Mostrando postagens com marcador oficinas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador oficinas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de maio de 2012

CULINÁRIA DE AFETO


CULINÁRIA DE AFETO:

LITERATURA, COMIDA E MEMÓRIA
June Martino e Ceres Torres

A partir desse sábado, dia 26 de maio, começam os encontros da Oficina Culinária de Afeto, ministrada por June Martino e Ceres Torres no Museu de Artes e Ofício Zona Norte.
A oficina propõe resgatar a memória gustativa e afetiva dos participantes, os relatos das vivências no espaço culinário e as lembranças de afeto em torno da comida. Relacionando literatura,  memória  e  culinária, a partir de diversos textos literários e cadernos de receitas.
Durante os encontros iremos confeccionar um caderno tipo moleskine para nossas impressões literárias e culinárias, orientados por Ceres Torres.

Contatos e inscrições: MAPP: 3227-5914_ 9135-8518_ 8123-5778
e-mail: mapparte@gmail.com

Encontros: aos sábados das 14:00 as 17:00 - Dias 26 de maio, 02, 09  e 16 de junho de 2012.
Local:  MAPP- Artes e Ofício Zona Norte - Av. Fernando Osório, 20 - Centro

Vagas limitadas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA parte II


A oficina foi mesmo uma delícia! Textos, imagens, sons, cheiros, tatos, palavras, palavras, palavras...
Das leituras que fizemos compartilho hoje a receita saída da carta culinária do livro: Papel manteiga para embrulhar segredos, de Cristiane Lisboa. As receitas desse pequeno notável livro que me acompanha há cinco primaveras, são de Tatiana Damberg que escreve em um site lindinho chamado mixirica. O recheio especial do livro são as cartas culinárias de Antônia, que saiu fugida de casa para um lugar distante e vai aprender a cozinhar com uma chef, Senhorita Virgínia. De lá, ela escreve cartas salgadas e doces pra lá de delicadas e mágicas em papel manteiga a sua bisavó Ana.

FRANGO PIRATA (COM RUM E NOZES)

2 peitos de frango desossados
1/2 xícara de nozes picadas
1 colher de farinha de trigo bem cheia
meio copo de rum
um punhadinho de tomilho
1 colher de queijo ralado bem cheia
2 dentes de alho esmigalhados
raspas de limão
sal e pimenta

Corte o frango, misture o alho, o rum, o tomilho e as raspas de limão e coloque em um recipiente com tampa, ou em um saco plástico. Deixe marinar por duas horas. Em uma tigela, misture a farinha com as nozes e o queijo ralado. Passe o frango na mistura e asse em forno quente por 25 minutos, ou até ficar assado, porém macio. Dá tempo de colher flores no jardim para enfeitar a mesa.

Lembrança da Virgínia
Não esqueça de tomar um copo inteiro de rum enquanto cozinha. Pode dançar se quiser.

Então, aproveite a praticidade da receita, capriche na mesa e deixe o perfume e o sabor invadirem a casa! Vai bem acompanhando uma salada de folhas verdes e tomatinhos cereja. Bom apetite!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA

A programação de lançamento do primeiro Festival de Inverno de Pelotas, já está quase no final. São exposições, saraus, shows, apresentações teatrais e oficinas. Toda a programação com preços populares e em vários locais da cidade.
Então, a oficina que propus, de Criação Literária já está acontecendo e compartilho um pouquinho da literatura lida durante a tarde de hoje. Amanhã tem mais!
Do livro: Memórias Inventadas de Manoel de Barros, poeta que encanta.

IX - O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras fatigadas de informar.
Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão
Tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
E aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado pra gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática
Eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios



Oficina de Criação Literária – Escrever com prazer: estimulando nossos sentidos.
Dias 09 e 10 de agosto, de 14:00 as 17:00, no Instituto Leda Bacci – Felix da Cunha, 857 – Pelotas.
Mais informações no blog: festivaldeinvernodepelotas.blogspot.com

sábado, 21 de maio de 2011

Minha casa virou uma fábrica de bolinhos

Huum... Cheiros diversos invadiram a casa, mexerica, banana, laranja, broa de fubá assando. Então, esta semana estive a preparar bolinhos e broas. A minha oficina de Memória Culinária irá acontecer na próxima semana, consegui o espaço do Sest/Senat através de uma nova amiga que trabalha na empresa. _Obrigada, Fabi!!_ e como não consegui apoio financeiro para bancar a oficina _tentei poucos e não tive respostas_ estive a vender bolinhos pra arrecadar fundos e disponibilizar os materiais necessários em ingredientes das receitas e papéis diversos para nossos caderninhos de receitas artesanais. As broas e os bolinhos de mexerica ficaram deliciosos e fofinhos. Vendi a produção quase diária a conhecidos e colegas dos cursos que estou frequentando aqui em Pelotas. E aí, fui divulgando a oficina, entregando o panfleto, mostrando o livro, batendo um papinho com tem disponibilidade pra tal.
Tenho transitado na área da educação, com a disciplina pro mestrado, nas artes visuais com as aulas de cerâmica e as artes cênicas, com o grupo aberto de teatro universitário que o Dan coordena. Em casa me delicio com a culinária e ainda encontramos um tempinho pra um filme e uma boa música. Ontem fomos ao show do Leandro Maia no Teatro Guarany. Teve ótimo! Muito bons os sons e as letras das canções, Leandro é um poeta cantador. Dan operou a luz, todos os amigos estavam por lá. Hoje pela manhã, fui a um workshop, panela e voz com os músicos Marcelo Delacroix e Andrea Cavalheiro. Divertido tirar som de uma frigideira e uma colher de pau e criar uma orquestra de objetos diversos...

Ai, ai, as artes... As vezes fico pensando como tem gente nesse mundo que não se sensibiliza com quase nada, que não é tocado por quase nada ou que não tem acesso a quase nada disso. Mas isso é longa história que daria outra boa postagem.
Sinto-me feliz passeando por todas as artes, feliz com a nova empreitada, cavando espaço pra vida nova aqui nessa terra tão distante da minha. Não é tarefa fácil.

Contei tudo isso pra divulgar a oficina aqui no blog! Tudo por uma boa causa, uma causa em que acredito e algo a que desejo me dedicar nos próximos tempos, aulas que estimulem a sensibilidade em torno da cozinha e da literatura e aí entram as receitas culinárias, as cartas, poemas, canções, trechos de filmes, histórias de família, tradições, memórias afetivas de comida, receitas passadas de geração pra geração, orais ou escritas em antigos cadernos amarelados pelo tempo.
Tempo de memória, tempo outro de vivenciar, trocar, reviver, relembrar.

A oficina de Memória Culinária será nos dias 23, 25 e 27 de maio, de 14 as 18:00, no Sest/Senat, que fica no bairro Três Vendas, na Av. Idelfonso Simões Lopes, 1026. Telefone pra inscrições: 3284-1835. São apenas doze vagas. Valor da oficina: R$ 40,00 com todo material incluído. Para adultos que se interessam por culinária, literatura, artesanato e uma boa prosa!
Ah, este é o nosso cartaz de divulgação da oficina.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Porque bateu saudade...



