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segunda-feira, 28 de março de 2011

Doce de goiaba pastoso

Aqui pelas bandas do sul, as águas de março fecharam o verão com um bocado de estragos em diversas cidades, infelizmente, e o friozinho já começa a aparecer ao cair da tarde. Estamos em época de goiabas! Onde moro tem um pomar superbem cuidado com certa variedade de frutas - abro um parêntesis: moro em um condominio que possui treze prédios! Pois é, e posso pegar as frutas quando estão maduras, poucas pessoas o fazem, estão tão ocupadas em trabalhar e ver televisão ou ficar na frente do pc (como eu agora)que não vejo gente catando frutas, com exceção dos funcionários, ( será que os moradores têm vergonha de pegar frutas no pé?)
Vejo uma das frutíferas pela minha janela, é uma goiabeira. Esta não nasce aqui, nasce no terreno da casa ao lado mas como ela é grande, cresce toda pro lado de cá também e no chão todo dia tem goiabas maduras. No sábado que passou, eu e Dani fomos pegar goiabas. Foi engraçada a cena: Eu, no último degrau da escada segurando com uma mão uma parte do guarda-sol, a que parece um cabo de vassoura e a outra tentava pegar os galhos e baixá-los e Dani com o guarda-sol amarelo aberto de boca pra cima para pegar as goiabas que eu ia derrubando com muito cuidado. Quer dizer, nem sempre... uma eu acertei o nariz do Daniel, outra a cabeça, outras tantas ele conseguiu recolher, outras despencavam no chão de tão maduras, enfim...rimos um bocado e voltamos pra casa com o guarda-sol amarelo cheinho de goiabas! Um vizinho que tirava o carro da garagem nos lembrou do pé de caqui que também está repleto de frutas maduras e grandes! Mas, deixamos os caquis pra outro momento. Ah, tirei fotos desta vez! Devo confessar que ficaram razoáveis...

Bom, depois de lavarmos as frutas e o guarda-sol, começei a selecionar e tirar aquelas cascas meio esquisitas, cascorentas que as goiabas comuns, naturais, digo, sem agrotóxico têm. Essas têm sabor! E pensei de encontrar bichinhos também, mas, pasmem, nenhum bicho de goiaba pra contar história(só eu mesma pra contar). Os tamanhos variavam bastante e a textura também, fui limpando, cortando e comendo! Ficaram assim, já prontinhas pra qualquer receita:

Separei um pouco pra fazer sucos e congelei. Com o restante já tinha decidido que ia virar doce, daí precisei triturar com um mixer e coar a polpa com uma peneira. Olha só como é bonita a cor, gozado, que eu estava com um vestidinho cor de goiaba. Rsrs...:) Só botei reparo nisso quando começamos a tirar as fotos. Bom, após todo o trabalho de coar, misturei duas xícaras de açúcar cristal, tinha um litro e meio de polpa já coada. Depois, foi passar tudo pra panela - ai,ai, cadê meu tacho de cobre? - e levar ao fogo baixo mexendo sempre, isto durou uns trinta minutos ou mais, até o fundo da panela começar a aparecer e o doce ficar bom pra comer de colher, do jeitinho que nós gostamos!

Pena que foto não tem cheiro (ainda) porque neste momento, a cozinha estava perfumada...
Uma delícia pra passar numa torradinha, pra rechear um pão, pra comer com aquela fatia especial de queijo mineiro. Hum...bom dimais da conta sô!
Ah, a foto do doce pronto não ficou boa...rsrsrs...Bjus
Ah, querem saber mais sobre goiabas? No blog da minha querida amiga Rosaly, tem outras receitas e dicas nutritivas sobre a fruta, anote aí: quitandasdeminas.blogspot.com

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Delícia: Sopa de frutas

Esta receita é de meu amigo Sávio, que há meses nos prometia apresenta-la. Sávio além de talento para criar jóias, gosta de culinária e já nos presenteou uma vez num almoço com uma deliciosa salada. Eis que neste sábado último, após uma reunião sobre nosso futuro trabalho; projetos, projetos... Serviu-nos a esperada Sopa de frutas.
Maurício, outro bom e querido amigo, após experimentar a gostosura, achou melhor renomear a receita: melange de fruit. Segundo ele, a sobremesa que é tão bonita e apetitosa, com o nome de "sopa" não lhe parece soar tão bem.
Sávio caprichou nos potinhos de cerâmica, cada um mais lindo que o outro, criados por um ceramista maravilhoso daqui de Minas. E a melange de fruit foi acompanhada por um sorvete de creme. Huumm... teve bom, viu?

Sávio nos passou o modo de preparo, quando comentei que preciso iniciar uma dieta e eu a-do-ro doces. Portanto, segue a receita pra quem gosta de sobremesas e essa é ótima pra quem, como eu, está precisando perder uns quilinhos.
Claro que, para perder os quilinhos, melhor não acompanhar com sorvete...

