quinta-feira, 26 de maio de 2011

e a fabriqueta de bolinhos continua... no PIQUENIQUE CULTURAL



Neste fim de semana vou participar do Piquenique Cultural, um evento itinerante realizado nas praças de Pelotas com diversas atrações culturais; música, literatura, moda, teatro, artesanato, culinária, exibição de curta metragem, trocas, mapa astral, enfim, diversão e arte para qualquer parte...

Com isso e com o sucesso e apreciação dos colegas com os bolinhos e broas mineiras de fubá, lá estarei, mostrando um pouco mais das minhas artes culinárias y otras cositas mas!

Dia 29 de maio, a partir das 10:00 até as 18:00, na Praça da Alfândega no Porto, aqui em Pelotas!

Quem mora por aqui, vai ser um dia lindo, cheio de alegria e diversão e mais: é gratuito!!

sábado, 21 de maio de 2011

Minha casa virou uma fábrica de bolinhos

Huum... Cheiros diversos invadiram a casa, mexerica, banana, laranja, broa de fubá assando. Então, esta semana estive a preparar bolinhos e broas. A minha oficina de Memória Culinária irá acontecer na próxima semana, consegui o espaço do Sest/Senat através de uma nova amiga que trabalha na empresa. _Obrigada, Fabi!!_ e como não consegui apoio financeiro para bancar a oficina _tentei poucos e não tive respostas_ estive a vender bolinhos pra arrecadar fundos e disponibilizar os materiais necessários em ingredientes das receitas e papéis diversos para nossos caderninhos de receitas artesanais. As broas e os bolinhos de mexerica ficaram deliciosos e fofinhos. Vendi a produção quase diária a conhecidos e colegas dos cursos que estou frequentando aqui em Pelotas. E aí, fui divulgando a oficina, entregando o panfleto, mostrando o livro, batendo um papinho com tem disponibilidade pra tal.
Tenho transitado na área da educação, com a disciplina pro mestrado, nas artes visuais com as aulas de cerâmica e as artes cênicas, com o grupo aberto de teatro universitário que o Dan coordena. Em casa me delicio com a culinária e ainda encontramos um tempinho pra um filme e uma boa música. Ontem fomos ao show do Leandro Maia no Teatro Guarany. Teve ótimo! Muito bons os sons e as letras das canções, Leandro é um poeta cantador. Dan operou a luz, todos os amigos estavam por lá. Hoje pela manhã, fui a um workshop, panela e voz com os músicos Marcelo Delacroix e Andrea Cavalheiro. Divertido tirar som de uma frigideira e uma colher de pau e criar uma orquestra de objetos diversos...

Ai, ai, as artes... As vezes fico pensando como tem gente nesse mundo que não se sensibiliza com quase nada, que não é tocado por quase nada ou que não tem acesso a quase nada disso. Mas isso é longa história que daria outra boa postagem.
Sinto-me feliz passeando por todas as artes, feliz com a nova empreitada, cavando espaço pra vida nova aqui nessa terra tão distante da minha. Não é tarefa fácil.

Contei tudo isso pra divulgar a oficina aqui no blog! Tudo por uma boa causa, uma causa em que acredito e algo a que desejo me dedicar nos próximos tempos, aulas que estimulem a sensibilidade em torno da cozinha e da literatura e aí entram as receitas culinárias, as cartas, poemas, canções, trechos de filmes, histórias de família, tradições, memórias afetivas de comida, receitas passadas de geração pra geração, orais ou escritas em antigos cadernos amarelados pelo tempo.
Tempo de memória, tempo outro de vivenciar, trocar, reviver, relembrar.

A oficina de Memória Culinária será nos dias 23, 25 e 27 de maio, de 14 as 18:00, no Sest/Senat, que fica no bairro Três Vendas, na Av. Idelfonso Simões Lopes, 1026. Telefone pra inscrições: 3284-1835. São apenas doze vagas. Valor da oficina: R$ 40,00 com todo material incluído. Para adultos que se interessam por culinária, literatura, artesanato e uma boa prosa!
Ah, este é o nosso cartaz de divulgação da oficina.

domingo, 15 de maio de 2011

o dia das mães


O dia das mães passou e eu passei em Beagá com meu filho minha sogra e minha mãe. Por aqui não passei. Deixo uma homenagem tardia, talvez por acreditar que dia de mãe é todo dia, toda hora mesmo. Esta foto tiramos mês passado no nascer da lua cheia, maravilhosa!
Um beiju a todas nós! Felicidades e alegrias aos nossos filhos!

