas laterais deram vida aos nossos objetos. Ouvimos atentos a todas as leituras, partilhamos histórias, memórias de infância, segredos, desejos, ansiedades e buscas. Foram quatro dias em torno do fogão e dos livros.
A Escola Dom Velloso nos recebeu carinhosamente no nome de Aparecida, uma senhora atenciosa que esteve conosco em todos os momentos na cozinha da cantina. Era a Cida quem acendia o forno e o fogão, quem nos ajudou com a limpeza, quem abria as salas e fechava ao final do dia. Cuida da escola há mais de vinte anos!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ufa!

Ontem meu dia foi intenso. Acordei as sete e quinze da matina, liguei o computador pra imprimir um texto, conferi as peças e tintas que eu precisava levar pra oficina, tomei um café, dei um telefonema antes de sair e quando olhei pro relógio já eram oito e meia! Voa tempo, voa! Passei na casa do Gabriel, meu ajudante nas pinturas de base e lixação e seguimos para a labuta. A pintura ficou toda por conta dele, só preparei a lista e dei algumas orientações (coisa que faço sempre). Saí apressada para o centro da cidade. Fui a uma loja de materias de segurança comprar os óculos de proteção para o treinamento de brigadistas de combate a incêndio da Feira. Como estou a frente da associação, fiquei encarregada de algumas tarefas.
De lá segui a pé pela Rua dos Carijós. _ Para quem não conhece Belo Horizonte, as ruas do centro da cidade tem nomes de tribos indígenas; tupis, goitacazes, guarani, caetés, tamoios...e estados do Brasil: Mato Grosso, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas. A avenida principal que começa na praça da rodoviária e segue até a Praça do Papa, tem o nome de um ilustre, Afonso Pena e tem outros ilustres por ali; João Pinheiro, Augusto de Lima._ Continuando meu percurso, sigo até a lojinha de roupas para uma troca, vou ao banco do brasil, faço um pagamento em outro banco, subo a rua tamoios e vou a outra loja essa agora de ferragens. Passei pela Rua Guarani e aproveito para comprar acetato, um material que preciso para acabamento em algumas caixas. Volto à rua carijós, lembrei da agulha para meu som antigo( tenho LPs que gosto de ouvir...), entrei em pelo menos cinco casas e nada, na última, encontrei! Quinze reais! Uau, uma agulhinha minúscula... Ok, mais vale poder ouvir outros sons esquecidos nos bolachões.

E ainda estou só na metade do dia e das funções. Sigo até onde o carro ficou estacionado e rezo para encontrá-lo por lá(este ano, não consegui renovar o seguro e morro de medo). Lá está ele, lindo e quente! Apesar de estarmos no inverno, o sol está rachando mamona - já são onze e quarenta. O caminho agora é até o escritório de advocacia do meu condomínio(sou síndica!), como não havia vagas, parei no estacionamento de uma loja de embalagens. Aproveitei para ver uns preços e comprei sacolas plásticas. Expliquei à mocinha do caixa que não iria demorar no estacionamento, era só pegar um documento no prédio da frente. Pode ir, senhora, se não vai demorar! Acabei demorando quarenta minutos. Claro, pedi desculpas na volta, com aquele sorriso amarelo, de alguém que abusou da boa vontade do outro.

Enfim, hora de ir almoçar na casa de minha sogra _faço isso normalmente duas vezes por semana. Salada, frango grelhado, arroz branco, batata baroa. Dani colocou uma canção do Caetano. Dei dois telefonemas e fui entregar uma encomenda ali por perto. Da casa da cliente, buscar as apostilas do curso no xerox que fica no caminho, de lá, ao outro banco para um depósito, aproveitei para ir à flora e comprar uma suculenta. Vou fazer uma visitinha a casa de uma amiga, acho que ela irá gostar. Já estava em cima da hora marcada para a reunião na prefeitura. Meus colegas de feira e companheiros de associação já estavam a minha espera como combinado. Subimos ao quarto andar e lá ficamos aguardando a hora de sermos atendidos. No meio da conversa, recebi um telefonema. Novidades. E outro compromisso de ultima hora. Esse para amanhã de manhã. Mas, tem certeza que é amanhã de manhã? Já estou com tudo organizado para o treinamento. Vamos ter que desmarcar? Nem acreditava na trabalheira que iria dar, organizar tudo de novo, outro dia...ah, não, vamos ter quer encontrar uma solução! telefonemas daqui, dali, nada ainda. Terminada a conversa no quarto andar, fui buscar o carro pra carregar os extintores de incêndio. Ok, já são cinco e meia da tarde, hora de buscar Gabriel e as peças pintadas, levá-lo em casa e descarregar o carro no ateliê e colocar o botijão de gás no porta-malas. Meu filho colocou pra mim. Pesado...Comi algo rapidinho, dei outros telefonemas, conseguimos um amigo para me substituir e levar a turma e os materiais ao treinamento pela manhã. Beleza! Tudo certo. Já estava atrasada para o encontro na casa de minha amiga. Cheguei com uma hora de atraso! O momento relax do dia, duas horas de prosa e chás. Tomamos chá branco, chá de frutas vermelhas e chá de jasmim. Comemos bolo de cenoura com mel, pão integral com goiabada cascão e queijo. Uma delícia! Obrigado Cris, foi ótimo estar com você!
É, mas ainda não acabou. Estava a três minutos da casa da Zezé, nosso QG da associação, onde eu deveria deixar os extintores, o botijão de gás, os óculos e as apostilas. Aproveitamos para embalar as camisetas que oferecemos aos participantes, com direito a fitinha e tudo! Enfim, cheguei em casa as onze da noite. Parei uns minutos na frente do computador para encaminhar um e-mail, corri pro chuveiro, coloquei meu pijama quentinho, beijo de boa noite no filhão e cama.
Respirei fundo, agradeci a deus por mais este dia e apaguei!

