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quarta-feira, 16 de maio de 2012

BIFE DE PORCO RECHEADO

Essa receitinha trouxe das Minas Gerais pras bandas cá do Sul. Vem de Viçosa, terra do meu pai, Antônio de Pádua Martino. Foi ao ar hoje nas ondas da Rádiocom, no Programa Nativismo sem Fronteiras com a apresentação de Zé Luiz, que me proporciona compartilhar com vocês um pouco sobre culinária e algumas dicas e sugestões em torno dos alimentos. Anote aí:

BIFE DE PORCO RECHEADO

Você vai precisar de:

4 bifes de pernil suíno
1 colher de sopa de vinagre
tempero tipo alho e sal
Pimenta a gosto(combina muito!)
Para rechear:
pimentão, linguiça calabresa,cebola de cabeça e bacon picadinhos
1 cenoura média ralada
Para fritar os bifes: 3 colheres de óleo de girassol

Tempere os bifes com vinagre, alho e sal e deixe marinar por umas duas horas.
Misture os ingredientes do recheio, tempere a gosto. Abra os bifes, coloque o recheio, enrole e feche com palitos.
Aqueça o óleo e coloque os bifes. Vá colocando um pouco de água a medida que forem secando e dourando vagarosamente em fogo médio, para cozinhar bem a carne.
Sirva acompanhado de um couve refogada bem fininha, arroz, feijão batido e angu. Ai, ai, é de comer rezando de tão bom!!!


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

SAUDADES TERNAS

Essa receita de biscoito quebra-quebra, tirei de um livro que gosto muito e vai sempre pra cozinha comigo quando quero preparar uma quitanda especial, mineira! Falo do livro: Quitandas de Minas - Receitas de família e histórias, organizado pela minha amiga Rosaly Senra. O livro é um deleite, com lindas imagens de deixar a gente com água na boca. As receitas são um convite a cozinha!

A receita foi escolhida com carinho, está escrito assim no livro entre parêntesis: do caderno da Vovó Naná. Então, se é receita de vó, precisa passar por esse blog aqui!

SAUDADES TERNAS

Ingredientes:

1/2 quilo de polvilho
1/2 quilo de açúcar
3 colheres de manteiga
4 gemas
Sal

Amassar bem todos os ingredientes e fazer os biscoitinhos do feitio que quiser. Colocar no tabuleiro e levar pra assar em forno regular.

Minha sugestão: Prepare um chá de melissa e coma com muita calma, saboreando, deixando ele derreter na boca...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Doce de goiaba pastoso

Aqui pelas bandas do sul, as águas de março fecharam o verão com um bocado de estragos em diversas cidades, infelizmente, e o friozinho já começa a aparecer ao cair da tarde. Estamos em época de goiabas! Onde moro tem um pomar superbem cuidado com certa variedade de frutas - abro um parêntesis: moro em um condominio que possui treze prédios! Pois é, e posso pegar as frutas quando estão maduras, poucas pessoas o fazem, estão tão ocupadas em trabalhar e ver televisão ou ficar na frente do pc (como eu agora)que não vejo gente catando frutas, com exceção dos funcionários, ( será que os moradores têm vergonha de pegar frutas no pé?)
Vejo uma das frutíferas pela minha janela, é uma goiabeira. Esta não nasce aqui, nasce no terreno da casa ao lado mas como ela é grande, cresce toda pro lado de cá também e no chão todo dia tem goiabas maduras. No sábado que passou, eu e Dani fomos pegar goiabas. Foi engraçada a cena: Eu, no último degrau da escada segurando com uma mão uma parte do guarda-sol, a que parece um cabo de vassoura e a outra tentava pegar os galhos e baixá-los e Dani com o guarda-sol amarelo aberto de boca pra cima para pegar as goiabas que eu ia derrubando com muito cuidado. Quer dizer, nem sempre... uma eu acertei o nariz do Daniel, outra a cabeça, outras tantas ele conseguiu recolher, outras despencavam no chão de tão maduras, enfim...rimos um bocado e voltamos pra casa com o guarda-sol amarelo cheinho de goiabas! Um vizinho que tirava o carro da garagem nos lembrou do pé de caqui que também está repleto de frutas maduras e grandes! Mas, deixamos os caquis pra outro momento. Ah, tirei fotos desta vez! Devo confessar que ficaram razoáveis...