BOLO DE MEXERICA

Bolo de Mexerica

Você vai precisar de:
1 ovo
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara e meia de açúcar cristal
1 xicara de suco de mexerica
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de fermento
Facílimo de fazer:
Misture a gema junto com a manteiga e
com o açúcar e bata bem.
Acrescente a farinha de trigo e o suco de
mexerica e torne a bater. Bata a clara em
neve e coloque junto à mistura mexendo leve-
mente, nesse momento também deve-se
colocar o fermento em pó e misturar.
Asse em forno médio por vinte e
cinco minutos. Esse tempo pode variar de
acordo com cada tipo de forno. É bom acender
a luz do forno e acompanhar o crescimento
após os primeiros vinte minutos.

Você pode ainda preparar uma calda
simples de chocolate que se faz assim:
2 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de manteiga
½ xícara de água
Leve ao fogo baixo e misture até ficar encorpada.
Coloque sobre o bolo quando estiver fora do forno.

Esta receita resolvi fazer dias atrás quando percebi a
fartura de mexericas disponíveis nas feiras e supermercados por aqui.
Estamos em época de mexericas. Aqui no sul se fala BERGAMOTA e
a receita que fiz hoje de tardinha usei as bergamotas que colhi daqui
do pomar que está carregadinho delas! O tipo carioca, de casca fininha
e sabor bem azedinho, cheia de sementes. Da outra vez, fiz a receita
com o tipo morgot, que é bem doce e de cor laranja bem forte, quase
vermelho, é linda quando a gente parte ao meio!
Ah, com as cascas fiz estas delícias aqui...mas deu um trabalhinho bom, viu?

Mexerica é uma boa fonte de vitamina C e também funciona como laxativo
devido as suas fibras.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uma palestra

Acabo de chegar em casa após uma palestra. No recinto lotado com pessoas em pé, pelos corredores, gente no segundo piso só a ouvir pelas caixas de som, sem ver o palestrante. Mais ou menos 180 pessoas. Atentei pra uma coisa, oitenta por cento, mulheres. Pensei: é interessante observar isso, nós estamos tão ávidas, tão atentas assim por uma palestra, uma audição? Não, não pensei tudo isso, isso digo aqui, quero dizer, escrevo agora, o que disse foi: Nós, mulheres, estamos tão mais presentes e atentas, não é? Muito burburinho, muita conversa, até que a presidente da mesa pediu que fôssemos nos aquietando para darem início a palestra. Vagarosamente o silêncio aconteceu. Ele começou agradecendo a presença de todos e foi tirando de sua boca uma poesia linda, linda:

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.


Mário Quintana, poeta das terras de cá. Os olhos já me enchiam de lágrimas...

E palestrou, palestrou...conflitos e desafios da modernidade, sim, estamos acelerados, sim, compramos mais do que necessitamos, sim, temos mais do que precisamos, fazemos cinco coisas ao mesmo tempo e ao final do dia, alguma coisa ainda ficou pra amanhã, sim, temos muito pra ser felizes e não somos. Pensei: desculpe-me, mas, eu sou feliz e agradeci por ser e estar ali ouvindo aquela palestra. Ouvir.
É necessário estar atento para mudar, é necessário caminhar junto com o tempo, com o nosso tempo, aquele em que se está inteiro, uma coisa de cada vez, e não nessa superficialidade e fugacidade. Precisamos de mais silêncio, estamos num mundo cheio de barulhos, ruídos. Que ironia, no mundo moderno, tão avançado, temos tecnologia pra nos facilitar a vida e ganharmos mais tempo, mas, não temos tempo...não dá tempo, estamos sempre atrasados... Ele palestrou, palestrou, fez citações diversas: onde desenvolve-se o amor não há medo... Olhai os lírios do campo...

Falou também dos excessos de alimentação, da necessidade biológica de prestarmos atenção aos sinais que o nosso corpo nos dá, de digestão e indigestão, de digerir também os pensamentos, dar tempo a eles, falou da necessidade de mudar certos hábitos que não nos fazem bem e insistimos muitas vezes em mantê-los e nos entupimos em remédios, enquanto, se mudássemos os maus hábitos, que nós sabemos quais são, o remédio talvez não fosse necessário. Consciência de cada um.
Uma consciência livre, contou uma história antiga de um rei arrogante e de um sábio bondoso que podia prever o futuro, da maldade humana, dos desenganos, das companhias ruins que estão em uma sintonia diferente da nossa e a gente permanece ao lado e perto delas, daqueles momentos que é necessário estar só consigo mesmo, só pra refletir um pouco, sem nada a fazer, nada mesmo, nada de tv, livro, celular, computador, nada, silêncio e você, um pouco todo dia. Porque não? Você pode.
Porque culpar-se? Porque temer? Nada vem para ti ao acaso. Nada. Tudo tem o seu tempo a sua hora. Aquieta-se. E terminou a palestra soltando de sua boca com firmeza leve palavras de Madre Tereza de Calcutá:

As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as mesmo assim.