MINHA OFICINA EM OURO PRETO

Dias 21 a 24 de julho estarei no Festival de Inverno de Ouro Preto para ministrar a oficina: Literatura com sabor: experiências literárias através da arte culinária. A proposta é ler, escrever, rememorar encontros em torno da comida e da cozinha, receitas de família, de amigos. Vamos fazer um caderno de receitas artesanal para abrigar nossos textos e iremos cozinhar também, estou levando receitas ótimas e práticas com ingredientes bem mineiros. Quer saber mais? Entre no site do festival: www.festivaldeinverno.ufop.br

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A vida é uma festa!

Muito, muito bom meu final de semana de aniversariante, sim porque aniversário que cai na sexta-feira, a gente pode começar na sexta e terminar no domingo! Olha só que maravilha! Pois foi o que fiz, fizemos. Na sexta, ganhei abraços pela manhã, à tarde, no curso do sebrae, a noite, vinhozinho e caldo de abóbora com o namorido(a escrita não está errada, é mistura de namorado com marido), no sábado a noite, depois de uma passada rápida por uma festa junina, fomos ao Palácio das Artes ver o espetáculo Balada para un Loco. Lindo, emocionante, muito, muito bom! Canções de Rufo Herrera, Villa-Lobos e Astor Piazzola, junto a lírica voz de Sylvia Klein. Afinadíssima. Poderosa, forte. A-DO-REI.


Domingão, o dia da festa! Fomos ao Cartola Bar, pra dançar samba e ouvir boa música. Warley Henrique, jovem e premiado músico que toca cavaquinho muitíssimo bem convida Pedro Morais.

E com eles a banda da casa, que, agora, esqueci o nome...lembro do nome dos músicos, Daniel no violão de 7 cordas, Zazá no pandeiro e o rapazinho que lembra a cassia eller na percussão. Foi ótimo! Dancei, da hora que cheguei às oito da noite até à uma da manhã! Minha mãe, dançarina há mais de vinte anos de dança de salão foi a estrela da noite. Amigos queridos vieram e rolou até bolo de aniversário surpresa! A vida é mesmo uma festa! Viva!

Hoje, tudo segue seu ritmo acelerado normal. Trabalho, contatos, pinturas, uma rápida caminhada e escrever por aqui.
Queria passar a receita de caldo de abóbora mas a cama está a me convidar.
Bjus a todos!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

dia de apagar as velinhas

Amanhã, dia dez de julho comemoro mais um ano de vida. Já vivi tantas coisas, hoje mesmo, quando fui ao supermercado muito rapidamente bem na hora do almoço porque havia me esquecido de um produto(e acabei comprando outros: precisava de óleo de girassol, daí vi uma promoção de linguiça de boa marca, peguei meio quilo. Como ia refogar o feijão, pensei que podia ter uns pedacinhos de bacon, coloquei no carrinho, lembrei da couve que já estava picada e de molho, decidi fazer também um angu pra acompanhar o menu e busquei na prateleira o fubá, enfim, saí de lá com mais peso na sacola que o esperado. No caixa, conversando com a funcionária, ela me disse que destesta comer feijoada com pedaços de pé e orelha de porco. Concordei na hora com ela. E quando a gente ainda encontra uns pelinhos? Argh, que horror!) que parêntesis longo, meu deus!
Disse tudo isso pra falar que encontrei uma velha conhecida - não, ela não é velha - nos conhecemos na época em que eu fazia pesquisas de mercado, antes de ser promotora de vendas da parmalat(ou foi depois?) A memória as vezes me prega algumas...
Mas, a Fátima estava no mesmo caixa que eu e quando a vi, nem titubiei: Fátima? Junelise!!! Nos demos um longo e carinhoso abraço! Que bom! E que bom recordar um pouco desse período da vida, dos ikebanas feitos no escritório(nossa chefe era da igreja messiânica), dos inúmeros telefonemas, das pesquisas de automóveis, produtos de limpeza, farmacêuticos, pesquisas de opinião, enfim, já fiz um bocadinho de coisas, já plantei árvore, que segue crescendo em meu jardim, já tenho um filho lindo(lindo mesmo!)e já escrevi livro, que talvez não seja o único, nem o filho, nem a árvore. Quero continuar plantando sementinhas por esse mundo. Sementes de amor, de amizade, de tolerância, de compreensão, de delicadeza. E mais que isso, quero aprender a cultivá-las. O parabéns é pra mim amanhã e desde já quero partilhar com todos a felicidade de estar aqui, de estar viva! Amo todos vocês; mãe, tios, filho, marido, amigos, os colegas dos diversos trabalhos onde estou envolvida, minhas plantinhas e pinturas, o céu, a lua, as estrelas, o sol, amo a vida!!!! E sigo feliz! Que deus me abençõe e que eu siga plantando e colhendo bons frutos desse amor!

