domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ando cozinhando muito...

Ontem fiz pães. E ficaram bons, nossa...nem eu acreditei na fofura e textura que eles ficaram. É que fiz a tarde e deixei os pães descansando até as nove da noite e, puxa, me deu um trabalhão depois. As massas cresceram muuiito! Um deles, o salgado, que leva parmesão já estava numa forma dessas, tipo marinex redonda e cresceu bem, mas, tinha espaço. O outro, com recheio cremoso de goiabada, ah, esse se espalhou pelo forno todo! Eu já os tinha deixado no forno pra crescer, fácil, depois é só acender o fogo...daí que tive que recolher toda a massa que estava caída na tampa que, ainda bem, tava limpinha;) e pude fazer um pãozinho redondinho com ela;) Sem desperdícios!! E desparafusei a tampa, recolhi o que estava no fundo e essa outra massa, claro, foi pro lixo, limpei e lavei o que era necessário pra, enfim, poder acender o fogo, ufa...Mas valeu dimais...adoro pães e o perfume que exalam em casa.... Pena que minha câmera não é lá uma canon pra tirar fotos boas de pertim, daí, fica o post sem imagem mesmo, mas, tem a receita! Hoje segue só uma e a outra vem noutro dia junto com meu passeio pela feira de produtores daqui... a saudade de todos os amigos e meus amores em Beagá tá grande e hoje vou dedicar esta postagem a uma amiga que sempre me inspirou a preparar pães e misturar ervas na cozinha e hoje além de outras funções é uma banqueteira das boas: Patrícia Brito.

Pão salgado com parmesão e orégano

1 copo de 200ml de água
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de queijo parmesão ralado grosso
1 colher de sopa de orégano
1 colher e meia (chá) de sal
1 colher (chá) de alho em flocos
3 copos de farinha de trigo especial
2 colheres (chá) de fermento biológico seco instantâneo

Misture todos esses ingredientes em uma vasilha grande e misture bem com as mãos. Com todo carinho que uma massa dessas merece...depois de homogênea, bata um pouquinho, que pão também gosta de uns tapinhas pra crescer. Melhor do que dizer sovar. Eu acho...Rsrsrs...
Bom, depois, coloque em uma assadeira enfarinhada. Não precisa untar. Deixe crescer, se possível, mínimo de duas horas, e asse em forno quente por vinte minutos.
Delicie-se com o aroma e depois, separe um bom vinho tinto e sirva acompanhado de queijos e azeite.
Buon Apetit!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

BOLO DE CHOCOLATE COM SUCO DE MARACUJA

Tenho aproveitado muito o tempo que ainda está livre me deleitando na cozinha(as férias aqui vão até o final de fevereiro). Dia desses atrás fiz um bolinho, tinha os ingredientes todos mas, faltava o leite, daí, usei os maracujás que estavam na fruteira e que tinham sido colhidos em Garopaba, Santa Catarina. Ficou um sabor diferente, Dani ficou sem saber se tinha gosto de banana... um casal de amigos a quem ofertei um minibolinho achou que tinha goiabada...rsrs. De qualquer maneira, todos gostamos muito! Segue a receita:

BOLO DE CHOCOLATE COM SUCO DE MARACUJÁ

Ingredientes:

1 xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de farinha de trigo branca
1 xicara de achocolatado em pó
1/2 xícara de açúcar cristal
2 ovos
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa rasa de fermento em pó
Suco de dois maracujás sem as sementes

Modo de preparo:

Bater bem os ovos, depois juntar a manteiga e o açucar
e bater mais um pouco até ficar bem amarelinho. Depois,
coloque o achocolatado, as farinhas, o suco e o fermento.
Misture bem. Aqueça o forno, coloque em forma média untada
e asse por mais ou menos 30 minutos em fogo médio.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

RECEITA DE BEM VIVER

Cá estamos instalados na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. É aqui que eu e Dani vamos nos fixar por um tempo. Há oito anos juntos, ainda não tínhamos vivido de fato juntos sob o mesmo teto. Nova vida, novas perspectivas, um novo que soa estranho as vezes, partilhar de coisas e espaços. Tirando das caixas objetos e roupas, encontrei um pequeno banner que vai ficar num lugarzinho na cozinha, com uma receitinha importante pra vida da gente e diz assim:


RECEITA DE BEM VIVER


Ingredientes:

1 quilo de amor
1 dúzia de felicidade
3 xícaras de afeto
500 gramas de tolerância
200 gramas de compaixão
100 ml de carinho
1 pitada de sensibilidade

Misture tudo, deixe dobrar de tamanho e reserve.

