Acabo de chegar em casa após uma palestra. No recinto lotado com pessoas em pé, pelos corredores, gente no segundo piso só a ouvir pelas caixas de som, sem ver o palestrante. Mais ou menos 180 pessoas. Atentei pra uma coisa, oitenta por cento, mulheres. Pensei: é interessante observar isso, nós estamos tão ávidas, tão atentas assim por uma palestra, uma audição? Não, não pensei tudo isso, isso digo aqui, quero dizer, escrevo agora, o que disse foi: Nós, mulheres, estamos tão mais presentes e atentas, não é? Muito burburinho, muita conversa, até que a presidente da mesa pediu que fôssemos nos aquietando para darem início a palestra. Vagarosamente o silêncio aconteceu. Ele começou agradecendo a presença de todos e foi tirando de sua boca uma poesia linda, linda:
Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.
Mário Quintana, poeta das terras de cá. Os olhos já me enchiam de lágrimas...
E palestrou, palestrou...conflitos e desafios da modernidade, sim, estamos acelerados, sim, compramos mais do que necessitamos, sim, temos mais do que precisamos, fazemos cinco coisas ao mesmo tempo e ao final do dia, alguma coisa ainda ficou pra amanhã, sim, temos muito pra ser felizes e não somos. Pensei: desculpe-me, mas, eu sou feliz e agradeci por ser e estar ali ouvindo aquela palestra. Ouvir.
É necessário estar atento para mudar, é necessário caminhar junto com o tempo, com o nosso tempo, aquele em que se está inteiro, uma coisa de cada vez, e não nessa superficialidade e fugacidade. Precisamos de mais silêncio, estamos num mundo cheio de barulhos, ruídos. Que ironia, no mundo moderno, tão avançado, temos tecnologia pra nos facilitar a vida e ganharmos mais tempo, mas, não temos tempo...não dá tempo, estamos sempre atrasados... Ele palestrou, palestrou, fez citações diversas: onde desenvolve-se o amor não há medo... Olhai os lírios do campo...
Falou também dos excessos de alimentação, da necessidade biológica de prestarmos atenção aos sinais que o nosso corpo nos dá, de digestão e indigestão, de digerir também os pensamentos, dar tempo a eles, falou da necessidade de mudar certos hábitos que não nos fazem bem e insistimos muitas vezes em mantê-los e nos entupimos em remédios, enquanto, se mudássemos os maus hábitos, que nós sabemos quais são, o remédio talvez não fosse necessário. Consciência de cada um.
Uma consciência livre, contou uma história antiga de um rei arrogante e de um sábio bondoso que podia prever o futuro, da maldade humana, dos desenganos, das companhias ruins que estão em uma sintonia diferente da nossa e a gente permanece ao lado e perto delas, daqueles momentos que é necessário estar só consigo mesmo, só pra refletir um pouco, sem nada a fazer, nada mesmo, nada de tv, livro, celular, computador, nada, silêncio e você, um pouco todo dia. Porque não? Você pode.
Porque culpar-se? Porque temer? Nada vem para ti ao acaso. Nada. Tudo tem o seu tempo a sua hora. Aquieta-se. E terminou a palestra soltando de sua boca com firmeza leve palavras de Madre Tereza de Calcutá:
As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as mesmo assim.
Se você tem sucesso em suas realizações,
ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha sucesso mesmo assim.
O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o bem mesmo assim.
A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja honesto mesmo assim.
Aquilo que você levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Construa mesmo assim.
Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os mesmo assim.
Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor mesmo assim.
Bom, depois de escrever tudo isso, preciso dizer algo mais?
Ah, sim, esta palestra nos foi ofertada numa Casa espírita, uma casa fraterna, onde se pretende que as pessoas encontrem acolhimento, amor e um pouquinho de paz.
Este blog surgiu do desejo de partilhar memórias em torno da culinária, temperadas com literatura e outras artes. Inspirado na feitura do livro artesanal: Memória Culinária: Coisa de Vó, escrito e editado por Junelise Pequeno Martino, essa que vos escreve agora. E, se tiveres gana de me escrever: memoriaculinaria@gmail.com
sexta-feira, 29 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Encantamento num domingo de chuva
Neste domingão com uma chuva que parece não querer parar, segue uma boa literatura pra aquecer e encantar...