Bom, depois de lavarmos as frutas e o guarda-sol, começei a selecionar e tirar aquelas cascas meio esquisitas, cascorentas que as goiabas comuns, naturais, digo, sem agrotóxico têm. Essas têm sabor! E pensei de encontrar bichinhos também, mas, pasmem, nenhum bicho de goiaba pra contar história(só eu mesma pra contar). Os tamanhos variavam bastante e a textura também, fui limpando, cortando e comendo! Ficaram assim, já prontinhas pra qualquer receita:

Separei um pouco pra fazer sucos e congelei. Com o restante já tinha decidido que ia virar doce, daí precisei triturar com um mixer e coar a polpa com uma peneira. Olha só como é bonita a cor, gozado, que eu estava com um vestidinho cor de goiaba. Rsrs...:) Só botei reparo nisso quando começamos a tirar as fotos. Bom, após todo o trabalho de coar, misturei duas xícaras de açúcar cristal, tinha um litro e meio de polpa já coada. Depois, foi passar tudo pra panela - ai,ai, cadê meu tacho de cobre? - e levar ao fogo baixo mexendo sempre, isto durou uns trinta minutos ou mais, até o fundo da panela começar a aparecer e o doce ficar bom pra comer de colher, do jeitinho que nós gostamos!

Pena que foto não tem cheiro (ainda) porque neste momento, a cozinha estava perfumada...
Uma delícia pra passar numa torradinha, pra rechear um pão, pra comer com aquela fatia especial de queijo mineiro. Hum...bom dimais da conta sô!
Ah, a foto do doce pronto não ficou boa...rsrsrs...Bjus
Ah, querem saber mais sobre goiabas? No blog da minha querida amiga Rosaly, tem outras receitas e dicas nutritivas sobre a fruta, anote aí: quitandasdeminas.blogspot.com

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Torta de couve flor do Ernesto

Meus queridos, peço desculpas pelo pequeno sumiço. É que estou as voltas com um curso de desenvolvimento e gestão de negócios em torno do artesanato e daí que o tempo livre que já era escasso, escafedeu-se de vez.
Neste curso fiz novos amigos, artesãos e artistas talentosos, gente que tem dificuldades com o artesanato muito parecidas com as minhas, um gosto pela arte e nossas afeições rolaram rapidamente. É um grupo super especial. Nossas conversas e práticas em torno da arte, do artesanato e do design tem gerado novidades em produtos bacanérrimos. Estou muito feliz em conhecer essa turma e é claro, rolam receitinhas também.
Essa que vos escrevo hoje provei um último naco tirado de uma vasilhinha levada ao nosso passeio pelo Inhotim. Uma leve gostosura. Foi uma tarde divertida e proveitosa. Aquele lugar é mesmo maravilhoso. A receita do lanche é de Ernesto, artista das palavras e da cerâmica e pelo visto, da culinária também!
Segue aí:

Torta de couve flor

Ingredientes:
1/4 de couve-flor bem bonita picada, cozida
e logo depois resfriada dando um choque térmico
para parar o cozimento.
3 ovos
1/2 xícara de óleo
1 xícara e meia de leite
9 colheres bem cheias de farinha de trigo
1 colher de margarina
1 colher de sopa não cheia de fermento em pó
1/2 xícara de parmesão ralado
1/2 cebola média ralada

orégano a gosto
cebolinha picadinha
e outras ervinhas que você gostar

Modo de fazer:
Bater todos os ingredientes no liquidificador
ou batedeira, menos a couve flor que você irá
colocar cuidadosamente depois.
Deixar as ervinhas frescas por último.
Coloque em tabuleiro untado e asse em forno médio
por 30 minutos.
Ah, por cima, coloque fatias finas de queijo minas.

Você pode variar utilizando outros legumes.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O rizoma chamado Gengibre

Semana passada fiquei rouca, muito rouca, até ficar sem voz num dia inteirinho. Não sou muito de remédios e tenho uma tendência a chás e remedinhos naturais. Começei tomando gotas de própolis (que é super amargo...), mel, chá de hortelã(a hortelã gosto de comprar fresca e deixo desidratar em saco de pão) coloquei mais alho na comida mas não tava adiantando. No jardim aqui de casa, que é um jardim suspenso já deu tomate, maracujá e tem uma laranjeira crescendo também. Do maracujá conto pra você depois que foi muito bacana, hoje quero mesmo é falar do gengibre, esta raiz, um rizoma que é hiperbenéfico pra saúde e me livrou da rouquidão. Colhi do meu jardim! Foi minha mãe que observou a flor daquela folhagem e eu nem tinha me dado conta, já nem lembrava de quando coloquei na terra um pedaço de gengibre, esperando que brotasse. E brotou. Foi fácil tirar da terra, já estava quase todo do lado de fora e bastou mexer um pouco pra ele sair inteirinho. Taí a foto dele. Gente, acho tão bacana quando posso colher algo do meu jardim! Bom, depois dei uma boa lavada e fiz primeiro um chá, que é perfumadíssimo! Depois fui comendo pequenos pedaços durante dois dias seguidos. Curei minha rouquidão!