Recheio:

1 xícara de alegria
200 ml de humor
1 colher bem cheia de ternura
100 gramas de delicadeza

Misture bem devagar e reserve.

Cobertura:

1 dúzia de sorrisos
1 pitada de luz

Coloque em fôrma untada com sonhos, recheie e ponha a cobertura. Asse no forno da vida a 380 graus por uma eternidade, de preferência, e pronto. Saboreie bem devagar e viva gostosamente Feliz.

Então, tentemos!!

O texto é de propriedade da Aurora Boreal, de Belo Horizonte, que fabrica banners e ímantados artesanais com textos graciosos e delicados como esse, infelizmente, não sei o nome do autor.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A caminho do Sul

Já estamos descendo de mudança pro Rio Grande do Sul. Nosso Uninho está carregado com tanta coisa, roupas, objetos, eletrodomésticos, algumas louças, até um espelho antigo tá indo, tem tênis enfiado debaixo do banco, livros e vasilhas. Nossa primeira parada na estrada foi em um lugarzinho muito charmoso e gostoso chamado Grão da Terra ainda em Minas, na altura de Três Corações. Um café de bule cheiroso e encorpado acompanhou bem a broa de fubá – daquelas molhadinhas, com pedaço de queijo – e o pão de queijo também muuito bom! O espaço foi inaugurado há sessenta dias e Marlise, a proprietária é muito simpática no atendimento além de produzir boa parte das quitandas ofertadas; tem doce de abóbora com coco, doce de leite feito pela irmã, doce de figo, goiabadas de todos os tipos e o que me chamou atenção foi a carne de lata, daquelas que vovó tinha sempre em casa, guardada e conservada na gordura, só que lá no Grão da Terra, essa carne é vendida em potes de vidro. Adorei parar ali. Valeu, Marlise, obrigado pelas gostosuras das tradições mineiras. Sucesso pro seu empreendimento! Ah, tirei essa foto pra dar mais água no boca!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011




O nome da senhora salva pelos vizinhos em São José do Rio Preto, é Ilair, que perdeu sua casa e seu cão pretinho levado pela enxurrada.
Vi estas imagens no yahoo notícias e quis deixar mais este registro.
Daqui, ficamos a pedir alento e amparo a estas famílias que perderam quase tudo. E muita força e união para a reconstrução dessas vidas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A força das águas

Arrumando as coisas e terminando umas encomendas agora a pouco no ateliê, assistia/ouvia Amor em quatro atos, programa da rede globo inspirado nas canções de Chico Buarque. A canção de hoje é aquela assim: te perdoo por me amares demais... por morreres de rir...te perdoo por me trair... Linda como quase todas as canções do Chico. Bom texto, mas, não prestei atenção de quem é a dramaturgia, enfim, gostei do que vi/ouvi. Mas o que me levou a escrever neste instante, já quase uma e meia da madrugada, foi sobre o que vi depois, no jornal da globo; as catástrofes na região serrana do Rio de Janeiro. Fiquei assustada, a sensação que me vem é de medo e também de desânimo; por causa da impotência, nada se pode fazer, eu cá na minha casa, com um certo conforto, segura, perto de mim está minha família e é tão triste, tão duro pra essas pessoas que perdem suas casas, parentes, amores, suas crianças. É desolador. A repórter diz o que muitas pessoas dizem também (minha mãe tinha falado o mesmo uns minutos antes): todo ano é a mesma coisa! Não, parece que está ficando pior. A força e o volume das águas está muito maior. A cena que vem logo após as explicações geológicas para o que está acontecendo com Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo (já andei de teleférico naquele morro que desabou) é do resgate de uma jovem senhora agarrada a um cachorro pretinho numa parte em tijolos do que parecia ser uma casa bem no meio da correnteza forte e imensa do rio santo antônio; ela segura firme o cão e os vizinhos da casa em frente na parte mais alta jogam pra ela uma corda e gritam, gritam pra ela se segurar na corda, meu deus...que desespero dá de ver essa cena; ela se agarra na corda e cai na água junto do cão, mas, ele é levado pela correnteza, ela fica firme na corda, se mantém lá e eles vão puxando, gritando o nome dela, ou apelido, não guardei qual é, até o alto da casa, salva. Paro pra pensar, pra chorar, pra pedir proteção, pra agradecer, pra questionar e escrever... pra seguir pensando juntos; será que a força das águas está mesmo maior? Por que? Como prevenir? O que fazem para orientar pessoas num estado de calamidade como esse? Posso ajudar em alguma coisa? Como? Estou em Minas... O que fica? Como ficam essas pessoas? Desespero, no desamparo.
Rememoro a cena final do programa com a canção do Chico; o marido traído busca a aliança que sua mulher deixou pra trás com o eventual amante, a cena fecha na mão agarrando a aliança e ele desce pro carro onde ela o espera, coloca a aliança novamente no dedo dela e eles se beijam deliciosamente.
E acabo ficando nesse lugar, do deleite, impotente, escapando da realidade.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!!