"Em tardes de domingo, sempre muito longas e vestidas de sossego, a mãe se fazia crianças para os filhos.
Ao pé da escada, junto da porta da cozinha, estava o tanque. De cimento cinza, ele guardava a água fria que despencava do morro, escorregando dentro de bambus _ veias cristalinas. A umidade favorecia viver e crescer ali, musgos verdes, tapetes por onde pequenas formigas passavam, arrastando montes de folhas. Mesmo o olhar se sentia acariciado por veludo assim tão fino.
Com anilinas para doces a mãe coloria as águas do tanque, uma cor de cada vez, e mergulhava as alvas galinhas legornes em banho colorido: azul, verde, amarelo, vermelho, roxo. Em pouco tempo o quintal, como que por milagre, era pátio de castelo, povoado de aves _ legornes agora raras_ desenhadas em livro de fadas. Ficava tudo encantamento. Não havia livro, mesmo aqueles vindos de muito longe, com história mais bonita do que as que a mãe sabia fazer. Não era difícil para Antônio imaginar-se príncipe e filho de mágicos.
Quando o dia ameaçava esconder o sol, entre seios e montanhas, aquele inofensivo bando, filho do arco-íris que morava na cabeça da mãe, se empoleirava nos galhos das árvores, bailarinas em carnaval. Antônio olhava os galhos até não poder mais..."
Este pequeno trecho extraí de um livro apaixonante que sempre me vejo as voltas com ele: INDEZ, de Bartolomeu Campos Queirós.
"Em tardes de domingo, sempre muito longas e vestidas de sossego, a mãe se fazia crianças para os filhos.
Ao pé da escada, junto da porta da cozinha, estava o tanque. De cimento cinza, ele guardava a água fria que despencava do morro, escorregando dentro de bambus _ veias cristalinas. A umidade favorecia viver e crescer ali, musgos verdes, tapetes por onde pequenas formigas passavam, arrastando montes de folhas. Mesmo o olhar se sentia acariciado por veludo assim tão fino.
Com anilinas para doces a mãe coloria as águas do tanque, uma cor de cada vez, e mergulhava as alvas galinhas legornes em banho colorido: azul, verde, amarelo, vermelho, roxo. Em pouco tempo o quintal, como que por milagre, era pátio de castelo, povoado de aves _ legornes agora raras_ desenhadas em livro de fadas. Ficava tudo encantamento. Não havia livro, mesmo aqueles vindos de muito longe, com história mais bonita do que as que a mãe sabia fazer. Não era difícil para Antônio imaginar-se príncipe e filho de mágicos.
Quando o dia ameaçava esconder o sol, entre seios e montanhas, aquele inofensivo bando, filho do arco-íris que morava na cabeça da mãe, se empoleirava nos galhos das árvores, bailarinas em carnaval. Antônio olhava os galhos até não poder mais..."
Este pequeno trecho extraí de um livro apaixonante que sempre me vejo as voltas com ele: INDEZ, de Bartolomeu Campos Queirós.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Porque bateu saudade...
Essa fotos são da Escola Professor Jayme de Souza Martins. Fica em Itabirito, quem a dirige há vinte e cinco anos é minha tia Rosa, filha mais velha do Professor Jayme, meu querido avô, com quem troquei algumas cartas durante a infância, filósofo e educador durante toda sua vida. Esta turminha aí era a da tarde, quinto ano. Trabalhar nessa escola foi uma satisfação e uma alegria enorme pra mim. Por resgatar uma convivência familiar com meus tios e primos e por estar em contato com uma diversidade de crianças! Gosto muito de crianças, elas me emocionam, me cativam.
As salas da escola são de poucos alunos e a relação do professor é mais próxima o que nos faz estabelecer uma relação de afeto com eles, sentimento que me move/motiva e me faz acreditar na educação como um processo transformador. Não acredito numa educação distante deste tipo de relação. Sempre busco por isso, pelo olhar atento, por cuidar, pela simplicidade, pelo afeto. Não que isso não possa ocorrer em outras escolas e com turmas maiores. Ou que não exista educação sem afeto. Há, mas, encanta, transforma?
Eu até poderia desenvolver esse assunto mas, hoje, trouxe essas fotos e essa receita pra matar a saudade...
