quinta-feira, 29 de março de 2012

BOLO DE BANANA

Os bolinhos CoisdiVó tem feito sucesso no Piquenique Cultural. São bolinhos doces feitos com ingredientes bem selecionados, legumes e frutas orgânicas, compradas nas feiras de produtores da região das colônias, os ovos caipiras e muito capricho e carinho na preparação das receitas. Uma dessas receitas, está no livro: Memória Culinária: Coisa de Vó, é uma das imagens de receitas soltas do caderno da vovó Juracy. Bolo de Banana amassada. Essa receita já foi comigo em programas de televisão em BH, durante a busca de patrocínio para o livro, quando passamos na lei de incentivo estadual no ano de 2006. É mesmo uma delícia nutritiva e fácil de fazer. No domingo que passou, participamos do Piquenique Cultural com vários bolinhos e quiches, lanchinhos para o pessoal se juntar em torno de uma toalha sobre a grama e curtir o dia, que teve lindo! A receita do bolo de banana foi ao ar na ondas da Rádiocom. Anote aí:


BOLO DE BANANA AMASSADA

Ingredientes
1 ovo
1 xícara de açúcar
1 xícara de banana caturra amassada
2 xícaras de farinha de trigo
4 colherinhas de fermento em pó
1 colher bem cheia de manteiga ou margarina
1 pitada de sal
Canela em pó a gosto

Modo de fazer
Aqueça o forno.
Misture a gema, o açúcar, a manteiga e faça uma farofa.
Acrescente a banana e a farinha e vá mexendo bem.
Coloque o fermento em pó, a pitada de sal e misture.
Bata a clara em neve e acrescente misturando levemente a massa.
Coloque em forma para bolo inglês untada com manteiga e leve
ao forno por mais ou menos 30 minutos.

Sirva com um chá quentinho ou acompanhe o mate no fim da tarde. Até!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Janta com os amigos - Massa com legumes


Essa receita, que foi ao ar hoje nas ondas da Rádiocom Satolep, preparamos na casa de uma amiga fofa daqui de Pelotas em uma reunião pra conversar sobre o Piquenique Cultural. Facílima de preparar, o que dá mais trabalho aqui é picar os ingredientes. E tive ajudantes ótimos! Saí pra buscar o maridão na faculdade e quando voltei, já estava tudo picadinho! A receita é muito saborosa, além de nutritiva e rende bastante, dez pessoas comeram! Vale a pena preparar e se a turma aí na sua casa for menor, é só dividir os ingredientes da receita.

Massa com legumes

Você vai precisar de:


2 tomates tipo gaúcho (em Minas, tomate maçã)


1 Brócolis grande


2 Cenouras médias


1 Cebola grande


1 pedaço médio de bacon +ou- 10cm


1 pacote de massa caseira


Óleo de canola, tempero de alho e sal, shoyu e azeite a vontade.


Coloque a água para ferver com um pouco de sal enquanto pica os  ingredientes. Tomates, cebola e bacon em cubos, as cenouras em tiras, o brócolis em pedaços, pequenos buquês. Comece dourando o bacon e as cebolas no óleo e um pouco de tempero alho e sal, em seguida, acrescente o tomate e as cenouras. Por último, dê uma fervura rápida no brócolis, em água com sal, só pra ele dar uma leve cozida e não desmanchar.
Coloque a massa caseira na água e aguarde o cozimento até ficar "ao dente". Não foi preciso escorrer a massa, fui retirando com uma concha e colocando na panela dos legumes, misturando levemente. Regue generosamente com azeite e tempere mais a seu gosto e se quiser, coloque shoyu(molho de soja).