Que Deus abençoe a todos com uma ceia de natal em comunhão com a família e amigos em um clima de harmonia, alegria e paz. Um brinde a todos e à vida! SAÚDE!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

o movimento slow

Assisti a uns dias atrás o programa da tv globo, Globo Repórter com Ilze Scamparini na Itália. Fiquei encantada com a região onde ela estava e me lembrei que é de lá mesmo, a Ligúria, o famoso molho pesto que já rendeu uma postagem aqui no blog. Durante o programa antigas receitas foram passadas; o Pão de Matera, feito com cinco tipos de grãos e cortado com as mãos apoiado debaixo do braço, a salada de pão com mussarela de bufala feita a luz da noite, o pesto feito em uma vasilha de mármore branco. A população está voltando a viver em casas sem janelas, a andar de bicicleta, a comprar alimentos direto dos produtores ou num mercado que só comercializa alimentos de pequenos produtores num raio de 15 quilômetros. Há uma outra cidadela, não guardei o nome, acho que cinco terras,que cuida dos seus velhos, com assitência oferecida pelo governo, pessoas pagas para cuidar e atender os idosos levando água, leite, pães, verduras e frutas. E esse profissional também faz massagens, para aliviar as dores, toma um café, bate um papinho com o idoso. A repórter entrevistou o prefeito de Levanto(ele vai pro serviço de bicicleta) e na sua fala, comentou que há trinta anos foi dado início a esse trabalho de retomar velhos hábitos e de reduzir a velocidade das coisas, começando pela sensibilização das pessoas e pela mobilização em torno de algumas ações e cuidados. Segundo ele, os tempos atuais são um momento propício para voltar aos costumes e tradições. Viver slow é também viver juntos e viver bem. E há muita gente já pensando assim. Que bom! Eu também! Difícil, mas não impossível.

Há tempos já venho repensando antigos valores e crenças e sentindo necessidade de retomar alguns hábitos. Já não corro tanto como corria e acho que a gente tá acelerado demais, demais...não sei pra que tanto. Não ando vendo muito sentido em correr pra ganhar dinheiro. Dinheiro não é tudo. Prazer é mais, felicidade é mais e sinto falta da intensidade das coisas, acho que tá tudo muito superficial com tanta pressa de se fazer, ter e ter que ter. Pra quê?
Também no programa, teve o depoimento do sociólogo Domenico de Masi e ele disse assim: precisamos voltar, retomar hábitos culturais de antes da era industrial... O futuro pode ser bem melhor se o passado não for esquecido. Cheguei a arrepiar com a fala dele!
Bom, daí decidi repetir a postagem de 2009 do molho pesto que é delicioso e pode ser saboreado com boas companhias e lentamente. Segue a memória e a receita:


A minha primeira e bem sucedida tentativa de preparar o molho pesto teve duas inspirações poéticas: um pequeno livro e pés de manjericão.
Estava eu em Ouro Branco, no festival de inverno, ministrando a oficina de memória culinária. Foram cinco dias de muitas receitas e literaturas. A turma foi pequena mas extremamente envolvida na elaboração de gostosuras poéticas e gastronômicas.
O local de nossos encontros ficava numa praça de eventos da cidade. E a maravilha maior: toda a praça era rodeada por pés de manjericão e ventava bastante, daí que os ventos cheiravam a manjericão, pode coisa mais gostosa? O pequeno livro é: Cartas culinárias - papel manteiga para embrulhar segredos, de Cristiane Lisboa. Um pequeno notável que a gente lê(devora) rapidamente não fosse a vontade que dá em ir pra cozinha e preparar as cartas/receitas culinárias.



