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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Receita de Bem Viver - BOM DIA!

Hoje a receita que levei ao ar na ondas da RádioCom é uma receita poética, de bem viver e bem sentir. Na minha casa, ela fica pendurada na cozinha e é uma receitinha importante pra vida da gente ser diariamente mais saborosa. Diz assim:


RECEITA DE BEM VIVER


Ingredientes:

1 quilo de amor
1 dúzia de felicidade
3 xícaras de afeto
500 gramas de tolerância
200 gramas de compaixão
100 ml de carinho
1 pitada de sensibilidade

Misture tudo, deixe dobrar de tamanho e reserve.

Recheio:

1 xícara de alegria
200 ml de humor
1 colher bem cheia de ternura
100 gramas de delicadeza

Misture bem devagar e reserve.

Cobertura:

1 dúzia de sorrisos
1 pitada de luz

Coloque em fôrma untada com sonhos, recheie e ponha a cobertura. Asse no forno da vida a 380 graus por uma eternidade, de preferência, e pronto. Saboreie bem devagar e viva gostosamente Feliz.

Bom dia!

P.S.: este texto é da Aurora Boreal, de Belo Horizonte, Minas Gerais

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como água para chocolate



Já escrevi sobre este livro/filme aqui. Escrevo novamente para divulgar uma proposta interessante de Cineclube aqui em Pelotas que estou participando com o Coisdivó - Artes e Afetos. Nome do ateliê em Minas que estou trazendo pro sul com as novas produções em torno da memória, da culinária e da literatura.

O Cineclube1968 é um grupo de coletivos de Pelotas que tem se reunido periodicamente para dar força ao movimento cineclubista na cidade, possuindo curadorias de diferentes atuações e espaços alternativos de exibições. Denominado “Cineclube 1968”, referindo-se a um ano marcante e revolucionário, o cineclube teve duas primeiras exibições em agosto e segue com a terceira exibição, no próximo dia 10 de setembro exibindo:

“Como água para chocolate”. A expressão quer dizer: água a pique de ferver ou alguém a pique de explodir. Este livro, dividido em doze capítulos, tem um subtítulo original que adoro: Romance em fascículos mensais com receitas, amores e remédios caseiros. A narradora nos conta uma trágica história de amor através da cozinha. Vai descrevendo o modo de preparo dos pratos e contando as histórias, envolvendo as personagens. É como um conto de fadas, cheio de tramas impossíveis e românticas, girando em torno da comida, seus cheiros e sabores.

A autora é Laura Esquivel, a obra virou best seller e o filme mexicano de mesmo nome foi sucesso nas telonas, sendo premiado no festival de Gramado em 1993. Este filme será o primeiro da Curadoria do Coisdivó no Cineclube1968. O Coisdivó irá propor dentro do Cineclube1968, a temática em torno da literatura e da gastronomia e a escolha desse filme não poderia ser mais apropriada, um filme baseado em um livro que traz receitas de cozinha.

Foi a partir do encontro com esse livro e dos capítulos iniciados por receitas tradicionais de família que preparei a minha edição do Memória Culinária; Coisa de Vó. Por isso, foi com muito carinho que escolhi e farei a exibição desse filme e logo após a exibição poderemos conversar degustando um gostoso chocolate quente.
Sintam-se convidados a comparecer neste sábado as 17:00 no Sindicato dos bancários que fica na Tiradentes 3087 entre Santa Tecla e Deodoro. A sessão do Cineclube1968 é gratuita. Garanta seu lugar chegando um pouquinho antes. O espaço comporta apenas trinta lugares. A exibição se dará as 17:00.




Segue uma citação que gosto muito e está no Memória Culinária: Coisa de Vó junto da receita de torta de cebola que minha mãe preparava na minha infância, uma homenagem à ela e à Tita, protagonista da obra, que chorava tanto ao cortar cebolas que as lágrimas viravam sal e temperava as comidas.