Deixo esta maravilha de presente pra nós:

POÉTICA

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste, a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço.
- Meu tempo é quando.

Vinícius de Moraes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Um pouco mais de boa poesia

Esta que coloco aqui para nós hoje, é de um novo e bom amigo, que faz parte do grupo no curso que estou fazendo no sebrae. Ernesto tem a língua inquieta e sorriso aberto. E é dado às palavras. E eu, como vocês, estou conhecendo agora o seu gosto em brincar com elas. A postagem de ontem tinha a intenção de inspirar amigos a deitar seus textos aqui. Parece que deu certo:)

CURV-ETAS


Nada deve ser tão reto...

Que ofusque as curvas do caminho.
Que sufoque os sonhos
do velho ou do menino.
Que enxergando a noite,
não permita ver o dia.
Que cale prosas,
o verso e a poesia.
Que não suporte o amor,
a candura e a fantasia.

As retas são amigas das curvas...
Juntas são a razão do caminho.

Se a montanha é curva,
e o horizonte reto,
seja torta a reta do sonho,
bem larga a curva da vida.
Seja bola o sonho do mundo,
bem certeira a trilha da seta,
pouco importa se curva ou reta.

Ernesto Marques

Ah, ele é mineiro, educador, artesão, trabalha com mandalas em cerâmica e também tem um blog: aartenaterra.blogspot.com

domingo, 5 de julho de 2009

um pouco de literatura

Poesia pra inspirar amigos poetas!

JOGOS FLORAIS I

Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.

Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.

JOGOS FLORAIS II

Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.

Bem, meus prezados senhores
dado o avançado da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.

(será mesmo com dois esses
que se escreve paçarinho?)

Antônio Carlos de Brito
Antologia "26 poetas hoje"

quarta-feira, 1 de julho de 2009

por falar em maracujá...receita de mousse

Receitinha de mousse de maracujá

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 embalagem de gelatina sabor maracujá
200ml de suco de maracujá

Preparo:

Dissolva a gelatina em apenas um copo com
água quente(200ml) e deixe-a esfriar.
Coloque no liquidificador a lata de leite
condensado, a lata de creme de leite, o suco
de maracujá e ligue o liquidificador por dois
minutinhos. Acrescente a gelatina e misture
com uma colher, mexendo bem.
Escolha uma travessa do tipo marinex e
deixe na geladeira por três horas.
P.S: uso a gelatina para deixar a consistência
mais firme. Você pode fazer sem a gelatina,
fica mais doce e muito cremosa.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

receita de doce de abóbora da vovó

Esta receita quem preparava era minha avó Juracy. Ficava tão bom... Geladinho então...Pra comer de colher, ai ai..
Está também no meu livro na primeira parte, das receitas de memória, é coisa de Vó e facílimo de fazer:

DOCE DE ABÓBORA COM COCO

Descasque uma abóbora tipo moranga, pique em pedaços grandes e cozinhe em água com uma colher de açúcar. Depois amasse toda a abóbora com garfo e coloque-a numa panela para cozinhar junto com uma xícara e meia de açúcar e um pacote pequeno de coco ralado. Vá mexendo bem. Cuidado para não se queimar! O doce espirra. Quando começar a soltar do fundo da panela, já está pronto. Acrescente alguns cravos da índia e mexa. Depois de frio, coloque em uma vasilha de vidro redonda, salpique canela em pó e leve para gelar.

Dou uma dica: A abóbora tipo moranga, de casca verde e grossa é bem difícil de partir. Daí que eu cozinho as metades e tiro a polpa com a colher. Facilita bastante.

Aqui em Minas os doces das boas quitandeiras são preparados em enormes e maravilhosos tachos de cobre. Vovó não tinha tacho e o doce era bom assim mesmo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Com certeza, Leda Nagle

Fui ao lançamento do livro Com certeza da Leda Nagle, no projeto sempre um papo, que traz figuras bacanas para compartilhar suas experiências literárias ou não, num bate-papo descontraído, quase sempre. Leda é sorridente e bem humorada, falou de suas entrevistas, das curiosidades, das situações engraçadas, do desejo em informar os telespectadores sobre diversos assuntos e de fazer isso bem. E ela o faz, com certeza.