Veja a quantidade de benefícios do gengibre: é anti-inflamatório, antioxidante, ajuda a tratar enjôos, combater infecções, prevenir doenças cardiovasculares, é auxiliar no emagrecimento, para tratar flatulências e impedir a formação de gases.
Bom para combater constipações e resfriados: Ferver 2 pedaços de raiz fresca de gengibre, durante 10 minutos e adoçe com mel.
As propriedades estimulantes do gengibre devem-se à vitamina B3, B6 que alivia sintomas de tensão pré-menstrual e a vitamina C que ajuda a proteger as gengivas e a defender o organismo dos radicais livres.
Quer mais?

O gengibre tem ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. Suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sangüínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massagear o abdomem, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais.

De sabor picante, pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave. Gengibre é quem dá um sabor especial e aquece a bebida das festas juninas, o delicioso quentão:



Ingredientes:

600 ml de cachaça
600 ml de água
Cascas de duas laranjas
Cascas de um limão
50 gramas de gengibre ralado ou em pedaços pequenos
Cravo da Índia a gosto
Canela em pau a gosto
1 maçã cortada em cubinhos

Modo de preparar:

Em uma panela grande coloque o açúcar, as cascas de laranja e limão e o gengibre.
Quando o açúcar estiver derretendo adicione a cachaça e a água, deixando cozinhar por mais ou menos 25 minutos em fogo médio. Coloque os cravos da índia e a canela em pau e deixe no fogo baixo. Em seguida, coe e coloque os pedacinhos de maçã. Mantenha em fogo baixo após o preparo.

Sucesso absoluto nas barraquinhas!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Receita de pão de queijo, o mineirinho famoso!

São várias as receitas que conhecemos de pão de queijo. Tradicionais com polvilho azedo, outras com polvilho doce. Umas feitas pra enrolar as bolinhas, outras de forminhas(aquelas de empadas). Receitas com muito queijo, outras com pouco queijo, com batatas, enfim, uma fartura! E quem é que não adora esse mineirinho famoso? Seguem duas receitas, uma tirada do caderno de receitas de minha avó,(tentei tirar uma foto mas a bateria da camera já era) a receita é de minha tia Leíta e a outra do Fogão de Lenha de Maria Stella Libânio Christo que só de pão de queijo tem seis receitas! Beijus e pães de queijus pra vocês!

Pão de queijo (Leíta)
2 copos(duplos) de polvilho azedo ou doce
1 copo duplo de leite
meio copo de óleo
3 ovos
sal a gosto
1 copo de queijo ralado
Ferver o leite com o óleo e o sal, escaldar o polvilho e colocando os ovos vá amassando. Por último o queijo. (massa mole). Enrolar untando as mãos. Não precisa untar o tabuleiro.


Pão de queijo especial

Leite o quanto necessário
manteiga 2 colheres
Ovos são 3
Polvilho azedo um prato fundo
Queijo ralado um prato fundo
sal a gosto

Esfarinhar o polvilho com as mãos, juntando depois a manteiga, os ovos, sal, queijo e ir adicionando o leite que for preciso para formar uma massa de consistência mole. Enrolar em bolinhas e pôr em tabuleiro untado. assar em forno quente. Se sobrar, guardar em lata fechada para o dia seguinte.