Bom apetite!!!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Antepasto de Berinjela

Antepasto de Berinjela

Ontem na feira de produtores da Bento, me chamou a atenção a fartura de berinjelas e por isso, a receita que vai ao ar hoje na Rádiocom 104,5Fm de Pelotas, é preparada com elas. Amo essa receita e preparo quase toda semana em casa.Gosto de comer com pão sírio ou com qualquer outro pãozinho que tiver!
Você vai precisar de:

Uma berinjela grande ou duas médias
Uma cebola grande que pode ser roxa ou não
Um pimentão vermelho pequeno, um verde e um amarelo
Dois dentes de alho
Azeitonas verdes picadas
Uva passas a gosto
Azeite
Sal
Uma pitada de açúcar

Modo de preparo:

Pique todos os legumes em cubinhos e deixe a berinjela de molho em
água com um pouco de sal. Troque a água mais uma vez.
Em uma panela, doure as cebolas em uma colher de sopa de azeite.
Coloque o alho, um pouco de sal até que fiquem quase transparentes. Coloque a
berinjela sem a água e siga mexendo em fogo baixo. Tampe a panela e deixe cozinhar
por alguns minutinhos, 2 ou 3. Acrescente o pimentão e mexa. Torne a
abafar com a tampa da panela. Coloque as azeitonas picadas e a uva passa.
Prove para saber se o tempero está de seu agrado e acrescente aquela pitadinha de açúcar.
Minha avó Juracy que ontem, completaria 96 anos se estivesse viva, me ensinou a colocar uma pitada de açúcar em todo prato salgado e vice versa, faz realçar o sabor.
Deixe esfriar e coloque em vasilha de vidro ou porcelana e regue com um bom azeite.
Pode servir de acompanhamento também de saladas verdes

e o que mais você quiser. Ah, essa imagem é das compras que fiz na feira dias atrás, as ervas estavam tão frescas e esse tomate amarelinho tipo pera mereciam uma foto, salta aos olhos e quase se pode sentir o cheiro daí, não?
Um grande abraço a todos!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Arroz com açafrão, camarão e gergelim


Iniciando minha singela colaboração semanal na Rádiocom 104,5FM, aqui em Pelotas, Rio Grande do Sul. As receitas culinárias que entravam no programa nativista da manhã com o Rádiocompanheiro José Luiz as terças e quintas eram gravadas e este ano, vou" fazer ao vivo" sempre as quartas-feiras por volta das oito da manhã. Com essa mudança, será ainda mais gostoso levar dicas e receitinhas para as/os ouvintes. É sempre um prazer partilhar um boa prosa ao vivo na Rádiocom, inda mais com o Zé Luiz e falando de comida!
Hoje a receita que foi ao ar é para dar mais sabor e cor ao arroz nosso de todo dia e também para aproveitar a boa safra de camarões e o bom preço desse crustáceo que encontramos com fartura nesta época do ano, na colônia Z-3 e Praia do Laranjal.
Para nos inspirar a colorir, me lembrei de um texto literário muito bonito, trecho de um livro que gosto bastante: O livro de Zenóbia, de Maria Esther Maciel. Zenóbia é uma personagem que gosta das coisas simples, tem desejos curiosos e sonhos também. Traz na memória as brevidades, roscas de trança, bolos de cenoura, herança da avó. Zenóbia também gosta de receitas, temperos, flores e listas. Já citei este livro aqui no blog outras vezes, meu encantamento perdura. Cá está o pequeno trecho:


Zenóbia sabe que o lugar de nosso nascimento estará conosco até o fim. Por isso ela carrega na pele a cor de sua terra e sempre que experimenta uma fruta amarela, a memória lhe traz o gosto da manga e da laranja que lhe deixou a infância. Ou o fulgor cromático do açafrão moído e das espigas de milho perdidas no horizonte. Nas cores de seu ontem, ela sempre se encontra com as coisas que ama.

O arroz com açafrão, camarão e gergelim é muito simples de fazer:

Você vai precisar de:

1 xícara de chá de arroz branco
1 xícara de chá de camarão médio limpo e temperado com sal e limão
2 xícaras e meia de chá de água fervente
1 colher de sopa de açafrão em pó
1 colher de sopa de gergelim
1 colher de sopa de óleo de canola 
1 colher de sopa de tempero tipo alho e sal

Modo de preparo:

Refogue  o óleo com o tempero em fogo baixo, coloque o arroz, o camarão e o açafrão. Misture um pouco e em seguida acrescente a água fervente. Mexa mais uma vez e prove se está bom de tempero. Tampe a panela, mantenha em fogo baixo e deixe cozinhar. Acompanhe o cozimento, olhando de vez em quando e acrescente mais água quente se for necessário. Ao final, salpique a colher de gergelim por cima do arroz e sirva acompanhando um peixe grelhado e uma boa salada de folhas e legumes crus!
Bom apetite!