Em julho de 2007, fui convidada pela produção do Sem Censura(através de um contato que fiz por e-mail) a levar meu livro e apresenta-lo no dia das vovós, dia 26 de julho, dia de Santana, avó de Jesus Cristo, informação esta que fiquei sabendo minutos antes de entrar para a gravação. O programa foi gravado pois estávamos na semana dos jogos olímpicos. E a Leda me recebeu muito carinhosamente, conversamos sobre afetos em torno da cozinha, sobre família e confraternizações, sobre artesanato e, claro, sobre as delícias de ter uma avó, no meu caso, duas e a importância que essas figuras tem na vida da gente e como elas tornam nossas vidas mais saborosas. Passei receita de doce de abóbora e voltei pra Beagá feliz da vida e agradecida a Deus por ter o privilégio destes momentos.

Hoje, repetimos o abraço carinhoso e ela se lembrou do meu livro: Aquele livro lindo!
Brigadu, Leda, ele é lindo mesmo, você também. Que Deus te conceda muitos anos mais de entrevistas. Parabéns!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

o maracujá no meu jardim

Pois então, fiquei de contar a vocês do maracujá em meu jardim. Aí vai:


Aqui em casa tive um pé de alecrim ma-ra-vi-lho-so! Tive, porque ele morreu. Foi ficando sufocado com o também maravilhoso e espaçoso maracujá. Pois é, deu maracujá no meu jardim! Amarrei arames para ele crescer e ia ajudando colocando os galhos para o alto. Cresceu tanto que fiz uma espécie de caramanchão sobre a mesa do canto.

Colhi diversos frutos, fiz sucos, mousses e molhinhos para salada, congelei pra depois utilizar, distribui para amigos, enfim, foi uma fartura de maracujás. Tenho fotos dele. Deles. Eram dois pés que brotaram de tanto eu fazer adubo orgânico pro meu jardim com cascas e sementinhas... Só que começou a dar muitos bichos esquisitos. Vou explicar: O maracujá costuma dar muitas lagartas que depois viram borboletas laranjas muito lindinhas.(vou ter que abrir um parentesis aqui: enquanto eu não percebi a presença das lagartas nas folhas, eu achava que as borboletas vinham passear por aqui por causa das flores...só depois, que as lagartas apareceram em enorme quantidade é que juntei as coisas) Fico encantada com a natureza...sou mesmo uma boba...
Além das borboletas cor de laranja, surgiram besouros enormes, uma espécie de barbeiro vermelho e formigas com bundas douradas. Ah, vinham também as vespinhas, mas essas são responsáveis pela polinização das flores e estão ficando cada vez mais raras. Descobri que existem plantações de maracujás que terceirizam mão-de-obra para polinizar as flores: as pessoas usam uma espécie de cotonetes nos pistilos para polinizar!

Confesso que quando vi aquele bicho estranho, parecido com um barbeiro vermelho, tive um nojo tremendo e foi aí que a vontade de cortar o maracujá surgiu. É, tive que cortar... usei fumo de rolo em água morna pra caramba e não funcionava, enfim, fiquei sem meu alecrim e sem o maracujá. Mas curti muito aquelas flores exuberantes em meu jardim.Foi bom enquanto durou.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

um filete da literatura de Pessoa

O olfacto é uma vista estranha. Evoca paisagens sentimentais por um desenhar súbito do inconsciente. Tenho sentido isto muitas vezes. Passo numa rua. Não vejo nada, ou antes, olhando tudo, vejo como toda a gente vê. Sei que vou por uma rua e não sei que ela existe com lados feitos de casas diferentes e construídas por gente humana. Passo numa rua. De uma padaria sai um cheiro a pão que nausea por doce no cheiro dele: e a minha infância ergue-se de determinado bairro distante, e outra padaria me surge daquele reino das fadas que é tudo que se nos morreu. Passo numa rua. Cheira de repente às frutas do tabuleiro inclinado da loja estreita; e a minha breve vida de campo, não sei já quando nem onde, tem árvores ao fim e sossego no meu coração indiscutivelmente menino. Passo uma rua. Transtorna-me, sem que eu espere, um cheiro aos caixotes do caixoteiro; ó meu Césário, aparece-me e eu sou enfim feliz porque regressei, pela recordação, à única verdade, que é a literatura.

Fernando Pessoa - O livro do desassossego.

domingo, 14 de junho de 2009

caldos quentinhos e sopas

Pois é, a temperatura caiu um bocado por aqui. Os casacos de lã já estão fora do armário tomando um ar(ninguém aqui tá querendo uma rinite alérgica)e os edredons já estão no uso há dias, comprei recentemente uma meia de lã fofíssima! Na cores lilás e marrom com direito a uma florzinha em feltro nas laterais. Um charme para aquecer os pés e mais um detalhe: vem com um emborrachado embaixo pra gente poder andar de meia e não escorregar. Pode? Amei:)