Foi a aula de Guacamole. As crianças do quinto ano estavam estudando e se preparando para a apresentação dos trabalhos sobre o continente americano e eu resolvi preparar junto deles uma receita típica do México. Como uma boa parte dos alunos adora salgadinhos empacotados(essas porcarias feitas de gordura hidrogenada muito sódio e farinha), o Guacamole poderia agradar já que tradicionalmente, ele é servido em tortilhas, que lembram os doritos da elma chips. Nem tudo é perfeito! Rsrsrs... Pedi a alguns que trouxessem pra aula os abacates, ingrediente principal da receita e para outros pedi os pacotes de salgadinhos. Teve um aluno muito especial, que trouxe também um potinho de pimenta, lembrando que no México eles gostam de comida bem temperada e apimentada.
Anotamos a receita, observamos a estrutura do texto, comentamos os cadernos de receitas das mamães, alguns comentaram sobre as receitas na TV e uma aluna chegou a falar do caderno de receita de sua avó, que fazia um pavê que ela adorava...
Num primeiro momento eles torceram o nariz pra receita de Guacamole, abacate com tomate? E cebola? Argh... a maioria adora vitamina de abacate ou abacate amassado com bastante açúcar! Aí foi a hora do Huuumm... quase geral na sala!
Durante a preparação, os olhinhos já estavam brilhando e as bocas salivando pra provar aquela mistura esquisita. E ficou muito bom! Levamos o Guacamole em outra sala pra turma de lá conhecer e provar também. Eles explicaram pros colegas quais ingredientes tinham ali e teve aluno que não quis provar, outro adorou o guacamole com pimenta e ficou com o rosto vermelhinho, porque abusou na quantidade dela e saiu correndo pra beber água...
No final do semestre, na apresentação do trabalho interdisciplinar que ficou superbacana, envolvendo toda a escola, refiz a receita pros pais e visitantes. Imprimimos a receita num papel amarelo em formato triangular lembrando o doritos e distribuímos pra quem quisesse preparar a receita em casa. Alguém pode perguntar, mas, a Junelise dá aula de quê mesmo? Pois é, minhas aulas pra essa turma eram de Literatura e Produção de texto!
Ah, segue a receita:
GUACAMOLE
Polpa de dois abacates médios maduros
1 tomate médio bem picadinho
1 cebola pequena ralada
1 colher de chá de sal
caldo de um limão
Amasse a polpa do abacate com um garfo e misture todos os ingredientes restantes. Tempere com sal aos poucos até ficar a seu gosto.
Sirva acompanhado de salgadinhos tipo doritos, que é feito de farinha de milho.
A pimenta é a gosto também.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Doce de goiaba pastoso
Aqui pelas bandas do sul, as águas de março fecharam o verão com um bocado de estragos em diversas cidades, infelizmente, e o friozinho já começa a aparecer ao cair da tarde. Estamos em época de goiabas! Onde moro tem um pomar superbem cuidado com certa variedade de frutas - abro um parêntesis: moro em um condominio que possui treze prédios! Pois é, e posso pegar as frutas quando estão maduras, poucas pessoas o fazem, estão tão ocupadas em trabalhar e ver televisão ou ficar na frente do pc (como eu agora)que não vejo gente catando frutas, com exceção dos funcionários, ( será que os moradores têm vergonha de pegar frutas no pé?)
Vejo uma das frutíferas pela minha janela, é uma goiabeira. Esta não nasce aqui, nasce no terreno da casa ao lado mas como ela é grande, cresce toda pro lado de cá também e no chão todo dia tem goiabas maduras. No sábado que passou, eu e Dani fomos pegar goiabas. Foi engraçada a cena: Eu, no último degrau da escada segurando com uma mão uma parte do guarda-sol, a que parece um cabo de vassoura e a outra tentava pegar os galhos e baixá-los e Dani com o guarda-sol amarelo aberto de boca pra cima para pegar as goiabas que eu ia derrubando com muito cuidado. Quer dizer, nem sempre... uma eu acertei o nariz do Daniel, outra a cabeça, outras tantas ele conseguiu recolher, outras despencavam no chão de tão maduras, enfim...rimos um bocado e voltamos pra casa com o guarda-sol amarelo cheinho de goiabas! Um vizinho que tirava o carro da garagem nos lembrou do pé de caqui que também está repleto de frutas maduras e grandes! Mas, deixamos os caquis pra outro momento. Ah, tirei fotos desta vez! Devo confessar que ficaram razoáveis...