P.S: pode-se usar também o arroz integral, basta colocar mais água.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Piquenique Cultural 2012


Passado o carnaval, dizem por aí que é quando o ano começa. O meu começou em janeiro mesmo e lindo! Maravilhosas vibrações musicais e rodeada de boas energias o que me fez acreditar ainda mais nas boas coisas que vem por aí em 2012. Aqui pelas bandas do sul, o calor abrandou um pouco e nesse instante uma brisa suave entra pela varanda. Nos últimos dois dias estive a cozinhar para o Piquenique Cultural de amanhã. O primeiro do ano! Preparei  as gostosuras CoisdiVó e cá estou pra contar um pouco do que fiz. Arrisquei receitas novas; um bolo gelado de limão, uma torta de banana _que é um bolo com banana em calda de açúcar, ficou divino_ e uma receita do meu cadernin antigo chamada: Nega Maluca - um bolo de chocolate que troca óleo por azeite e não leva leite. Ainda vou preparar e assar amanhã, dois quiches: o "clássico"de couve que a turma adora e o quiche Lorraine, receita tradicionalmente francesa que mudamos um ingrediente aqui e acolá e o fazemos à nossa moda, digo, ao nosso paladar. Leva bacon, queijos variados e especiarias.
E tem mais novidade culinária no espaço CoisdiVó do Piquenique Cultural. Na verdade é um novo que é antigo e faz parte da minha memória de infância e de muita gente. É o xup-xup, ou como se fala aqui: sacolé. Sim, aqueles saquinhos de suco congelado que a gente adorava quando era criança e chupava aos montes nas tardes quentes. Lembro de três cores: laranja, roxo e vermelho. Eles eram feitos com suco de pozinho e na minha época( tô mesmo ficando velha...) esse pacotinho pequenino, chamava-se: Ki-suco. Nem sei se isso ainda existe mas, lembro perfeitamente dessa embalagem aí. 
Sou capaz de visualizar a calçada onde brincava de amarelinha com meus primos no interior de Minas, em Divinópolis. A gente vibrava quando podia comprar xup-xup, nem sempre as mães deixavam e a gente obedecia. As vezes, a gente mesmo fazia; ia na padaria comprava o pozinho e os saquinhos e preparava aquele tantão! Ah, como era bom! Difícil era esperar gelar...


Mas o sacolé ou xup-xup que preparamos para o Piquenique Cultural de amanhã é feito com fruta de verdade, nada de conservantes ou corantes. Suco de limão galego, suco de uvas daqui do sul(ma-ra-vi-lha). E dois de leite: de coco e de doce de leite. Olha só o xup-xup de coco aí antes de ir pro congelador! Hummm....
É pra gente virar criança de novo, tirar do baú as memórias de infância e aproveitar o piquenique! Piquenique é resgatar uma tradição quase esquecida misturando as artes, reunindo pessoas, relembrando boas coisas e CoisdiVó também é! 
Então, quem é de Pelotas está convidado a participar de mais esse encontro delicioso, amanhã, na Praça Antônio Záttera  a partir das 15:00. 

E quem é de outra cidade, quem sabe se inspira e leva a família e os amigos pra uma praça e juntos fazem um saboroso piquenique? É alegria na certa!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma pitada de Drummond


A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. 
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bartolomeu Campos de Queirós

Faleceu hoje um escritor mineiro, poeta maravilhoso: Bartolomeu Campos de Queirós. Bartolomeu nos presenteou com literatura das boas; aqui neste espaço, já o citei algumas vezes. Amo a memória de Bartolomeu, ele vai descrevendo espaços, traçando sutilezas. Amo-o. Seus livros me acompanham nas aulas de Literatura quando elas acontecem. Gosto de ler em voz alta trechos de Indez e Por Parte de Pai. Fala de avós, de pais, de galinhas coloridas, de roupas penduradas no varal, de família, de quintais e paredes escritas, de brincadeiras e tradições.
Já li outros infantis dele, mas, tenho verdadeira paixão por esses dois, falam de tanta coisa bonita de ver e ouvir. Bartolomeu dizia que aprender a ler livros de literatura é um modo aprender a escutar.
Escutar o outro, ouvir os ruídos do mundo a sua volta, valorizar os sons, valorizar nossa memória, talvez por isso, me identifique tanto com ele.