Tempo frio combina com caldos quentinhos e ontem convidei bons amigos para um caldo aqui em casa, assim, meio de improviso, só o caldo de abóbora que já estava em mente. Tinha feito uma panela cheinha dessa delícia alaranjada que iria durar na geladeira e daí pensei no caldo, já famoso aqui em casa e na casa de uma amiga, que me ensinou a preparar este manjar dos deuses. Do caldo de abóbora dou a receita depois, hoje só quero sugerir esta outra delícia que preparei:

sopa de macarrão com feijão. UAU! Nunca tinha feito e arrisquei. Tão simples e ficou tão saborosa! Comprei macarrão de conchinha e uma linguiça calabresa. Já tinha bacon e feijão cozido na geladeira. Muito bem, fritei o bacon com cebolas em lascas pequenas e a calabresa em cubinhos(rodelas partidas em quatro).Coloquei água fervendo e o macarrão. Misturei, abafei e deixei cozinhar um pouquinho. Adicionei o feijão, fui mexendo e botando mais uns temperinhos, uma páprica picante, um caldo de carne...mais uns minutinhos em fogo baixo e pronto.
Esquentamos a alma com a boa conversa entre sorrisos e amigos e nutrimos nosso corpo com abóbora e feijão. ô mistura boa essa!

Lembrei de minha avó Juracy que gostava de sopas de macarrão. Fui parar lá na infância na mesa de um hotel em Araxá que servia antes do jantar um prato de sopa, uma manteiga em pote de porcelana pequeno e um pão francês já fatiado... Tenho boas memórias de nossas viagens e saudades também.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O rizoma chamado Gengibre

Semana passada fiquei rouca, muito rouca, até ficar sem voz num dia inteirinho. Não sou muito de remédios e tenho uma tendência a chás e remedinhos naturais. Começei tomando gotas de própolis (que é super amargo...), mel, chá de hortelã(a hortelã gosto de comprar fresca e deixo desidratar em saco de pão) coloquei mais alho na comida mas não tava adiantando. No jardim aqui de casa, que é um jardim suspenso já deu tomate, maracujá e tem uma laranjeira crescendo também. Do maracujá conto pra você depois que foi muito bacana, hoje quero mesmo é falar do gengibre, esta raiz, um rizoma que é hiperbenéfico pra saúde e me livrou da rouquidão. Colhi do meu jardim! Foi minha mãe que observou a flor daquela folhagem e eu nem tinha me dado conta, já nem lembrava de quando coloquei na terra um pedaço de gengibre, esperando que brotasse. E brotou. Foi fácil tirar da terra, já estava quase todo do lado de fora e bastou mexer um pouco pra ele sair inteirinho. Taí a foto dele. Gente, acho tão bacana quando posso colher algo do meu jardim! Bom, depois dei uma boa lavada e fiz primeiro um chá, que é perfumadíssimo! Depois fui comendo pequenos pedaços durante dois dias seguidos. Curei minha rouquidão!



Veja a quantidade de benefícios do gengibre: é anti-inflamatório, antioxidante, ajuda a tratar enjôos, combater infecções, prevenir doenças cardiovasculares, é auxiliar no emagrecimento, para tratar flatulências e impedir a formação de gases.
Bom para combater constipações e resfriados: Ferver 2 pedaços de raiz fresca de gengibre, durante 10 minutos e adoçe com mel.
As propriedades estimulantes do gengibre devem-se à vitamina B3, B6 que alivia sintomas de tensão pré-menstrual e a vitamina C que ajuda a proteger as gengivas e a defender o organismo dos radicais livres.
Quer mais?

O gengibre tem ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. Suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sangüínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massagear o abdomem, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais.

De sabor picante, pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave. Gengibre é quem dá um sabor especial e aquece a bebida das festas juninas, o delicioso quentão:



Ingredientes:

600 ml de cachaça
600 ml de água
Cascas de duas laranjas
Cascas de um limão
50 gramas de gengibre ralado ou em pedaços pequenos
Cravo da Índia a gosto
Canela em pau a gosto
1 maçã cortada em cubinhos

Modo de preparar:

Em uma panela grande coloque o açúcar, as cascas de laranja e limão e o gengibre.
Quando o açúcar estiver derretendo adicione a cachaça e a água, deixando cozinhar por mais ou menos 25 minutos em fogo médio. Coloque os cravos da índia e a canela em pau e deixe no fogo baixo. Em seguida, coe e coloque os pedacinhos de maçã. Mantenha em fogo baixo após o preparo.

Sucesso absoluto nas barraquinhas!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

600 visitas!