Bom, depois de lavarmos as frutas e o guarda-sol, começei a selecionar e tirar aquelas cascas meio esquisitas, cascorentas que as goiabas comuns, naturais, digo, sem agrotóxico têm. Essas têm sabor! E pensei de encontrar bichinhos também, mas, pasmem, nenhum bicho de goiaba pra contar história(só eu mesma pra contar). Os tamanhos variavam bastante e a textura também, fui limpando, cortando e comendo! Ficaram assim, já prontinhas pra qualquer receita:
Separei um pouco pra fazer sucos e congelei. Com o restante já tinha decidido que ia virar doce, daí precisei triturar com um mixer e coar a polpa com uma peneira. Olha só como é bonita a cor, gozado, que eu estava com um vestidinho cor de goiaba. Rsrs...:) Só botei reparo nisso quando começamos a tirar as fotos. Bom, após todo o trabalho de coar, misturei duas xícaras de açúcar cristal, tinha um litro e meio de polpa já coada. Depois, foi passar tudo pra panela - ai,ai, cadê meu tacho de cobre? - e levar ao fogo baixo mexendo sempre, isto durou uns trinta minutos ou mais, até o fundo da panela começar a aparecer e o doce ficar bom pra comer de colher, do jeitinho que nós gostamos!

Pena que foto não tem cheiro (ainda) porque neste momento, a cozinha estava perfumada...
Uma delícia pra passar numa torradinha, pra rechear um pão, pra comer com aquela fatia especial de queijo mineiro. Hum...bom dimais da conta sô!
Ah, a foto do doce pronto não ficou boa...rsrsrs...Bjus
Ah, querem saber mais sobre goiabas? No blog da minha querida amiga Rosaly, tem outras receitas e dicas nutritivas sobre a fruta, anote aí: quitandasdeminas.blogspot.com
Vejo uma das frutíferas pela minha janela, é uma goiabeira. Esta não nasce aqui, nasce no terreno da casa ao lado mas como ela é grande, cresce toda pro lado de cá também e no chão todo dia tem goiabas maduras. No sábado que passou, eu e Dani fomos pegar goiabas. Foi engraçada a cena: Eu, no último degrau da escada segurando com uma mão uma parte do guarda-sol, a que parece um cabo de vassoura e a outra tentava pegar os galhos e baixá-los e Dani com o guarda-sol amarelo aberto de boca pra cima para pegar as goiabas que eu ia derrubando com muito cuidado. Quer dizer, nem sempre... uma eu acertei o nariz do Daniel, outra a cabeça, outras tantas ele conseguiu recolher, outras despencavam no chão de tão maduras, enfim...rimos um bocado e voltamos pra casa com o guarda-sol amarelo cheinho de goiabas! Um vizinho que tirava o carro da garagem nos lembrou do pé de caqui que também está repleto de frutas maduras e grandes! Mas, deixamos os caquis pra outro momento. Ah, tirei fotos desta vez! Devo confessar que ficaram razoáveis...
Bom, depois de lavarmos as frutas e o guarda-sol, começei a selecionar e tirar aquelas cascas meio esquisitas, cascorentas que as goiabas comuns, naturais, digo, sem agrotóxico têm. Essas têm sabor! E pensei de encontrar bichinhos também, mas, pasmem, nenhum bicho de goiaba pra contar história(só eu mesma pra contar). Os tamanhos variavam bastante e a textura também, fui limpando, cortando e comendo! Ficaram assim, já prontinhas pra qualquer receita:
Separei um pouco pra fazer sucos e congelei. Com o restante já tinha decidido que ia virar doce, daí precisei triturar com um mixer e coar a polpa com uma peneira. Olha só como é bonita a cor, gozado, que eu estava com um vestidinho cor de goiaba. Rsrs...:) Só botei reparo nisso quando começamos a tirar as fotos. Bom, após todo o trabalho de coar, misturei duas xícaras de açúcar cristal, tinha um litro e meio de polpa já coada. Depois, foi passar tudo pra panela - ai,ai, cadê meu tacho de cobre? - e levar ao fogo baixo mexendo sempre, isto durou uns trinta minutos ou mais, até o fundo da panela começar a aparecer e o doce ficar bom pra comer de colher, do jeitinho que nós gostamos!