Gertrudis cerraba los ojos cada vez que daba um sorbo a la taza de chocolate que tenía frente a ella. La vida sería mucho más agradable si uno pudiera llevarse a donde quiera que fuera los sabores y los olores de la casa materna.

domingo, 14 de novembro de 2010

nosso trabalho no recanto coisdivó


Estamos a pouco tempo do natal e nosso artesanato está cada vez mais lindinho! Nesta época, a produção aumenta bastante pra gente dar conta de atender as lojas e as feiras. Estas caixinhas ficaram prontas nesta semana e queria muito mostrar pra quem ainda não conhece nossa pintura. Estamos nos despedindo deste trabalho com as caixas de flores e joanas. A mudança pro sul do Brasil, vai deixá-las hibernando um tempo. Mamãe dará sequência aqui em Minas com os fecha-treco e ímãs feitos de prendedores de roupas, atendendo lojistas e encomendas.Quem se interessar em adquirir nossas peças aqui em Beagá, estamos aos sábados na feira da avenida silva lobo, barraca número 130, de 09:00 as 16:00, no bairro alto barroca. Ou me passe e-mail e a gente combina.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

El secreto de sus ojos

Ontem fui ao cinema com meu amor e assistimos o vencedor do Oscar deste ano de melhor filme estrangeiro O segredo dos seus olhos. A produção é argentina, do diretor Juan José Campanella. Quem ainda não viu, vale a pena ver. É muito bonito e bem feito. E os olhos dos atores são mesmo maravilhosos, além do belíssimo trabalho de interpretação de todos eles. Pra quem é de Beagá, está em cartaz no Belas Artes.
Já de volta, em casa, tomamos um cappuccino com pão de queijo, hum... com esse tempinho frio, tudo di bom!
Busquei no youtube uma cena pra dar água na boca ou deixar um gostinho de quero mais.

terça-feira, 16 de março de 2010

um desejo de bom dia!!

OLHA QUE LINDO GATINHO! Presentinho de uma amiga enviado por e-mail.



COM ESSE OLHAR DOCE E MEIGO COMO NÃO SORRIR PRA VIDA E AGRADECER CADA MINUTO DE EXISTÊNCIA?

BOM DIA VIDA, BOM DIA CÉU, BOM DIA SOL, NUVENS, FLORES, PÁSSAROS.

QUE TODOS TENHAMOS UM LINDO DIA!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

costurando mini livros

Pois é, na semana passada eu fazia meus filhotes primogênitos, agora estou na produção de pequenas receitas em mini livros. Estão ficando uma graça! E alguns vem acompanhados dos prendedores. Tem receitinhas enroladas, receitinhas em caixinha, com ímãs pra geladeira, Um charminho! Tem também um mini herbário em livretos. São dez ervas com diversas informações sobre elas em livrinhos de papel artesanal com folhas de alecrim feito por um colega do curso; Magno Santos. Os dez livrinhos vem em um caixotinho de madeira.
Preparei um pequeno estoque para o lançamento na 20a. Feira Nacional de Artesanato que acontecerá no Expominas nesta semana, de 24 a 29 de novembro.
Estaremos no stand 88 do sebrae minas, na rua D. É a nossa primeira mostra dos produtos que criamos no curso de capacitação do sebrae. Estamos ansiosos e felizes com a empreitada. Sucesso pra todos nós! Quem gosta de muita arte e artesanato não pode perder esta feira. É linda! Uma tentação para todos os tipos de bolsos e gostos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Os prendedores


Com os prendedores selecionados um a um, mamãe _olha ela aí, esta foto não é recente mas o sorriso continua o mesmo!_ pinta os fechatreco, os dipindurá e os portarecadim, que tem um ímã para colocar na geladeira ou em painéis de fotos. O fechatreco sugerimos utilizar na cozinha para fechar pacotes de biscoitos, açúcar, macarrão, etc. Os dipindurá são decoradinhos para as roupas no varal ou em cabides para aquelas peças que teimam em cair.
Com os prendedores que ficam fora da pintura, os descartados, que vem de fábrica com algum defeito(e são muitos, cerca de 15% da caixa fechada),tenho feito coisas, estou tentando criar outras peças com os resíduos de mdf e dos prendedores. Os exercícios iniciais ficaram muito bacanas. Dá só uma olhada nessas composições:


Estou adorando tudo isso! e depois mostro mais. Bjus

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

COISDIVÓ

Olá! Ando com saudade mas o tempo tá curto pra escrever. Tenho feito tanta coisa que não dou conta. Esses dias participei de um evento voltado para lojistas: O Salão do Artesanato na Serraria Souza Pinto aqui em Beagá. Lá lançamos a linha nova do ateliê: Coisdivó. Nossos prendedores de roupa decorados e cabidinhos delicados para organizar bijuterias.
A decisão de participar foi tão de supetão que não deu tempo nem de divulgar. E foi um fiasco. Fiquei bem chateada com tanto trabalho corrido e quase nada em resultados. Poucos lojistas visitanto, nada de pedidos, vendas pequenas. Dividi o stand com um amigo, Ernesto _ o da torta de couve-flor_ poeta que faz mandalas em cerâmica. Nosso stand ficou gracioso (apesar daquela malha verde em volta...)e em harmonia com as cores dos prendedores e a terracota da cerâmica. Olha ele aí:


Dos poucos, havia lojistas locais, nacionais e internacionais que questionavam o preço dos produtos, e, euzinha, nunca exportei. Já tive compradores diretos, que levaram peças nossas pra Holanda e para a Espanha e só. O perfil que eles(falo desses compradores que vieram) buscam de artesanato está um pouco distante do trabalho atual que fazemos no ateliê. Preferem peças com design diferenciado, que utilizam recursos naturais; fibras, madeiras, materiais reciclados e de preferência que sejam produzidos por associações envolvendo um trabalho social, que geram melhorias de vida pra alguma comunidade, algo assim; Economicamente viável, ecologicamente correto e (deu um branco da palavra...)...sustentável. Ainda chego lá...:)
Pra quem faz esse tipo de trabalho, a feira foi um pouco melhor, mas num geral, não foi boa não. Uma pena, porque estava muito bonita, com boas opções de compra para lojistas de todos os gostos e bolsos.
Bem, não dá pra acertar sempre, né mesm? Feira é isso, um risco que temos que correr e tem mais: a gente aprende muito, com os vizinhos de stand, conhecendo outros trabalhos, negociando novos parceiros, estando atentos às falas dos visitantes, enfim, na verdade é esse o lucro, o de experenciar.
Uma coisa deu pra perceber, o nome Coisdivó agradou bastante. As pessoas que passavam, liam e reliam e falavam em voz alta: COISDIVÓ. Adorei! Se não vendi o que pretendia, ao menos acertei no nome da marca!
E três vivas pra dar sorte: VIVA, VIVA, VIVA!!!

domingo, 26 de julho de 2009

O CALDO DE ABÓBORA

Esta receita aprendi com minha amiga Patrícia, que morava em Betim e depois se mudou pra Beagá. Enfim, a receita do caldo de abóbora, a mesma que fiz no último dia de oficina em Ouro Preto.

Ingredientes

Uma moranga tipo japonesa(aquela de casca verde e dura)
1 cebola picadinha
4 dentes de alho amassados
1 colher de tempero mineiro*
1 lata de creme de leite
Ramos de salsinha
Ramos de cebolinha
Sal, pimenta e noz moscada a gosto