Que delícia, inteiramos 600 visitas hoje! Fico imensamente feliz com o passeio de vocês todos por aqui. Este espaço é destinado aqueles que gostam de boa comida, de artes e literatura. Segue então uma receitinha e um pequeno texto pra nós, já que um pouquinho de arte quase todos que passam por aqui já fazem:)
Ah, e querendo partilhar, melhor ainda. O blog memoriaculinaria existe pra isso, pra quem gosta e pra quem deseja compartilhar estes prazeres! Falando em prazer, a receita que se segue está no capítulo 3 intitulado: A pele, no livro de Márcia Frazão, amor se faz na cozinha. Pra começar a entrar no clima de dia dos namorados, tá? Bjus:)

NÉCTAR DE AFRODITE
Ingredientes
8 filés de peito de frango
2 colheres de sopa de farinha de trigo
2 ovos
200 gramas de castanha de caju, tostadas e picadas
3 mangas(rosa) fatiadas
manteiga, sal e pimenta do reino a gosto
Modo de fazer
Tempere os filés de frango com sal e pimenta do reino. Depois passe-os na farinha de trigo e, em seguida, nos ovos batidos e nas castanhas picadas. Se for necessário, use mais farinha, ovos e castanhas para empanar os filés. Frite-os na manteiga, tendo cuidado de doura-los uniformemente. Retire os filés da frigideira e mantenha-os quentes. Passe as fatias de manga na frigideira que já foi utlizada para a fritura dos filés, mas, apenas ligeiramente, só para esquentá-las. Arrume os filés numa travessa bem bonita e coloque as fatias de manga sobre eles.

MODO DE INSINUAR
No terceiro dia de lua cheia, Vera costumava preparar esse prato para o amado. Dizia que ele tinha o dom de jorrar os líquidos do amante e transforma-lo num bichano ávido por carícias.Antes de servi-lo, ela o incrementava com um delicado ritual. Enchia uma enorme bacia prateada com água, uma xícara de chá de mel e dois litros de leite de cabra. Depois se banhava com esta mistura, perfumava-se com água de laranjeira e vestia um vestido cor-de-rosa. Calçava suas sandálias e depois colocava os filés numa marmita. Saía rebolando o mar nas ancas, deixando no ar um cheiro de maresia. Só voltava no dia seguinte. Dessa vez, trazendo o aroma de uma mangueira em flor...
Decore o ambiente com flores de laranjeira(se não as conseguir, substitua-as por óleo essencial de flor de laranjeira), rosas rosadas e velas brancas. Espalhe mangas e rosas sobre a mesa e, se tiver a sorte de consegui-los, jante ao som dos discos de Carlos Gardel.


Depois, nem me contem...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sobre artesanatos...





Gente, ando meio sumida por causa do trabalho com o artesanato. Nem tanto tenho pintado mas estou fazendo novos contatos com lojas, participando de um curso de capacitação, esta semana participamos novamente da feira no campus da UFMG, enfim, estou tentando me profissionalizar ainda mais. Sendo assim, hoje o que desejo compartilhar são as nossas pinturinhas, sempre feitas com carinho e capricho nos detalhes. Bjus a todos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Receita de pão de queijo, o mineirinho famoso!

São várias as receitas que conhecemos de pão de queijo. Tradicionais com polvilho azedo, outras com polvilho doce. Umas feitas pra enrolar as bolinhas, outras de forminhas(aquelas de empadas). Receitas com muito queijo, outras com pouco queijo, com batatas, enfim, uma fartura! E quem é que não adora esse mineirinho famoso? Seguem duas receitas, uma tirada do caderno de receitas de minha avó,(tentei tirar uma foto mas a bateria da camera já era) a receita é de minha tia Leíta e a outra do Fogão de Lenha de Maria Stella Libânio Christo que só de pão de queijo tem seis receitas! Beijus e pães de queijus pra vocês!

Pão de queijo (Leíta)
2 copos(duplos) de polvilho azedo ou doce
1 copo duplo de leite
meio copo de óleo
3 ovos
sal a gosto
1 copo de queijo ralado
Ferver o leite com o óleo e o sal, escaldar o polvilho e colocando os ovos vá amassando. Por último o queijo. (massa mole). Enrolar untando as mãos. Não precisa untar o tabuleiro.


Pão de queijo especial

Leite o quanto necessário
manteiga 2 colheres
Ovos são 3
Polvilho azedo um prato fundo
Queijo ralado um prato fundo
sal a gosto

Esfarinhar o polvilho com as mãos, juntando depois a manteiga, os ovos, sal, queijo e ir adicionando o leite que for preciso para formar uma massa de consistência mole. Enrolar em bolinhas e pôr em tabuleiro untado. assar em forno quente. Se sobrar, guardar em lata fechada para o dia seguinte.


E sobra? :)

domingo, 17 de maio de 2009

Foi ótimo!!

Gente, o Festival em Congonhas foi muito, muito bom! Como eu já imaginava, farto em variedade e criatividade das quitandeiras. Tinha de um tudo... Bolos e biscoitos de muitos sabores, com recheio, sem recheio, geléias, biscoito de polvilho, pães de queijo, pastel de angu de Itabirito, rocambole de Lagoa Dourada, bolo de jabuticaba de Sabará. Um capricho nos detalhes, na decoração das barracas, um carinho no atendimento, dicas de receitas trocadas na hora, degustações, provinhas de licores e cachaça, o famoso chá de congonha, garapa, suco de milho verde, enfim, pra todos os gostos e paladares apurados.