Uma delícia pra passar numa torradinha, pra rechear um pão, pra comer com aquela fatia especial de queijo mineiro. Hum...bom dimais da conta sô!
Ah, querem saber mais sobre goiabas? No blog da minha querida amiga Rosaly, tem outras receitas e dicas nutritivas sobre a fruta, anote aí: quitandasdeminas.blogspot.com
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Ando cozinhando muito...
Ontem fiz pães. E ficaram bons, nossa...nem eu acreditei na fofura e textura que eles ficaram. É que fiz a tarde e deixei os pães descansando até as nove da noite e, puxa, me deu um trabalhão depois. As massas cresceram muuiito! Um deles, o salgado, que leva parmesão já estava numa forma dessas, tipo marinex redonda e cresceu bem, mas, tinha espaço. O outro, com recheio cremoso de goiabada, ah, esse se espalhou pelo forno todo! Eu já os tinha deixado no forno pra crescer, fácil, depois é só acender o fogo...daí que tive que recolher toda a massa que estava caída na tampa que, ainda bem, tava limpinha;) e pude fazer um pãozinho redondinho com ela;) Sem desperdícios!! E desparafusei a tampa, recolhi o que estava no fundo e essa outra massa, claro, foi pro lixo, limpei e lavei o que era necessário pra, enfim, poder acender o fogo, ufa...Mas valeu dimais...adoro pães e o perfume que exalam em casa.... Pena que minha câmera não é lá uma canon pra tirar fotos boas de pertim, daí, fica o post sem imagem mesmo, mas, tem a receita! Hoje segue só uma e a outra vem noutro dia junto com meu passeio pela feira de produtores daqui... a saudade de todos os amigos e meus amores em Beagá tá grande e hoje vou dedicar esta postagem a uma amiga que sempre me inspirou a preparar pães e misturar ervas na cozinha e hoje além de outras funções é uma banqueteira das boas: Patrícia Brito.
Pão salgado com parmesão e orégano
1 copo de 200ml de água
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de queijo parmesão ralado grosso
1 colher de sopa de orégano
1 colher e meia (chá) de sal
1 colher (chá) de alho em flocos
3 copos de farinha de trigo especial
2 colheres (chá) de fermento biológico seco instantâneo
Misture todos esses ingredientes em uma vasilha grande e misture bem com as mãos. Com todo carinho que uma massa dessas merece...depois de homogênea, bata um pouquinho, que pão também gosta de uns tapinhas pra crescer. Melhor do que dizer sovar. Eu acho...Rsrsrs...
Bom, depois, coloque em uma assadeira enfarinhada. Não precisa untar. Deixe crescer, se possível, mínimo de duas horas, e asse em forno quente por vinte minutos.
Delicie-se com o aroma e depois, separe um bom vinho tinto e sirva acompanhado de queijos e azeite.
Buon Apetit!
Pão salgado com parmesão e orégano
1 copo de 200ml de água
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de queijo parmesão ralado grosso
1 colher de sopa de orégano
1 colher e meia (chá) de sal
1 colher (chá) de alho em flocos
3 copos de farinha de trigo especial
2 colheres (chá) de fermento biológico seco instantâneo
Misture todos esses ingredientes em uma vasilha grande e misture bem com as mãos. Com todo carinho que uma massa dessas merece...depois de homogênea, bata um pouquinho, que pão também gosta de uns tapinhas pra crescer. Melhor do que dizer sovar. Eu acho...Rsrsrs...
Bom, depois, coloque em uma assadeira enfarinhada. Não precisa untar. Deixe crescer, se possível, mínimo de duas horas, e asse em forno quente por vinte minutos.
Delicie-se com o aroma e depois, separe um bom vinho tinto e sirva acompanhado de queijos e azeite.