Você vai precisar de :

4 maçãs sem casca e sem sementes cortada em cubos
2 peras sem casa e sem sementes cortada em cubos
100 g de passas pretas
100 g de passas brancas
150 g de damasco seco cortado ao meio
120 g de ameixa seca sem caroço
2 pedaços médios de canela em pau
5 cravos
1 litro de água

Em uma panela coloque metade da água pra ferver junto com os cravos e a canela, quando a água estiver fervendo adicione as maçãs. Quando estiverem semi-cozidas, adicione as peras.
Em seguida coloque as passas pretas. Assim que as passas pretas
estiverem "inchadas", coloque as passas brancas, assim que incharem as passas brancas, o damasco, depois as ameixas e deixe cozinhar por mais uns 15 minutos.
Importante ir colocando o restante da água aos poucos.

Ela pode ser servida quente ou fria, acompanhado sorvete de creme ou coco.

domingo, 14 de março de 2010

Niver da vovó

Vovó Jura se estivesse conosco teria completado ontem 94 anos. Vovó tornou-se uma pessoa difícil quando ficou mais velha, era brava e mandona. Quando eu era criança e ela tinha menos de sessenta anos, a memória que trago é das melhores: me contava histórias, brincava, gostávamos de cantar juntas, fazíamos duas vozes.
Eu estava sempre perto dela quando preparava os tecidos para as colchas de retalho, ficava tão encantada com as cores e florzinhas e bolinhas e listras, enfim, era tão lindo e a organização dos cortes, tiras bem medidas de vários tamanhos que ela ia costurando e formando quadros que depois iam virando outras tiras e no final tornavam-se colchas para os netos e filhos. Isso pra não contar dos vestidinhos e batas de algodão que ela costurava pra nós, com sianinhas, tiras bordadas e fitas.
Ai, ai, sempre que lembro dela me emociono. E pra homenageá-la no seu dia, trouxe uma receita de doce, um doce de coco que ela fazia. Anote aí:

CARÍCIAS DA JURACY

1 lata de leite condensado
a mesma medida de leite
1 pacote de coco ralado de 200g

É muito fácil de fazer, igual a brigadeiro.

Misture os ingredientes em uma panela, leve
ao fogo brando e vá mexendo até desgrudar
do fundo. Quando isto acontecer está pronto.
Despeje em um refratário e coloque para gelar.
Pra comer de colher e
virar os olhinhos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

receita de doce de abóbora da vovó

Esta receita quem preparava era minha avó Juracy. Ficava tão bom... Geladinho então...Pra comer de colher, ai ai..
Está também no meu livro na primeira parte, das receitas de memória, é coisa de Vó e facílimo de fazer:

DOCE DE ABÓBORA COM COCO

Descasque uma abóbora tipo moranga, pique em pedaços grandes e cozinhe em água com uma colher de açúcar. Depois amasse toda a abóbora com garfo e coloque-a numa panela para cozinhar junto com uma xícara e meia de açúcar e um pacote pequeno de coco ralado. Vá mexendo bem. Cuidado para não se queimar! O doce espirra. Quando começar a soltar do fundo da panela, já está pronto. Acrescente alguns cravos da índia e mexa. Depois de frio, coloque em uma vasilha de vidro redonda, salpique canela em pó e leve para gelar.

Dou uma dica: A abóbora tipo moranga, de casca verde e grossa é bem difícil de partir. Daí que eu cozinho as metades e tiro a polpa com a colher. Facilita bastante.

Aqui em Minas os doces das boas quitandeiras são preparados em enormes e maravilhosos tachos de cobre. Vovó não tinha tacho e o doce era bom assim mesmo.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Doce de abóbora com coco



Torta de abóbora com canela e gengibre é um prato para quando se está triste. Faça primeiro uma massa com uma xícara (de chá) de farinha de trigo, meia de margarina, três colheres (de sopa) de água fria e um pouquinho de sal marinho moído. Para o recheio, meio quilo de abóbora cozida, creme de leite fresco, dois ovos, gengibre ralado, açúcar mascavo, canela em pó e noz moscada. Ponha ainda dez cravos-da-índia. abra a massa em uma assadeira e encha com o recheio, colocando tudo no forno por exatos trinta e cinco minutos e meio. Um conselho: coma a torta com sorvete de natas em um prato vermelho.

Este texto saboroso faz parte do livro de Maria Esther Maciel, professora na Letras e autora deste: O livro de Zenóbia e de outros bons textos. Zenóbia gosta de cozinhar e suas receitas são pura poesia.

Doce de abóbora com coco

Descasque uma abóbora tipo moranga e cozinhe em água com uma colher de açúcar. Depois, amasse a abóbora com um garfo e coloque-a em uma panela para cozinhar junto com uma xícara e meia de açúcar e um pacote pequeno de coco ralado. Vá mexendo bem. Cuidado para não se queimar! O doce espirra. Quando começar a desgrudar do fundo da panela, já está pronto. Acrescente alguns cravos da índia e mexa. Depois de frio, coloque em uma bonita compoteira, salpique canela em pó e leve para gelar.

Este doce está nas receitas de memória. Era Vovó Juracy que fazia, delicioso! É fácil de fazer, o difícil é descascar a abóbora, com aquela casca verde e dura. Descobri uma maneira mais fácil: Cozinho com casca e tudo e depois tiro a polpa com uma colher.

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...