segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia mundial do Livro - Enloucresça - Drummond








"Enloucrescer.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passa debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado(a) é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido."
 


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 18 de abril de 2012

TORTA DE MAÇÃS

 
A maçã é um bom purificador do sangue para os que sofrem de gota, artrite, retenção de líquidos e problemas de pele. A maçã pode aliviar a indigestão, a acidez, a gastrite, a úlcera péptica e a síndrome do intestino irritável. Com sua ação adstringente, ajuda no tratamento da diarreia. A pectina da maçã ajuda a expulsar as fezes, fazendo dessa fruta um laxante eficaz para quem sofre de prisão de ventre.

Aqui no Rio Grande do Sul, a cidade de Vacaria na divisa do estado com Santa Catarina é grande produtora de maçãs. As feiras livres de produtores aqui em Pelotas já estão trazendo com fartura as maçãs de todos os tipos.
Segundo um antigo provérbio: "uma maçã por dia mantém o médico longe". Então, comamos maçãs!!!
Esta receita de Torta de maçãs, que levei ao ar hoje nas ondas livres da Rádiocom 104,5Fm, quem a preparava era minha avó Juracy para o tio Eduardo. Vovó era assim, agraciava os filhos com delícias em seus aniversários. Pra minha mãe, fazia torta de morangos, pro tio Euclides, um doce de coco, que ele denominava de Carícias da Juracy. E pro Tio Du, essa torta que deixava a casa num perfume maravilhoso!!! E dava uma vontade gostosa de comer uma fatia, o que a gente fazia pouco, porque vovó não me deixava comer, era do meu tio, só me dava um pedacinho pequeno....ai, ai, memórias....coisa boa lembrar esses momentos!

TORTA DE MAÇÃS

2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
3 colheres de leite
1 colher de fermento em pó
1 ovo
2 colheres de sopa de manteiga
Para o recheio:
2 maçãs vermelhas cortadas em fatias finas
1 vidro de geleia de abacaxi
Canela em pó

Misture os ingredientes secos e acrescente, aos poucos, o ovo e a manteiga, trabalhando a massa até ficar fina. Num pirex quadrado, untado e enfarinhado coloque uma porção de massa, abrindo-o com os dedos no recipiente. Separe uma parte da massa para fechar a torta. Depois, o recheio: vá colocando uma camada de maçãs, geleia de abacaxi e outra de maçãs e geleia.Salpique canela em pó. Faça tiras estreitas com a massa reservada e feche a torta por cima formando uma grade. Asse em forno regular, mais ou menos, quarenta minutos.
Esta receita está no meu livro em homenagem às vovós Elisa e Juracy: Memória Culinária: Coisa de Vó.




Minha sugestão de acompanhamento a essa torta de maçãs é um bom chá de erva-cidreira no fim da tarde, sobre uma toalha de mesa clarinha, uma xícara de porcelana especial e flores.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Waly Salomão

E porque citamos e lemos Waly Salomão no Radiola Literária de hoje nas ondas da Rádiocom, trago pra cá uma pequena parcela de sua irreverência:


Novelha cozinha poética


Pegue uma fatia Theodor Adorno
Adicione uma posta de Paul Celan
Limpe antes os laivos de forno crematório
Até torná-la magra-enigmática
Cozinhe em banho-maria
Fogo bem baixo
E depois leve ao Departamento de Letras
Para o douto professor dourar




Waly Salomão


Buscando mais informações sobre esse poema, encontrei uma crítica literária que pareceu-me interessante, foi publicado originariamente na revista Cult em 2001 e retirei esta parte que nos basta por aqui:

Tais afirmações, tomadas ao pé da letra, são redutoras, e Waly sabia disso. Seu propósito foi questionar, valendo-se do exagero, a dissociação acadêmica entre poesia e vida, o desconhecimento do biográfico a pretexto de examinar a literatura em sua autonomia. 
Algo semelhante ao que, para tomar um exemplo de maior envergadura, o surrealista português Mário Cesariny fez em O Virgem Negra - Fernando Pessoa explicado às Criancinhas Naturais e Estrangeiras por M. C. V. (Assírio & Alvim, 1996) tripudiando sobre sua memória para mostrar que poesia é feita por gente de carne e osso, e não uma escritura em abstrato, um fenômeno exclusivamente da linguagem. 
O próprio Waly, no depoimento aqui citado, comentava um poema seu, Novelha cozinha poética, questionado por exibir anti-semitismo e mau-gosto (Por Manuel da Costa Pinto no jornal Folha de S. Paulo, Caderno Mais!, 02/07/2000, e por Suzana Scramin na edição aqui citada de Babel, ambas as vezes no contexto, esclareça-se, de observações favoráveis ao livro do qual faz parte, Tarifa de Embarque). Esclarece que o fez pegando um tipo de poeta que é totalmente biônico, fabricado nos departamentos de letras das universidades, absolutamente despido de qualquer experiência e se vangloriando disso. Meras estações repetidoras de esquemas, de professores, de departamentos de Letras. A referência à fatia de Teodor Adorno, à posta de Paul Celan e à limpeza dos laivos de forno crematório seria uma sátira aos que reproduzem idéias e estilo desses e de outros autores, sem terem passado, nem de longe, pelas mesmas experiências. 
Algo correlato ao que Roberto Piva diz neste poema: Dante/ conhecia a gíria/ da Malavita/ senão/ como poderia escrever/ sobre Vanni Fucci?/ Quando nossos/ poetas/ vão cair na vida?/ Deixar de ser broxas/ pra serem bruxos? (o poema está em Ciclones, republicado em Estranhos sinais de Saturno, Globo, 2008)