Recentemente, na noite de Natal do ano que passou, sugeri pro meu amigo oculto, dois livros: uma tradução belíssima de Emily  Dickinson, Um livro de horas feita por Ângela Lago e o Vermelho Amargo de Bartolomeu. Ganhei o segundo e vibrei! Vibrei muito quando abri o pacote!! O livro é um objeto lindo, editado pela Cosac Naif. Devorei-o em três dias. Me surpreendi com ele. É um Bartolomeu um pouco diferente que está ali, sem deixar de ser poético, mas, é de uma sensação de perda, de perda da mãe tão sentida, que dói, dói a falta que a personagem sente de sua mãe. O seu olhar discorre sobre a madrasta. As imagens do livro em como essa madrasta corta rodelas de tomate, no início, transparentes, muito finas para se dividir o tomate em oito; os seis filhos, o pai e ela. Com o passar do tempo, as crianças vão crescendo e tomando rumo na vida, as meninas casam, o filho mais velho vai embora e as rodelas de tomate vão ficando mais espessas...ai, ai... Triste essa perda.

Vermelho Amargo já foi lido aqui em casa pelo maridão e também por minha mãe _estamos em férias aqui nas Minas Gerais _ já estava aguardando novo colo de leitura, de uma amiga que também ama ler Bartolomeu e já leu muito pra sua filhota que hoje é uma moça. Amanhã estará nas mãos dela e Bartolomeu estará sempre em nossas memórias literárias, em nossas escritas enquanto inspiração, enquanto inspiração para educadores que somos, em minhas aulas de literatura, lendo-o alto para os pequenos, em nossos sonhos de um mundo mais humano, sensível, terno.

O link acima, é do blog da Editora Cosac Naif, que hoje presta uma singela homenagem ao Bartô. A imagem foi retirada da Rede Minas, numa entrevista que ele deu ao Programa Imagem da Palavra.

Pra despedir e pra sempre lembrar, vale ler um trecho de Indez:


"Em tardes de domingo, sempre muito longas e vestidas de sossego, a mãe se fazia crianças para os filhos.
Ao pé da escada, junto da porta da cozinha, estava o tanque. De cimento cinza, ele guardava a água fria que despencava do morro, escorregando dentro de bambus _ veias cristalinas. A umidade favorecia viver e crescer ali, musgos verdes, tapetes por onde pequenas formigas passavam, arrastando montes de folhas. Mesmo o olhar se sentia acariciado por veludo assim tão fino.
Com anilinas para doces a mãe coloria as águas do tanque, uma cor de cada vez, e mergulhava as alvas galinhas legornes em banho colorido: azul, verde, amarelo, vermelho, roxo. Em pouco tempo o quintal, como que por milagre, era pátio de castelo, povoado de aves _ legornes agora raras_ desenhadas em livro de fadas. Ficava tudo encantamento. Não havia livro, mesmo aqueles vindos de muito longe, com história mais bonita do que as que a mãe sabia fazer. Não era difícil para Antônio imaginar-se príncipe e filho de mágicos.
Quando o dia ameaçava esconder o sol, entre seios e montanhas, aquele inofensivo bando, filho do arco-íris que morava na cabeça da mãe, se empoleirava nos galhos das árvores, bailarinas em carnaval. Antônio olhava os galhos até não poder mais..."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

BOLO DE REIS


Ingredientes:
200gr de manteiga
1 xícara de chá de açúcar mascavo
1 lata de leite condensado
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de fermento em pó
150gr de frutas cristalizadas
100gr de passas
4 ovos(gemas separadas das claras)
-
Glacê:
2 e 1/2 xícaras de chá de açúcar
2 colheres de leite quente
2 colheres de suco de limão
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Modo de Preparo:
-
Bata a manteiga, açúcar e as gemas até formar um creme e com a batedeira ligada, junte o leite condensado em fio. Desligue a batedeira e vá incorporando a farinha de trigo e o fermento, misturando levemente. Junte as frutas e as passas e por último as claras em neve. Asse em forma de furo central por cerca de 1 hora. Desenforme ainda quente e cubra com o glacê.
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Para fazer o glacê, misture os ingredientes, espalhe sobre o bolo e decore a gosto. Você pode se inspirar nas cores das frutas vermelhas, nos figos, ameixas e pêssegos e deixar o seu bolo de Reis bem coroado de frutas.