Se você tem sucesso em suas realizações,
ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha sucesso mesmo assim.

O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o bem mesmo assim.

A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja honesto mesmo assim.

Aquilo que você levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Construa mesmo assim.

Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os mesmo assim.

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor mesmo assim.


Bom, depois de escrever tudo isso, preciso dizer algo mais?
Ah, sim, esta palestra nos foi ofertada numa Casa espírita, uma casa fraterna, onde se pretende que as pessoas encontrem acolhimento, amor e um pouquinho de paz.

domingo, 17 de abril de 2011

Encantamento num domingo de chuva

Neste domingão com uma chuva que parece não querer parar, segue uma boa literatura pra aquecer e encantar...

"Em tardes de domingo, sempre muito longas e vestidas de sossego, a mãe se fazia crianças para os filhos.
Ao pé da escada, junto da porta da cozinha, estava o tanque. De cimento cinza, ele guardava a água fria que despencava do morro, escorregando dentro de bambus _ veias cristalinas. A umidade favorecia viver e crescer ali, musgos verdes, tapetes por onde pequenas formigas passavam, arrastando montes de folhas. Mesmo o olhar se sentia acariciado por veludo assim tão fino.
Com anilinas para doces a mãe coloria as águas do tanque, uma cor de cada vez, e mergulhava as alvas galinhas legornes em banho colorido: azul, verde, amarelo, vermelho, roxo. Em pouco tempo o quintal, como que por milagre, era pátio de castelo, povoado de aves _ legornes agora raras_ desenhadas em livro de fadas. Ficava tudo encantamento. Não havia livro, mesmo aqueles vindos de muito longe, com história mais bonita do que as que a mãe sabia fazer. Não era difícil para Antônio imaginar-se príncipe e filho de mágicos.
Quando o dia ameaçava esconder o sol, entre seios e montanhas, aquele inofensivo bando, filho do arco-íris que morava na cabeça da mãe, se empoleirava nos galhos das árvores, bailarinas em carnaval. Antônio olhava os galhos até não poder mais..."

Este pequeno trecho extraí de um livro apaixonante que sempre me vejo as voltas com ele: INDEZ, de Bartolomeu Campos Queirós.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Porque bateu saudade...



Essa fotos são da Escola Professor Jayme de Souza Martins. Fica em Itabirito, quem a dirige há vinte e cinco anos é minha tia Rosa, filha mais velha do Professor Jayme, meu querido avô, com quem troquei algumas cartas durante a infância, filósofo e educador durante toda sua vida. Esta turminha aí era a da tarde, quinto ano. Trabalhar nessa escola foi uma satisfação e uma alegria enorme pra mim. Por resgatar uma convivência familiar com meus tios e primos e por estar em contato com uma diversidade de crianças! Gosto muito de crianças, elas me emocionam, me cativam.
As salas da escola são de poucos alunos e a relação do professor é mais próxima o que nos faz estabelecer uma relação de afeto com eles, sentimento que me move/motiva e me faz acreditar na educação como um processo transformador. Não acredito numa educação distante deste tipo de relação. Sempre busco por isso, pelo olhar atento, por cuidar, pela simplicidade, pelo afeto. Não que isso não possa ocorrer em outras escolas e com turmas maiores. Ou que não exista educação sem afeto. Há, mas, encanta, transforma?
Eu até poderia desenvolver esse assunto mas, hoje, trouxe essas fotos e essa receita pra matar a saudade...
Foi a aula de Guacamole. As crianças do quinto ano estavam estudando e se preparando para a apresentação dos trabalhos sobre o continente americano e eu resolvi preparar junto deles uma receita típica do México. Como uma boa parte dos alunos adora salgadinhos empacotados(essas porcarias feitas de gordura hidrogenada muito sódio e farinha), o Guacamole poderia agradar já que tradicionalmente, ele é servido em tortilhas, que lembram os doritos da elma chips. Nem tudo é perfeito! Rsrsrs... Pedi a alguns que trouxessem pra aula os abacates, ingrediente principal da receita e para outros pedi os pacotes de salgadinhos. Teve um aluno muito especial, que trouxe também um potinho de pimenta, lembrando que no México eles gostam de comida bem temperada e apimentada.
Anotamos a receita, observamos a estrutura do texto, comentamos os cadernos de receitas das mamães, alguns comentaram sobre as receitas na TV e uma aluna chegou a falar do caderno de receita de sua avó, que fazia um pavê que ela adorava...
Num primeiro momento eles torceram o nariz pra receita de Guacamole, abacate com tomate? E cebola? Argh... a maioria adora vitamina de abacate ou abacate amassado com bastante açúcar! Aí foi a hora do Huuumm... quase geral na sala!
Durante a preparação, os olhinhos já estavam brilhando e as bocas salivando pra provar aquela mistura esquisita. E ficou muito bom! Levamos o Guacamole em outra sala pra turma de lá conhecer e provar também. Eles explicaram pros colegas quais ingredientes tinham ali e teve aluno que não quis provar, outro adorou o guacamole com pimenta e ficou com o rosto vermelhinho, porque abusou na quantidade dela e saiu correndo pra beber água...
No final do semestre, na apresentação do trabalho interdisciplinar que ficou superbacana, envolvendo toda a escola, refiz a receita pros pais e visitantes. Imprimimos a receita num papel amarelo em formato triangular lembrando o doritos e distribuímos pra quem quisesse preparar a receita em casa. Alguém pode perguntar, mas, a Junelise dá aula de quê mesmo? Pois é, minhas aulas pra essa turma eram de Literatura e Produção de texto!
Ah, segue a receita:

GUACAMOLE

Polpa de dois abacates médios maduros
1 tomate médio bem picadinho
1 cebola pequena ralada
1 colher de chá de sal
caldo de um limão

Amasse a polpa do abacate com um garfo e misture todos os ingredientes restantes. Tempere com sal aos poucos até ficar a seu gosto.
Sirva acompanhado de salgadinhos tipo doritos, que é feito de farinha de milho.
A pimenta é a gosto também.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Doce de goiaba pastoso

Aqui pelas bandas do sul, as águas de março fecharam o verão com um bocado de estragos em diversas cidades, infelizmente, e o friozinho já começa a aparecer ao cair da tarde. Estamos em época de goiabas! Onde moro tem um pomar superbem cuidado com certa variedade de frutas - abro um parêntesis: moro em um condominio que possui treze prédios! Pois é, e posso pegar as frutas quando estão maduras, poucas pessoas o fazem, estão tão ocupadas em trabalhar e ver televisão ou ficar na frente do pc (como eu agora)que não vejo gente catando frutas, com exceção dos funcionários, ( será que os moradores têm vergonha de pegar frutas no pé?)
Vejo uma das frutíferas pela minha janela, é uma goiabeira. Esta não nasce aqui, nasce no terreno da casa ao lado mas como ela é grande, cresce toda pro lado de cá também e no chão todo dia tem goiabas maduras. No sábado que passou, eu e Dani fomos pegar goiabas. Foi engraçada a cena: Eu, no último degrau da escada segurando com uma mão uma parte do guarda-sol, a que parece um cabo de vassoura e a outra tentava pegar os galhos e baixá-los e Dani com o guarda-sol amarelo aberto de boca pra cima para pegar as goiabas que eu ia derrubando com muito cuidado. Quer dizer, nem sempre... uma eu acertei o nariz do Daniel, outra a cabeça, outras tantas ele conseguiu recolher, outras despencavam no chão de tão maduras, enfim...rimos um bocado e voltamos pra casa com o guarda-sol amarelo cheinho de goiabas! Um vizinho que tirava o carro da garagem nos lembrou do pé de caqui que também está repleto de frutas maduras e grandes! Mas, deixamos os caquis pra outro momento. Ah, tirei fotos desta vez! Devo confessar que ficaram razoáveis...

Bom, depois de lavarmos as frutas e o guarda-sol, começei a selecionar e tirar aquelas cascas meio esquisitas, cascorentas que as goiabas comuns, naturais, digo, sem agrotóxico têm. Essas têm sabor! E pensei de encontrar bichinhos também, mas, pasmem, nenhum bicho de goiaba pra contar história(só eu mesma pra contar). Os tamanhos variavam bastante e a textura também, fui limpando, cortando e comendo! Ficaram assim, já prontinhas pra qualquer receita:

Separei um pouco pra fazer sucos e congelei. Com o restante já tinha decidido que ia virar doce, daí precisei triturar com um mixer e coar a polpa com uma peneira. Olha só como é bonita a cor, gozado, que eu estava com um vestidinho cor de goiaba. Rsrs...:) Só botei reparo nisso quando começamos a tirar as fotos. Bom, após todo o trabalho de coar, misturei duas xícaras de açúcar cristal, tinha um litro e meio de polpa já coada. Depois, foi passar tudo pra panela - ai,ai, cadê meu tacho de cobre? - e levar ao fogo baixo mexendo sempre, isto durou uns trinta minutos ou mais, até o fundo da panela começar a aparecer e o doce ficar bom pra comer de colher, do jeitinho que nós gostamos!