E sobra? :)

domingo, 5 de abril de 2009

Receita tradicional de Minas: Frango com quiabo

Esta receita minha avó Elisa fazia muitíssimo bem. E sempre. Preparava um angu, feijão batido e arroz branco. As vezes completava o menu com couve refogada ou almeirão.
Faz-se assim:

Ingredientes

1 frango inteiro já limpo e cortado nas juntas, temperados com limão e sal.
300 gramas de quiabo
1 cebola média.
Massa de sal e alho.
1 ramo de salsinha e 1 ramo de cebolinha picadinhos.
Óleo para dourar o frango

Em uma panela aquecer o óleo, a massa de sal com alho (uma colher) e juntar o frango, deixando fritar um pouco. Depois, retirar o excesso da gordura e pingar aos poucos, água, deixando o frango suar. Acrescentar o cheiro verde, as cebolas em rodelas, tampar a panela e deixar cozinhar bem. Lavar e secar os quiabos e picar em rodelas. Misturá-los ao frango. Não mexa. Tampe a panela e deixe ferver em fogo baixo por alguns minutos. Quando os quiabos estiverem macios, retire do fogo e sirva com angu, arroz branco e feijão batido.
Dica: Para o quiabo não babar basta picar um tomate e acrescentar à panela ou colocar uma colher de sopa de vinagre.

Pedacinhos do céu

Saímos ontem à noite com duas amigas para um lugar de uma música deliciosa: o Chorinho. A casa Pedacinhos do céu, fica no bairro Caiçara e nos recebeu muito bem. A turma de músicos liderada por Alzier no cavaquinho estava afinadíssima.
Uma cervejinha daqui, um tira gosto de lá... Pedimos uma cachaça pra acompanhar. Tinha a Boazinha, Seleta e a Pinissilina. É este o nome da marvada, é feita em Canta Galo, norte de Minas. Foi a eleita para esta noite.
Conversa vai, risadas vem e a fome também. Escolhemos uma porção de kibinhos pra começar e depois a porção de mandioca com linguiça de lombo. Muiito booa a linguiça, a mandioca estava um pouco seca, gostei muito não. Mas, cá pra nós que somos mineiros, tem coisa melhor que um bar, uma música ao vivo de boa qualidade, uma cervejinha gelada, uma cachacinha especial e uma porção de mandioca com linguiça?
ô trem bão, sô!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

couve fininha e feijão na panela de barro

HUM, que delícia! Hoje fui pra cozinha, não costumo ter muito tempo pra cozinhar e daí que fico feliz quando posso. Sem pretensões gastronômicas, arrisco bem e costumo acertar, tive uma boa escola, quando menina observava vovó e mamãe na cozinha e na casa de minha avó em Viçosa nas férias. ô tempo bom!
Então, preparei um almocinho simples e muito gostoso. Arroz branco, salada de tomates e pepino japonês, bife acebolado, feijão em grãos feito na panela de barro e couve fininha. Não sou muito boa no corte fininho da couve. Tinha uma tia avó, tia Alda, que, segundo mamãe, cortava a couve muitíssimo fina.
Ah, descobri uma boa outro dia com um amigo que almoçou aqui em casa, ele conserva as folhas, tipo couve e alfaces dentro da água na geladeira. Gente, não sabia disso... adorei. Valeu a dica, Bernardo. Um beiju.

quinta-feira, 12 de março de 2009

sentidos

Ontem fui à uma palestra do estilista Ronaldo Fraga. Ele é de fato, muito bom! Falou tantas coisas boas e quase não falou de roupas... Porque a moda pra ele é narrativa. Adorei quando ele disse isso. Eu, que apesar de mineira, conheço pouco de Ronaldo Fraga, e não sou tão ligada em moda, vejo algumas coisas na internet ou na TV, percebi naquele discurso uma figura muitíssimo antenada com o mundo, com a cultura, com as pessoas. Moda pra ele é ouvir as histórias... Em seu último desfile, trabalhou com um casting diferente: Idosos. Pessoas com mais de 65 anos e crianças. As crianças gostam de ouvir histórias, os mais velhos gostam de contar histórias. E os de cabelos brancos desfilaram com extrema elegância e estilo na passarela. Lindos.

Ele citou Saramago e a nossa cegueira diária. Enxergando mal, sentimos menos também (não sei quanto à vocês, mas, eu quando tiro os óculos, escuto mal...rs,rs), ou não. Aguçamos os outros sentidos. Sensibilidade. Há que se explorar.

Michel Serres, filósofo dos corpos misturados, em seu livro: Os cinco sentidos, diz assim: Líamos em nossos manuais: não há nada no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos. Ouvimos em nossa língua: não há nada na sapiência que não tenha passado pela boca e pelo gosto, na sapidez. Há que se refletir.

Quer comentar? Acho esse assunto tão bom, dos sentidos; dos gostos, cheiros, ruídos, olhares e mãos... Comente...

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...