Essa fotos são da Escola Professor Jayme de Souza Martins. Fica em Itabirito, quem a dirige há vinte e cinco anos é minha tia Rosa, filha mais velha do Professor Jayme, meu querido avô, com quem troquei algumas cartas durante a infância, filósofo e educador durante toda sua vida. Esta turminha aí era a da tarde, quinto ano. Trabalhar nessa escola foi uma satisfação e uma alegria enorme pra mim. Por resgatar uma convivência familiar com meus tios e primos e por estar em contato com uma diversidade de crianças! Gosto muito de crianças, elas me emocionam, me cativam.
As salas da escola são de poucos alunos e a relação do professor é mais próxima o que nos faz estabelecer uma relação de afeto com eles, sentimento que me move/motiva e me faz acreditar na educação como um processo transformador. Não acredito numa educação distante deste tipo de relação. Sempre busco por isso, pelo olhar atento, por cuidar, pela simplicidade, pelo afeto. Não que isso não possa ocorrer em outras escolas e com turmas maiores. Ou que não exista educação sem afeto. Há, mas, encanta, transforma?
Eu até poderia desenvolver esse assunto mas, hoje, trouxe essas fotos e essa receita pra matar a saudade...
Foi a aula de Guacamole. As crianças do quinto ano estavam estudando e se preparando para a apresentação dos trabalhos sobre o continente americano e eu resolvi preparar junto deles uma receita típica do México. Como uma boa parte dos alunos adora salgadinhos empacotados(essas porcarias feitas de gordura hidrogenada muito sódio e farinha), o Guacamole poderia agradar já que tradicionalmente, ele é servido em tortilhas, que lembram os doritos da elma chips. Nem tudo é perfeito! Rsrsrs... Pedi a alguns que trouxessem pra aula os abacates, ingrediente principal da receita e para outros pedi os pacotes de salgadinhos. Teve um aluno muito especial, que trouxe também um potinho de pimenta, lembrando que no México eles gostam de comida bem temperada e apimentada.
Anotamos a receita, observamos a estrutura do texto, comentamos os cadernos de receitas das mamães, alguns comentaram sobre as receitas na TV e uma aluna chegou a falar do caderno de receita de sua avó, que fazia um pavê que ela adorava...
Num primeiro momento eles torceram o nariz pra receita de Guacamole, abacate com tomate? E cebola? Argh... a maioria adora vitamina de abacate ou abacate amassado com bastante açúcar! Aí foi a hora do Huuumm... quase geral na sala!
Durante a preparação, os olhinhos já estavam brilhando e as bocas salivando pra provar aquela mistura esquisita. E ficou muito bom! Levamos o Guacamole em outra sala pra turma de lá conhecer e provar também. Eles explicaram pros colegas quais ingredientes tinham ali e teve aluno que não quis provar, outro adorou o guacamole com pimenta e ficou com o rosto vermelhinho, porque abusou na quantidade dela e saiu correndo pra beber água...
No final do semestre, na apresentação do trabalho interdisciplinar que ficou superbacana, envolvendo toda a escola, refiz a receita pros pais e visitantes. Imprimimos a receita num papel amarelo em formato triangular lembrando o doritos e distribuímos pra quem quisesse preparar a receita em casa. Alguém pode perguntar, mas, a Junelise dá aula de quê mesmo? Pois é, minhas aulas pra essa turma eram de Literatura e Produção de texto!
Ah, segue a receita:

GUACAMOLE

Polpa de dois abacates médios maduros
1 tomate médio bem picadinho
1 cebola pequena ralada
1 colher de chá de sal
caldo de um limão

Amasse a polpa do abacate com um garfo e misture todos os ingredientes restantes. Tempere com sal aos poucos até ficar a seu gosto.
Sirva acompanhado de salgadinhos tipo doritos, que é feito de farinha de milho.
A pimenta é a gosto também.

sábado, 25 de julho de 2009

memórias de uma oficina e boas lembranças - parte IV

Ainda não comentei da turma da oficina. Alunas muitos especiais: Alice Ivi, chef de cozinha de Cachoeira do Campo, Sulla Cipriano, futura chef de cozinha de Ouro Preto; Isabel Kaiser, nossa monitora, estudante de Letras em Mariana e Marisa Coppoli, mãe de Isadora, dona de boas risadas, olhos brilhantes e fazedora de pratos vegetarianos.



Quinta-feira, dia de céu azul! Ouro Preto fica ainda mais bonita. Da porta da sala de aula temos esta paisagem:



Manhã livre para decorar as capas e rechear o miolo com receitas trocadas de nossos cadernos e livros. Sulla trouxe fuxicos de casa, Marisa trouxe uma lata com retalhos já cortados em círculos para fazer fuxicos, Isabel e Alice aprenderam a fuxicar também... olhem só como nossos cadernos ficaram:


Nesta tarde, na cantina da cozinha, tivemos a visita da TV local e a nossa receita foi com um ingrediente muito mineiro, colhido do quintal da casa da Sulla: A COUVE.