Vale conhecer um pouco mais sobre as tradições em torno do Bolo de Reis:

O bolo de Reis chegou a Portugal no final do século XIX e foi popularizado pelas doceiras de Lisboa e Porto. A tradição chegou ao Brasil com imigrantes portugueses. Hoje o bolo é a estrela da festa de 6 de janeiro, quando os cristãos celebram a adoração do Menino Jesus pelos Reis Magos. Segundo a tradição, o Bolo Rei deve ser acompanhado de dois mimos: uma fava e um presente. Quem receber a fava na sua fatia de bolo, terá sorte no ano e pagará o Bolo rei do próximo 6 de janeiro. Quanto ao presente, trará riqueza a quem encontrar.

Em alguns municípios sergipanos, a Batalha das Cabacinhas faz parte das comemorações do Dia de Reis. Na "batalha", uma brincadeira inspirada nos antigos carnavais, quando as pessoas "guerreavam" com talco, farinha e ovos, as cabacinhas - feitas de parafina e recheadas com água perfumada -, são atiradas nas pessoas, sem causar nenhum dano.

Nos municípios fluminenses, um dos hábitos referentes ao Dia de Reis é a confecção do bolo de reis, que leva quatro prendas misturadas à massa comum: um anel, uma cruz, uma moeda e um dedal. Cada objeto traz um simbolismo: o anel significa casamento; a cruz, convento; a moeda, dinheiro e o dedal, trabalho.

No Ceará, existe a Tiração de Reis, caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos a partir do dia 2 de janeiro ou na véspera do Dia de Reis. Nas visitas, eles cantam e dançam versos relacionados com a data, ao som de instrumentos, e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias que é em 2 de fevereiro, dia também dos festejos e oferendas à Iemanjá.

Na Rússia o Natal, não é comemorado nem no dia 25 de dezembro, nem em 6 de janeiro. A data é celebrada em 7 de janeiro, quando, segundo a tradição natalina dos russos, a ceia deve ter muito mel, grãos e frutas, mas nenhuma carne.

Na Espanha, no dia 6 de janeiro há desfiles com reis magos em todo o País. De suas carruagens, eles jogam balas e doces para as crianças. Também é neste dia que as crianças recebem presentes, que, acreditam, foram deixados pelos próprios reis durante a madrugada.

Os cubanos trocam presentes no dia 24 e as crianças acreditam em Papai Noel. No entanto, a tradição dos reis magos é bem mais forte. No dia 6 de janeiro, as crianças costumam até deixar um pouco de comida para os camelos dos reis, ao lado de uma cartinha com o que querem ganhar.

Em Portugal, come-se o bolo e bebe-se vinho do porto. Quem pegar a fava fica obrigado no ano seguinte a pagar o bolo. Aquele que ganhar a prenda fica no ano seguinte e pagará o vinho do Porto. A diferença do bolo rei além de estar na forma da coroa de um rei também está no recheio e enfeite, com frutos secos (amêndoas, nozes, pinhões) e frutas cristalizadas. Todos estes frutos simbolizam as jóias que enfeitam as coroas dos reis.

Há uma variação do costume para o dia de reis que envolve romãs:

Uma prática popular de colocar na palma da mão esquerda três sementes de romã. Estas devem ser seguras, uma a uma, entre o polegar e o indicador direito, levadas entre os dentes e mordidas levemente. Após morder, recita-se: Baltazar, traz meu dinheiro de volta; o mesmo deve ser feito com as outras duas sementes, substituindo o nome Baltazar pelo dos reis Belchior e Gaspar. As três sementes devem ser guardadas envoltas em papel, na carteira de dinheiro até o ano seguinte, quando deverão ser plantadas em jardim ou vaso de planta, sendo substituídas por novas sementes, após o ritual descrito. Acredita-se que a prática garante dinheiro farto durante todo o ano que se inicia.

Bem, diante de tantas tradições, bom mesmo é preparar essa receita, compartilhar em família e com amigos e celebrar a vida!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PERNIL AO MOLHO DE VINHO

Vamos lá, mais uma receita divina como sugestão para a ceia de passagem de ano. Se na sua casa é tradição, vale a pena arriscar com esta receitinha...