Modo de fazer

Lave a casca da moranga, corte-a ao meio, tire as sementes
e coloque em uma panela grande com água e sal para cozinhar.
Enquanto isto, numa panela grande, refogue a cebola e o
alho em um pouco de óleo. Acrescente o tempero mineiro e reserve.
Depois de cozida a abóbora, retire da água, espere esfriar e
com uma colher, vá tirando a polpa e colocando em uma travessa.
Retirada toda a polpa, bata no liquidificador com um pouco de água.
Na panela com os temperos refogados, vá colocando a polpa da
moranga batida, mexendo sempre. Acrescente um pouco de água morna,
coloque a tampa da panela deixando-a meio aberta e abaixe o fogo.
Vezenquando,misture com uma colher para não agarrar no fundo.
Quando o perfume começar a exalar da panela, é hora de desligar o
fogo e acrescentar o creme de leite. _Patrícia diz que para saber quando
um caldo está no ponto, tem que desaparecer a espuminha dos cantos da
panela. Aprendeu com sua avó_. Misture bem, salpique a cebolinha
e a salsinha fresca e está pronto para servir.

Dica: Você pode colocar peito de frango desfiado ou linguiça de porco
em pedaços pequenos. Ralar um pedaço de gengibre também dá um toque especial!

* Tempero mineiro:

200 gramas de alho
1/2 quilo de cebolas
1 molho de cebolinha
1 molho de salsinha
2 pimentões verdes
2 quilos de sal
Picar a cebola, o alho, os pimentões, a cebolinha, a salsinha.
Bater no liquidificador, engrossar com o sal. Guardar em vidros para uso diário.

Receita extraída do livro: Fogão de Lenha, de Maria Stella Libânio Christo

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A vida é uma festa!

Muito, muito bom meu final de semana de aniversariante, sim porque aniversário que cai na sexta-feira, a gente pode começar na sexta e terminar no domingo! Olha só que maravilha! Pois foi o que fiz, fizemos. Na sexta, ganhei abraços pela manhã, à tarde, no curso do sebrae, a noite, vinhozinho e caldo de abóbora com o namorido(a escrita não está errada, é mistura de namorado com marido), no sábado a noite, depois de uma passada rápida por uma festa junina, fomos ao Palácio das Artes ver o espetáculo Balada para un Loco. Lindo, emocionante, muito, muito bom! Canções de Rufo Herrera, Villa-Lobos e Astor Piazzola, junto a lírica voz de Sylvia Klein. Afinadíssima. Poderosa, forte. A-DO-REI.


Domingão, o dia da festa! Fomos ao Cartola Bar, pra dançar samba e ouvir boa música. Warley Henrique, jovem e premiado músico que toca cavaquinho muitíssimo bem convida Pedro Morais.

E com eles a banda da casa, que, agora, esqueci o nome...lembro do nome dos músicos, Daniel no violão de 7 cordas, Zazá no pandeiro e o rapazinho que lembra a cassia eller na percussão. Foi ótimo! Dancei, da hora que cheguei às oito da noite até à uma da manhã! Minha mãe, dançarina há mais de vinte anos de dança de salão foi a estrela da noite. Amigos queridos vieram e rolou até bolo de aniversário surpresa! A vida é mesmo uma festa! Viva!

Hoje, tudo segue seu ritmo acelerado normal. Trabalho, contatos, pinturas, uma rápida caminhada e escrever por aqui.
Queria passar a receita de caldo de abóbora mas a cama está a me convidar.
Bjus a todos!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