Pena que foto não tem cheiro (ainda) porque neste momento, a cozinha estava perfumada...
Uma delícia pra passar numa torradinha, pra rechear um pão, pra comer com aquela fatia especial de queijo mineiro. Hum...bom dimais da conta sô!
Ah, a foto do doce pronto não ficou boa...rsrsrs...Bjus
Ah, querem saber mais sobre goiabas? No blog da minha querida amiga Rosaly, tem outras receitas e dicas nutritivas sobre a fruta, anote aí: quitandasdeminas.blogspot.com

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ando cozinhando muito...

Ontem fiz pães. E ficaram bons, nossa...nem eu acreditei na fofura e textura que eles ficaram. É que fiz a tarde e deixei os pães descansando até as nove da noite e, puxa, me deu um trabalhão depois. As massas cresceram muuiito! Um deles, o salgado, que leva parmesão já estava numa forma dessas, tipo marinex redonda e cresceu bem, mas, tinha espaço. O outro, com recheio cremoso de goiabada, ah, esse se espalhou pelo forno todo! Eu já os tinha deixado no forno pra crescer, fácil, depois é só acender o fogo...daí que tive que recolher toda a massa que estava caída na tampa que, ainda bem, tava limpinha;) e pude fazer um pãozinho redondinho com ela;) Sem desperdícios!! E desparafusei a tampa, recolhi o que estava no fundo e essa outra massa, claro, foi pro lixo, limpei e lavei o que era necessário pra, enfim, poder acender o fogo, ufa...Mas valeu dimais...adoro pães e o perfume que exalam em casa.... Pena que minha câmera não é lá uma canon pra tirar fotos boas de pertim, daí, fica o post sem imagem mesmo, mas, tem a receita! Hoje segue só uma e a outra vem noutro dia junto com meu passeio pela feira de produtores daqui... a saudade de todos os amigos e meus amores em Beagá tá grande e hoje vou dedicar esta postagem a uma amiga que sempre me inspirou a preparar pães e misturar ervas na cozinha e hoje além de outras funções é uma banqueteira das boas: Patrícia Brito.

Pão salgado com parmesão e orégano

1 copo de 200ml de água
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de queijo parmesão ralado grosso
1 colher de sopa de orégano
1 colher e meia (chá) de sal
1 colher (chá) de alho em flocos
3 copos de farinha de trigo especial
2 colheres (chá) de fermento biológico seco instantâneo

Misture todos esses ingredientes em uma vasilha grande e misture bem com as mãos. Com todo carinho que uma massa dessas merece...depois de homogênea, bata um pouquinho, que pão também gosta de uns tapinhas pra crescer. Melhor do que dizer sovar. Eu acho...Rsrsrs...
Bom, depois, coloque em uma assadeira enfarinhada. Não precisa untar. Deixe crescer, se possível, mínimo de duas horas, e asse em forno quente por vinte minutos.
Delicie-se com o aroma e depois, separe um bom vinho tinto e sirva acompanhado de queijos e azeite.
Buon Apetit!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

BOLO DE CHOCOLATE COM SUCO DE MARACUJA

Tenho aproveitado muito o tempo que ainda está livre me deleitando na cozinha(as férias aqui vão até o final de fevereiro). Dia desses atrás fiz um bolinho, tinha os ingredientes todos mas, faltava o leite, daí, usei os maracujás que estavam na fruteira e que tinham sido colhidos em Garopaba, Santa Catarina. Ficou um sabor diferente, Dani ficou sem saber se tinha gosto de banana... um casal de amigos a quem ofertei um minibolinho achou que tinha goiabada...rsrs. De qualquer maneira, todos gostamos muito! Segue a receita:

BOLO DE CHOCOLATE COM SUCO DE MARACUJÁ

Ingredientes:

1 xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de farinha de trigo branca
1 xicara de achocolatado em pó
1/2 xícara de açúcar cristal
2 ovos
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa rasa de fermento em pó
Suco de dois maracujás sem as sementes

Modo de preparo:

Bater bem os ovos, depois juntar a manteiga e o açucar
e bater mais um pouco até ficar bem amarelinho. Depois,
coloque o achocolatado, as farinhas, o suco e o fermento.
Misture bem. Aqueça o forno, coloque em forma média untada
e asse por mais ou menos 30 minutos em fogo médio.

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...