PERNIL AO MOLHO DE VINHO


1 quilo de pernil
2 colheres de chá de sal
1 cabeça de alho picada
Pimenta do reino moída e limão
2 colheres de sopa de óleo de milho
1 cebola média cortada em rodelas finas
300 ml de vinho tinto seco
1 colher de sopa de farinha de trigo
200 gramas de bacon cortado em cubos
2 tabletes de caldo de carne
Pimenta calabresa a gosto

Modo de preparo:

Tempere a carne com sal, alho, pimenta do reino e limão. Deixe marinar por uma hora. Numa panela, refogue a carne no óleo e doure do dois lados. Frite o bacon em fogo baixo, acrescente a cebola e depois, coloque o vinho tinto com meio copo de água, formando um molho. Engrosse esse molho com a farinha de trigo. Para não embolotar, dissolva a farinha de trigo em um pouco de água.

Estas receitas da semana foram extraídas do livro que ganhei aqui em Pelotas e fiquei muito feliz!
Muito bonito e bem produzido, traz receitas de tradição de várias mulheres, algumas, figuras importantes no cenário da culinária pelotense. Chama-se: Pelotas à mesa. Da simplicidade ao sofisticado.

Numa próxima oportunidade, falarei um pouco mais dele por aqui.

No mais, desejo um ano novo realmente novo, com novas ideias, novos conceitos, sem preconceitos, com muito amor e luz em nossos caminhos e realizações de nossos desejos e conquistas. Conquistas de amor e amizade, conquistas valorosas!!
Um grande beiju a todos e agradeço a partilha desse ano de 2011 com as visitas de vocês por aqui. Que 2012 venha cheio de novas receitas ainda mais saborosas!!!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

LOMBO DE PORCO COM MOLHO DE AMEIXAS

Hoje a receitinha que foi ao ar na ondas da Rádiocom é para a noite de virada de ano. Dizem que é bom comer carne de porco, segundo as tradições porque o porco é um animal que usa o focinho sempre para frente... e é o que queremos, um ano novo pra frente, alegre, com muita luz nos caminhos escolhidos, olhando pra frente, seguindo os objetivos, correndo atrás de nossos desejos. Segue a receita:

LOMBO DE PORCO COM MOLHO DE AMEIXAS

Ingredientes:

1 lombo de porco de um quilo a um quilo e meio
2 cebolas roxas picadas
2 dentes de alho picados
1 lata de ameixas em calda
Suco de um limão
½ copo de molho de soja (shoyu)
2 tomates picados
1 tablete de caldo de carne
1 xícara de chá de água
1 copo de vinho tinto seco
1 colher de sopa de farinha de trigo
3 colheres de sopa de extrato de tomate
Sal e pimenta do reino

Modo de preparo:
Numa panela, coloque para cozinhar o lombo embebido em suco de limão, shoyu, metade do conteúdo da lata de ameixas, sal e pimenta do reino. Quando reduzir a quantidade de água, retire o lombo da panela e faça um refogado com a cebola, o alho e o tomate. Misture a farinha com o caldo de carne e coloque aos poucos, o vinho, o extrato de tomate e o restante da calda de ameixas.
Tampe a panela e cozinhe em fogo brando, acrescentando água, se necessário. Por fim, coloque as ameixas e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Decore com ameixas e cerejas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PURÊ DE MAÇÃS

Esta receita é sugestão de uma amiga daqui de Pelotas para acompanhar o peru de natal.
Você vai precisar de:

PURÊ DE MAÇÃS

1 quilo de maçãs verdes
1 xícara de chá de açúcar
2 cálices de vinho branco
2 xícaras de chá de água
100 gramas de uvas passas brancas sem sementes

Modo de preparo:

Descasque as maçãs, retire os miolos e corte-as em cubos não muito pequenos.
Coloque-as em uma caçarola, leve-as ao fogo brando com os demais ingredientes, mexendo sempre, até obter a consistência de um purê, deixando que restem alguns pedacinhos das maçãs. Sirva em uma travessa bem bonita de vidro.
Decore com cerejas. Bom apetite!!

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...