Buon Apetit!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
BOLO DE CHOCOLATE COM SUCO DE MARACUJA
Tenho aproveitado muito o tempo que ainda está livre me deleitando na cozinha(as férias aqui vão até o final de fevereiro). Dia desses atrás fiz um bolinho, tinha os ingredientes todos mas, faltava o leite, daí, usei os maracujás que estavam na fruteira e que tinham sido colhidos em Garopaba, Santa Catarina. Ficou um sabor diferente, Dani ficou sem saber se tinha gosto de banana... um casal de amigos a quem ofertei um minibolinho achou que tinha goiabada...rsrs. De qualquer maneira, todos gostamos muito! Segue a receita:
BOLO DE CHOCOLATE COM SUCO DE MARACUJÁ
Ingredientes:
1 xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de farinha de trigo branca
1 xicara de achocolatado em pó
1/2 xícara de açúcar cristal
2 ovos
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa rasa de fermento em pó
Suco de dois maracujás sem as sementes
Modo de preparo:
Bater bem os ovos, depois juntar a manteiga e o açucar
e bater mais um pouco até ficar bem amarelinho. Depois,
coloque o achocolatado, as farinhas, o suco e o fermento.
Misture bem. Aqueça o forno, coloque em forma média untada
e asse por mais ou menos 30 minutos em fogo médio.
BOLO DE CHOCOLATE COM SUCO DE MARACUJÁ
Ingredientes:
1 xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de farinha de trigo branca
1 xicara de achocolatado em pó
1/2 xícara de açúcar cristal
2 ovos
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa rasa de fermento em pó
Suco de dois maracujás sem as sementes
Modo de preparo:
Bater bem os ovos, depois juntar a manteiga e o açucar
e bater mais um pouco até ficar bem amarelinho. Depois,
coloque o achocolatado, as farinhas, o suco e o fermento.
Misture bem. Aqueça o forno, coloque em forma média untada
e asse por mais ou menos 30 minutos em fogo médio.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
RECEITA DE BEM VIVER
Cá estamos instalados na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. É aqui que eu e Dani vamos nos fixar por um tempo. Há oito anos juntos, ainda não tínhamos vivido de fato juntos sob o mesmo teto. Nova vida, novas perspectivas, um novo que soa estranho as vezes, partilhar de coisas e espaços. Tirando das caixas objetos e roupas, encontrei um pequeno banner que vai ficar num lugarzinho na cozinha, com uma receitinha importante pra vida da gente e diz assim:
RECEITA DE BEM VIVER
Ingredientes:
1 quilo de amor
1 dúzia de felicidade
3 xícaras de afeto
500 gramas de tolerância
200 gramas de compaixão
100 ml de carinho
1 pitada de sensibilidade
Misture tudo, deixe dobrar de tamanho e reserve.
Recheio:
1 xícara de alegria
200 ml de humor
1 colher bem cheia de ternura
100 gramas de delicadeza
Misture bem devagar e reserve.
Cobertura:
1 dúzia de sorrisos
1 pitada de luz
Coloque em fôrma untada com sonhos, recheie e ponha a cobertura. Asse no forno da vida a 380 graus por uma eternidade, de preferência, e pronto. Saboreie bem devagar e viva gostosamente Feliz.
Então, tentemos!!
O texto é de propriedade da Aurora Boreal, de Belo Horizonte, que fabrica banners e ímantados artesanais com textos graciosos e delicados como esse, infelizmente, não sei o nome do autor.
RECEITA DE BEM VIVER
Ingredientes:
1 quilo de amor
1 dúzia de felicidade
3 xícaras de afeto
500 gramas de tolerância
200 gramas de compaixão
100 ml de carinho
1 pitada de sensibilidade
Misture tudo, deixe dobrar de tamanho e reserve.
Recheio:
1 xícara de alegria
200 ml de humor
1 colher bem cheia de ternura
100 gramas de delicadeza
Misture bem devagar e reserve.
Cobertura:
1 dúzia de sorrisos
1 pitada de luz
Coloque em fôrma untada com sonhos, recheie e ponha a cobertura. Asse no forno da vida a 380 graus por uma eternidade, de preferência, e pronto. Saboreie bem devagar e viva gostosamente Feliz.
Então, tentemos!!