Olha só a delicadeza do bordado sobre os bolinhos de banana assados em folha de bananeira. Estes eram encontrados na Barraca Estrela. Lá também encontramos pães com ervas e o bolo de banana que, é claro, trouxe um deles pra casa! A-DO-RO bolo de banana. Cristina, o bolo está mesmo dos deuses!

Na Romaria, espaço onde é realizado o festival, estava tudo muito bem caracterizado, tinha fogão a lenha, um armazém vendendo grãos, uma criação de cabras, gente preparando rapadura, outros fazendo garapa e este forno. Uma belezura!







Estas miúdas rosinhas estão na casa da Tia Imene, responsável por muitas das receitas encontradas no livro Quitandas de Minas. Tia Imene, fica aqui minha gratidão pela hospedagem de última hora. Adorei estar na sua barraca e ajudar a vender as delícias!
Que não sobrou nenhuma pra tirar foto...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Flor de lotus




Esta maraviha de foto veio em um e-mail de uma amiga de infância. Achei tão perfeita que resolvi compartilhar com vocês. Pensei em receitas com flores, em poesias, mas, resolvi deixa-la reinar sozinha.
Bjus:)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Festival de Quitandas


Gente,

Vai ter muita coisa gostosa neste final de semana em Congonhas. É o Festival da Quitanda. Tem barraquinhas com gostosuras tipo bolos, broas, doces, doces em calda, licores, enfim, uma variedade de delícias que as quitandeiras preparam com muito carinho. Elas participam de um concurso que elege a melhor quitanda e a melhor decoração do stand. Vale conferir e visitar a cidade. Dias 16 e 17 de maio, sábado e domingo próximos. Eu vou! Já estou de regime:)...rs
Mais informações no blog da Rosaly: www.quitandasdeminas.blogspot.com

presentinhos que ganhei


Olha só que gracinhas! Ganhei da minha amiga e parceira nas receitas culinárias de Minas. Rosaly Senra é organizadora do delicioso livro Quitandas de Minas e marcamos um encontro em sua casa no feriado que passou. Improvisamos o nosso almoço que ficou muito gostoso, super natural e leve: beringela e abobrinha refogadas com alho, cebola e passas, arroz integral com lentilha e trigo que Rosaly já deixa preparadas as porções para facilitar a vida no dia-a-dia. Ralamos cenoura, lavamos alface, abrimos uma lata de sardinha com molho de tomate e acrescentamos um molhinho especial que ela já tinha preparado também. Comemos de repetir!


O pinóquio em madeira é um ímã de geladeira e veio da Itália. A canequinha esmaltada foi Rosaly mesma que pintou e ofereceu a compradores de seu livro no lançamento. Quem quiser saber mais da Rosaly e de seu livro, entre lá no blog: www.quitandasdeminas.blogspot.com.

domingo, 10 de maio de 2009

Casa e comida mineira

Em Minas há costumes caseiros que trazem o gosto das broas de pretas velhas. Um é o das mães passarem às filhas as receitas de família, carinhosamente guardadas em grossos cadernos que se perdem, não raro, na gordura do uso e na lida do tempo...
Comida mineira é a alma de nosso agasalho. É o elo da família em torno da mesa. É saudade e descontraimento, é lembrança da infância. Esperança. Eterna esperança. Humilde e sagrada páscoa das grandes esperanças.
Quintal de folhas no chão e frutas nas árvores, cacarejo de galinhas ciscando. Repiques de sino convidando para as festas de padroeira, apito de trem cortando a cidade. Roupa limpa das missas de domingo; namoro em banco de praça; tricô da vovó em cadeira de balanço.
Roda dos velhos no café da esquina. Chá de ervas na cura das doenças. Enfim, o desfiar das casos compridos na boca da noite. Na cidade ou no campo, em Minas, há sempre um aviso não escrito: cheguem-se, a casa é sua!
Uai! Desculpem alguma coisa...


Este texto extraído do livro Fogão de Lenha - quitandas e quitutes de Minas Gerais de Maria Stella Libânio Christo foi escrito em 1976, possui mais de dez edições sendo um marco da literatura culinária mineira.
Tenho o gostinho doce de uma dedicatória em um exemplar que me foi presenteado pela autora numa tarde de outono, dia de Santa Rita, 22 de maio de 2007.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Um mês no ar!!

Casa de gente mineira tem esse jeitinho acolhedor, que gosta de visitas e uma boa prosa. Aqui as visitas são sempre bem vindas! Comentem sempre que quiserem: Basta clicar sobre a palavra comentários e deixar seu temperinho por ali, colocar seu nome, blog ou site e vale deixar como anônimo mesmo, pra quem é mais acanhado.:)

Estou achando esta experiência de manter o blog muito, muito boa. Parabéns pra mim pelos 30 dias! E agradeço desde já os temperos colocados nesta panela de literaturas, receitas e outras artes.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Falando um pouco sobre artes plasticas