Na chamada Riviera dei Fiori, no noroeste da Itália, são cultivadas várias espécies de flores e ervas aromáticas, é dessas encostas pedregosas da Ligúria, a tradicional receita de Pesto, o molho pesto genovês. Preparada com Il basilico genovese, o manjericão, a grande erva do rei. Ei-la:

Pesto Alla Genovese

Ingredientes:

500 gramas de massa - 4 xícaras de folha de manjericão fresco - 1 xícara de queijo Pecorino ralado - ½ xícara de Pinoli (pinhões italianos), pode ser também com nozes - 2 batatas cortadas em cubos - 4 dentes de alho - 2 xícaras de azeite extra-virgem - sal grosso a gosto - 500 gramas de vagem fresca cortada em pedaços de cerca de 2 cm - pimenta do reino a gosto.

Modo de Preparo:

Na Ligúria, a preparação do molho Pesto, embora aparentemente simples, é considerada um ritual. É necessário um morteiro de mármore, de nome mortaio e um socador de madeira. Colocam-se as folhas com o sal, para manter sua coloração verde e vai-se socando, adicionando os pinhões e uma parte do queijo, juntamente com o azeite, gradativamente até tornar-se um molho verde-escuro, denso e perfumado. Faltando estes utensílios, e por falta de tempo, poderá ser feito no liquidificador, o que prejudica levemente o sabor.
Cozinhar a massa al dente junto com as batatas e a vagem. Escorrer, deixando um pouco de água do cozimento. Juntar com o molho, condimentar com o restante do queijo Pecorino e temperar com pimenta do reino a gosto.

domingo, 14 de novembro de 2010

nosso trabalho no recanto coisdivó


Estamos a pouco tempo do natal e nosso artesanato está cada vez mais lindinho! Nesta época, a produção aumenta bastante pra gente dar conta de atender as lojas e as feiras. Estas caixinhas ficaram prontas nesta semana e queria muito mostrar pra quem ainda não conhece nossa pintura. Estamos nos despedindo deste trabalho com as caixas de flores e joanas. A mudança pro sul do Brasil, vai deixá-las hibernando um tempo. Mamãe dará sequência aqui em Minas com os fecha-treco e ímãs feitos de prendedores de roupas, atendendo lojistas e encomendas.Quem se interessar em adquirir nossas peças aqui em Beagá, estamos aos sábados na feira da avenida silva lobo, barraca número 130, de 09:00 as 16:00, no bairro alto barroca. Ou me passe e-mail e a gente combina.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Uma deliciosa salada

Então, com a imagem da Mayumi, personagem do livro de Lacerda preparando uma salada, lembrei da que fiz no almoço de aniversário de minha mãe este ano. Uma saladinha pra acompanhar é sempre bem vinda. O prato principal foi um penne regado a molho branco e peito de frango. Gosto desta combinação prática e saudável: massa e salada. A receitinha:

alface roxa
alface crespa
alface americana - aquela delícia crocante e fresquinha!
tomates cereja cortados ao meio - duas bandejas
pimentão amarelo em tiras finas
azeitonas verdes e pretas


Depois de deixar de molho com um pouco de água sanitária, lavar bem em água corrente as folhas de alface os tomates e o pimentão.
Pegue uma travessa funda e vá compondo a salada. Rasgue as folhas e coloque no fundo da travessa. Pique os pequenos tomates ao meio e o pimentão em tiras finas.
Prepare um molho, simples e especialmente saboroso(receita de um amigo dada pelo telefone):
molho de mostarda amarela
vinagre, azeite e sal. um toque de açúcar é bem vindo também.
Tempere a sua medida. Prepare uma boa quantidade para temperar a salada e sobrar para quem quiser mais do molho.

Voltemos a montagem:

folhas verdes e roxas, salpicadas de tomates, azeitonas e tiras de pimentão amarelo. Generosamente, vá colocando o molho. Repita as camadas até completar a travessa que foi escolhida por você.
Humm...deu água na boca, não? Olha ela aí:

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...