QUICHE DE COUVE

Ingredientes
Para a massa:
2 xícaras e meia de farinha de trigo
2 colheres bem cheias de manteiga
1 ovo
1 gema
Ervas secas e sal a gosto
Para o recheio:
4 folhas grandes de couve rasgadas sem o talo
1/2 xícara de creme de leite
1/2 xícara de queijo parmesão ralado
cebolinha fresca picada
1 cebola média picada
2 dentes de alho
3 ovos
sal a gosto

Modo de fazer
Prepare a massa: Misture os ingredientes em um recipiente usando as mãos até formar uma massa lisa e uniforme. Faça uma bola, embale em plástico filme e coloque na geladeira enquanto prepara o recheio: Em uma panela, refogue a cebola, o alho com um fio de azeite, acrescente a couve aos poucos e a cebolinha fresca picada. Deixe esfriar um pouco. Bata os ovos, misture o queijo parmesão e o creme de leite. Vá colocando esta mistura aos poucos.
Pegue a massa na geladeira, abra com as mãos em uma vasilha tipo marinex para tortas.
Coloque o recheio e salpique queijo parmesão por cima para gratinar. Leve ao forno médio por trinta minutos.

Esta receita foi inspirada no livro: Papel manteiga para embrulhar segredos, de Cristiane Lisboa e sofreu algumas alterações. Tiramos um ovo do recheio, acrescentamos a clara que sobrou da massa, não colocamos alecrim e sim um pouco de orégano desidratado e a cebolinha fresca.

Enquanto o quiche de couve assava, assistimos uma parte do filme O tempero da vida. Trinta minutinhos depois, nossa receita saiu assim:

memórias de uma oficina e boas lembranças - parte III

Na manhã de quarta-feira, tivemos a surpresa de uma nova aluna de riso solto e alegria contagiante. Seguimos com as leituras e práticas de escrita em torno de nossas memórias: petiscos, saladas, prato principal e sobremesas.
Na parte da tarde fomos direto pra cozinha. Nossa receita desse dia foi:

MOUSSE DE FRANGO

Ingredientes:

1 quilo de coxas de frango temperadas, cozidas e desfiadas
1 lata de extrato de tomate
1 lata de molho de tomate
1 pimentão inteiro picado
2 cebolas médias picadas
1 dente de alho
suco de um limão
2 colheres de maionese
1 pacote de gelatina incolor hidratada
Cheiro verde e sal a gosto

Modo de fazer:

Bata todos os ingredientes no liquidificador,
deixando a gelatina para colocar por último.
Unte com azeite uma forma com furo no meio e
coloque para gelar por cinco, seis horas.
quando tirar da geladeira, decore com ramos de
salsinha e sirva acompanhando torradas.

P.S: Como nosso tempo era curto, colocamos no freezer por uma hora e deu certo!
Olhem só que gostosura:


Para acompanhar, fizemos torradas e chá de hortelã. Esta receita aprendi com minha tia Leíta, que mora em Divinópolis e está no livro: Memória Culinária: Coisa de Vó.

memórias de uma oficina e boas lembranças - primeira parte

Na semana que passou, como já estava previsto, fui para o Festival de Inverno de Ouro Preto ministrar a minha oficina de literatura e culinária. Foi muito bom! A turma era pequena mas o trabalho foi lindo. Começamos com a feitura artesanal dos cadernos que iriam abrigar nossos textos. Os textos que lemos, os que escrevemos e as receitas que trocamos; nossas experiências literárias e culinárias. Usamos cores coloridas e vibrantes. O corte preciso dos papéis, a costura simples e delicada. Os pequenos detalhes nas laterais deram vida aos nossos objetos. Ouvimos atentos a todas as leituras, partilhamos histórias, memórias de infância, segredos, desejos, ansiedades e buscas. Foram quatro dias em torno do fogão e dos livros.
A Escola Dom Velloso nos recebeu carinhosamente no nome de Aparecida, uma senhora atenciosa que esteve conosco em todos os momentos na cozinha da cantina. Era a Cida quem acendia o forno e o fogão, quem nos ajudou com a limpeza, quem abria as salas e fechava ao final do dia. Cuida da escola há mais de vinte anos!

terça-feira, 14 de julho de 2009

MINHA OFICINA EM OURO PRETO

Dias 21 a 24 de julho estarei no Festival de Inverno de Ouro Preto para ministrar a oficina: Literatura com sabor: experiências literárias através da arte culinária. A proposta é ler, escrever, rememorar encontros em torno da comida e da cozinha, receitas de família, de amigos. Vamos fazer um caderno de receitas artesanal para abrigar nossos textos e iremos cozinhar também, estou levando receitas ótimas e práticas com ingredientes bem mineiros. Quer saber mais? Entre no site do festival: www.festivaldeinverno.ufop.br

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...