Pois é pessoal, sendo este espaço destinado a outras artes, gostaria de apresentar um amigo que faz um trabalho superbacana com madeiras de demolição: Arthur Rinelli. Arthur é carioca e morou nos últimos anos em Araxá aqui em Minas. Está agora em Belo Horizonte e produz adornos e móveis em madeiras diversas. Tem um trabalho impecável em matéria de acabamento e é bastante criativo. Taí algumas imagens pra vocês conferirem. Ah, ele também tem um blog: arthurrinelli.blogspot.com.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O aromático molho pesto


A minha primeira e bem sucedida tentativa de preparar o molho pesto teve duas inspirações poéticas: um pequeno livro e pés de manjericão.
Estava eu em Ouro Branco, no festival de inverno, ministrando a oficina de memória culinária. Foram cinco dias de muitas receitas e literaturas. A turma foi pequena mas extremamente envolvida na elaboração de gostosuras poéticas e gastronômicas.
O local de nossos encontros ficava numa praça de eventos da cidade. E a maravilha maior: toda a praça era rodeada por pés de manjericão e ventava bastante, daí que os ventos cheiravam a manjericão, pode coisa mais gostosa? O pequeno livro é: Cartas culinárias - papel manteiga para embrulhar segredos, de Cristiane Lisboa. Um pequeno notável que a gente lê(devora) rapidamente não fosse a vontade que dá em ir pra cozinha e preparar as cartas/receitas culinárias.


Na chamada Riviera dei Fiori, no noroeste da Itália, são cultivadas várias espécies de flores e ervas aromáticas, é dessas encostas pedregosas da Ligúria, a tradicional receita de Pesto, o molho pesto genovês. Preparada com Il basilico genovese, o manjericão, a grande erva do rei. Ei-la:

Pesto Alla Genovese

Ingredientes:

500 gramas de massa - 4 xícaras de folha de manjericão fresco - 1 xícara de queijo Pecorino ralado - ½ xícara de Pinoli (pinhões italianos), pode ser também com nozes - 2 batatas cortadas em cubos - 4 dentes de alho - 2 xícaras de azeite extra-virgem - sal grosso a gosto - 500 gramas de vagem fresca cortada em pedaços de cerca de 2 cm - pimenta do reino a gosto.

Modo de Preparo:

Na Ligúria, a preparação do molho Pesto, embora aparentemente simples, é considerada um ritual. É necessário um morteiro de mármore, de nome mortaio e um socador de madeira. Colocam-se as folhas com o sal, para manter sua coloração verde e vai-se socando, adicionando os pinhões e uma parte do queijo, juntamente com o azeite, gradativamente até tornar-se um molho verde-escuro, denso e perfumado. Faltando estes utensílios, e por falta de tempo, poderá ser feito no liquidificador, o que prejudica levemente o sabor.
Cozinhar a massa al dente junto com as batatas e a vagem. Escorrer, deixando um pouco de água do cozimento. Juntar com o molho, condimentar com o restante do queijo Pecorino e temperar com pimenta do reino a gosto.



Uma curiosidade deliciosa: Na Ligúria existe um campeonato de Pesto, que acontece em um palácio construído no século XIII. A primeira eliminatória para o próximo Al Mortaio que acontecerá em 2010 foi realizada no mês passado, em Marselha, na França.
Podem participar pessoas de todo o mundo, sendo 50% da Ligúria, 35% do resto da Itália e 15% de outros países. Vale conferir o site com fotos do campeonato de 2008: www.pestochampionship.it.

terça-feira, 21 de abril de 2009

manjericão ou alfavaca?

Os dois. São a mesma erva. Tinha ficado incomodada com a afirmativa de uma amiga que aquele pé maravilhoso de manjericão no jardim da casa juntinho do alecrim, da salsinha e da lavanda, não era manjericão e sim, alfavaca.
Pensei: meu deus, quando fiz meu primeiro molho pesto, lá em Ouro Branco na praça de eventos que é rodeada por pés idênticos a este que estou vendo aqui, era de alfavaca? Olhava para aquele vaso de vidro que ela ajeitou cuidadosamente deixando enfeitar a mesa e perfumar o ambiente com as folhas iguaizinhas do manjericão e pensava: alfavaca? Quando cheguei em casa fui consultar, peguei meu livro: Memória Culinária: Coisa de Vó, que tem sua parte em curiosidades sobre ervas e encontrei:
Manjericão
Denominada erva dos reis na Grécia Antiga. Suas flores são pequeninas e lilases e as folhas ovaladas. Tem sabor suave e picante. Seu nome científico é Ocimum basilicum e também conhecido como alfavaca ou alfavaca cheirosa. :) Em francês chama-se basilic, em espanhol, albahaca e em italiano, basilico. É o principal componente do molho pesto... Seu chá também é utilizado em casos de problemas digestivos e é uma planta de fácil cultivo em vasos e jardins.
A memória prega umas na gente, não é mesmo? Pesquisei sobre algumas ervas quando estava preparando o livro, em 2005, fiz minhas anotações, escrevi sobre, editei e esqueci.
Taí mais um registro pra não esquecer e apreciar ainda mais o uso desta erva aromática, que possui propriedades analgésica, anti-séptica, calmante e diurética!