dia de apagar as velinhas

Amanhã, dia dez de julho comemoro mais um ano de vida. Já vivi tantas coisas, hoje mesmo, quando fui ao supermercado muito rapidamente bem na hora do almoço porque havia me esquecido de um produto(e acabei comprando outros: precisava de óleo de girassol, daí vi uma promoção de linguiça de boa marca, peguei meio quilo. Como ia refogar o feijão, pensei que podia ter uns pedacinhos de bacon, coloquei no carrinho, lembrei da couve que já estava picada e de molho, decidi fazer também um angu pra acompanhar o menu e busquei na prateleira o fubá, enfim, saí de lá com mais peso na sacola que o esperado. No caixa, conversando com a funcionária, ela me disse que destesta comer feijoada com pedaços de pé e orelha de porco. Concordei na hora com ela. E quando a gente ainda encontra uns pelinhos? Argh, que horror!) que parêntesis longo, meu deus!
Disse tudo isso pra falar que encontrei uma velha conhecida - não, ela não é velha - nos conhecemos na época em que eu fazia pesquisas de mercado, antes de ser promotora de vendas da parmalat(ou foi depois?) A memória as vezes me prega algumas...
Mas, a Fátima estava no mesmo caixa que eu e quando a vi, nem titubiei: Fátima? Junelise!!! Nos demos um longo e carinhoso abraço! Que bom! E que bom recordar um pouco desse período da vida, dos ikebanas feitos no escritório(nossa chefe era da igreja messiânica), dos inúmeros telefonemas, das pesquisas de automóveis, produtos de limpeza, farmacêuticos, pesquisas de opinião, enfim, já fiz um bocadinho de coisas, já plantei árvore, que segue crescendo em meu jardim, já tenho um filho lindo(lindo mesmo!)e já escrevi livro, que talvez não seja o único, nem o filho, nem a árvore. Quero continuar plantando sementinhas por esse mundo. Sementes de amor, de amizade, de tolerância, de compreensão, de delicadeza. E mais que isso, quero aprender a cultivá-las. O parabéns é pra mim amanhã e desde já quero partilhar com todos a felicidade de estar aqui, de estar viva! Amo todos vocês; mãe, tios, filho, marido, amigos, os colegas dos diversos trabalhos onde estou envolvida, minhas plantinhas e pinturas, o céu, a lua, as estrelas, o sol, amo a vida!!!! E sigo feliz! Que deus me abençõe e que eu siga plantando e colhendo bons frutos desse amor!

Deixo esta maravilha de presente pra nós:

POÉTICA

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste, a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço.
- Meu tempo é quando.

Vinícius de Moraes

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sobre artesanatos...





Gente, ando meio sumida por causa do trabalho com o artesanato. Nem tanto tenho pintado mas estou fazendo novos contatos com lojas, participando de um curso de capacitação, esta semana participamos novamente da feira no campus da UFMG, enfim, estou tentando me profissionalizar ainda mais. Sendo assim, hoje o que desejo compartilhar são as nossas pinturinhas, sempre feitas com carinho e capricho nos detalhes. Bjus a todos.

domingo, 10 de maio de 2009

Casa e comida mineira

Em Minas há costumes caseiros que trazem o gosto das broas de pretas velhas. Um é o das mães passarem às filhas as receitas de família, carinhosamente guardadas em grossos cadernos que se perdem, não raro, na gordura do uso e na lida do tempo...
Comida mineira é a alma de nosso agasalho. É o elo da família em torno da mesa. É saudade e descontraimento, é lembrança da infância. Esperança. Eterna esperança. Humilde e sagrada páscoa das grandes esperanças.
Quintal de folhas no chão e frutas nas árvores, cacarejo de galinhas ciscando. Repiques de sino convidando para as festas de padroeira, apito de trem cortando a cidade. Roupa limpa das missas de domingo; namoro em banco de praça; tricô da vovó em cadeira de balanço.
Roda dos velhos no café da esquina. Chá de ervas na cura das doenças. Enfim, o desfiar das casos compridos na boca da noite. Na cidade ou no campo, em Minas, há sempre um aviso não escrito: cheguem-se, a casa é sua!
Uai! Desculpem alguma coisa...


Este texto extraído do livro Fogão de Lenha - quitandas e quitutes de Minas Gerais de Maria Stella Libânio Christo foi escrito em 1976, possui mais de dez edições sendo um marco da literatura culinária mineira.
Tenho o gostinho doce de uma dedicatória em um exemplar que me foi presenteado pela autora numa tarde de outono, dia de Santa Rita, 22 de maio de 2007.

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...