O texto é de propriedade da Aurora Boreal, de Belo Horizonte, que fabrica banners e ímantados artesanais com textos graciosos e delicados como esse, infelizmente, não sei o nome do autor.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A caminho do Sul
Já estamos descendo de mudança pro Rio Grande do Sul. Nosso Uninho está carregado com tanta coisa, roupas, objetos, eletrodomésticos, algumas louças, até um espelho antigo tá indo, tem tênis enfiado debaixo do banco, livros e vasilhas. Nossa primeira parada na estrada foi em um lugarzinho muito charmoso e gostoso chamado Grão da Terra ainda em Minas, na altura de Três Corações. Um café de bule cheiroso e encorpado acompanhou bem a broa de fubá – daquelas molhadinhas, com pedaço de queijo – e o pão de queijo também muuito bom! O espaço foi inaugurado há sessenta dias e Marlise, a proprietária é muito simpática no atendimento além de produzir boa parte das quitandas ofertadas; tem doce de abóbora com coco, doce de leite feito pela irmã, doce de figo, goiabadas de todos os tipos e o que me chamou atenção foi a carne de lata, daquelas que vovó tinha sempre em casa, guardada e conservada na gordura, só que lá no Grão da Terra, essa carne é vendida em potes de vidro. Adorei parar ali. Valeu, Marlise, obrigado pelas gostosuras das tradições mineiras. Sucesso pro seu empreendimento! Ah, tirei essa foto pra dar mais água no boca!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


O nome da senhora salva pelos vizinhos em São José do Rio Preto, é Ilair, que perdeu sua casa e seu cão pretinho levado pela enxurrada.
Vi estas imagens no yahoo notícias e quis deixar mais este registro.
Daqui, ficamos a pedir alento e amparo a estas famílias que perderam quase tudo. E muita força e união para a reconstrução dessas vidas.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
A força das águas
Arrumando as coisas e terminando umas encomendas agora a pouco no ateliê, assistia/ouvia Amor em quatro atos, programa da rede globo inspirado nas canções de Chico Buarque. A canção de hoje é aquela assim: te perdoo por me amares demais... por morreres de rir...te perdoo por me trair... Linda como quase todas as canções do Chico. Bom texto, mas, não prestei atenção de quem é a dramaturgia, enfim, gostei do que vi/ouvi. Mas o que me levou a escrever neste instante, já quase uma e meia da madrugada, foi sobre o que vi depois, no jornal da globo; as catástrofes na região serrana do Rio de Janeiro. Fiquei assustada, a sensação que me vem é de medo e também de desânimo; por causa da impotência, nada se pode fazer, eu cá na minha casa, com um certo conforto, segura, perto de mim está minha família e é tão triste, tão duro pra essas pessoas que perdem suas casas, parentes, amores, suas crianças. É desolador. A repórter diz o que muitas pessoas dizem também (minha mãe tinha falado o mesmo uns minutos antes): todo ano é a mesma coisa! Não, parece que está ficando pior. A força e o volume das águas está muito maior. A cena que vem logo após as explicações geológicas para o que está acontecendo com Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo (já andei de teleférico naquele morro que desabou) é do resgate de uma jovem senhora agarrada a um cachorro pretinho numa parte em tijolos do que parecia ser uma casa bem no meio da correnteza forte e imensa do rio santo antônio; ela segura firme o cão e os vizinhos da casa em frente na parte mais alta jogam pra ela uma corda e gritam, gritam pra ela se segurar na corda, meu deus...que desespero dá de ver essa cena; ela se agarra na corda e cai na água junto do cão, mas, ele é levado pela correnteza, ela fica firme na corda, se mantém lá e eles vão puxando, gritando o nome dela, ou apelido, não guardei qual é, até o alto da casa, salva. Paro pra pensar, pra chorar, pra pedir proteção, pra agradecer, pra questionar e escrever... pra seguir pensando juntos; será que a força das águas está mesmo maior? Por que? Como prevenir? O que fazem para orientar pessoas num estado de calamidade como esse? Posso ajudar em alguma coisa? Como? Estou em Minas... O que fica? Como ficam essas pessoas? Desespero, no desamparo.
Rememoro a cena final do programa com a canção do Chico; o marido traído busca a aliança que sua mulher deixou pra trás com o eventual amante, a cena fecha na mão agarrando a aliança e ele desce pro carro onde ela o espera, coloca a aliança novamente no dedo dela e eles se beijam deliciosamente.
E acabo ficando nesse lugar, do deleite, impotente, escapando da realidade.
Rememoro a cena final do programa com a canção do Chico; o marido traído busca a aliança que sua mulher deixou pra trás com o eventual amante, a cena fecha na mão agarrando a aliança e ele desce pro carro onde ela o espera, coloca a aliança novamente no dedo dela e eles se beijam deliciosamente.
E acabo ficando nesse lugar, do deleite, impotente, escapando da realidade.
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