quarta-feira, 4 de abril de 2012

RECEITA DE BROA DE FUBÁ ou BOLO DE MILHO


A receita de hoje que foi ao ar nas ondas da Rádiocom 104,5Fm aqui em Pelotas, fiz ontem pra uma turma de colegas em uma disciplina para pós na Faculdade de Educação. Nossos encontros são inspirados e permeados pela leitura do livro: Uma história de leitura de Alberto Manguel, escritor argentino e um leitor fervoroso, que traz muitas referências de leitura e leitores nesse livro. O encontro de ontem foi no Ateliê de Cerâmica do Iad, espaço de criação e aulas do professor Paulo Damé, que gentilmente nos cedeu o espaço que nos acolheu maravilhosamente. Nossas leituras seguiram em torno do fogão: Fernando Pessoa, Eduardo Galeano, Marcel Proust e Bartolomeu Campos Queirós, chegaram aos nossos ouvidos  e o cheiro da broa invadiu o ambiente. Os olhos foram vendados com meias de seda e a degustação seguiu às cegas. A experiência foi no primeiro momento, silenciosa e depois, cheia de sabor e palavras. Um café foi passado na hora pra acompanhar o bolo de milho já com os olhos bem abertos! Foi uma delícia de encontro e a receita então, segue pra todos prepararem em suas casas e por que não, num outro momento de leitura com amigos e família? 

RECEITA DE BROA DE FUBÁ ou BOLO DE MILHO

Ingredientes
3 ovos
3/4 xícara de óleo de milho
1 e ½  de xícara de açúcar
1 xícara de farinha de trigo
2 xícaras de fubá de milho média
2 xícaras de leite
5 colheres de sopa de coco ralado
1 colher de sopa de erva-doce
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó

Fácil de fazer:
Unte um tabuleiro ou um refratário e pré-aqueça o forno em fogo baixo.
Misture os quatro primeiro ingredientes; ovos, açúcar e óleo, misture bem.
Coloque os ingredientes restantes e misture até ficar uma massa mole.
Despeje no tabuleiro ou refratário e asse por trinta, quarenta minutos em fogo médio ou até dourar!
Acompanha bem um cafezinho passado na hora no fim da tarde. 

Pode-se utilizar o papel manteiga no refratário para facilitar! É só medir o tamanho e cortar com uma tesoura.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Flores campestres numa tarde de outono



Hoje meu canto de leitura na casa ganhou ares campestres. Um ramalhete de flores em tons de rosa que comprei na feira. O senhorzinho que me vendeu falou que são as flores da páscoa, chamadas Cósmias. Na hora me veio cósmica, depois, cosmos, enfim, gostei do colorido, da leveza, do perfume fresco que a Cósmia possui e as trouxe comigo. Dividi o ramalhete. Ofereci aos amigos da Maria Bonita, uma casa amarela com um sofá retrô em couro verde, supercharmoso, que me recebeu pela manhã para uma entrevista sobre meu livro de Memória Culinária. O sol iluminou e aqueceu nossa conversa nos degraus da escada.






Mas, meu ramalhete de flores do campo cósmicas, deu-me certa nostalgia e me trouxe uma canção mineira dos anos oitenta (ou será 70?) deliciosa de ouvir:
Sem querer fui me lembrar de uma rua e seus ramalhetes, o amor anotado em bilhetes, daquelas tardes... no muro do sacré couer, de uniforme e olhar de rapina, nossos bailes no clube da esquina quanta saudade...

Ai, ai, flores, amores, cores, inspiração e saudade. As vezes ela aperta que só mesmo um dia de sol numa manhã de outono pra nos fazer sorrir. 
A tarde segue bonita com céu azul e pássaros cantando lá fora. 










A foto que tirei agora no meio da tarde, traz o meu cantinho de leitura. Sobre a poltrona comprada num bric a colcha de crochê cor-de-rosa foi tecida pela minha avó Juracy e lembro-me dela cobrindo sua cama, havia um fundo em tom de cinza, se a minha memória não falha. A jarra improvisada para as florzinhas do cosmos tem carinha de coisa de vó, mas, não foi uma herança, comprei numa loja no centro da cidade por precinho bem camarada.
Ah, Pelotas, se tu tivesses tantos dias iguais a esses, seria mais colorida (e menos dolorida) a minha saudade...


quinta-feira, 29 de março de 2012

BOLO DE BANANA

Os bolinhos CoisdiVó tem feito sucesso no Piquenique Cultural. São bolinhos doces feitos com ingredientes bem selecionados, legumes e frutas orgânicas, compradas nas feiras de produtores da região das colônias, os ovos caipiras e muito capricho e carinho na preparação das receitas. Uma dessas receitas, está no livro: Memória Culinária: Coisa de Vó, é uma das imagens de receitas soltas do caderno da vovó Juracy. Bolo de Banana amassada. Essa receita já foi comigo em programas de televisão em BH, durante a busca de patrocínio para o livro, quando passamos na lei de incentivo estadual no ano de 2006. É mesmo uma delícia nutritiva e fácil de fazer. No domingo que passou, participamos do Piquenique Cultural com vários bolinhos e quiches, lanchinhos para o pessoal se juntar em torno de uma toalha sobre a grama e curtir o dia, que teve lindo! A receita do bolo de banana foi ao ar na ondas da Rádiocom. Anote aí:


BOLO DE BANANA AMASSADA

Ingredientes
1 ovo
1 xícara de açúcar
1 xícara de banana caturra amassada
2 xícaras de farinha de trigo
4 colherinhas de fermento em pó
1 colher bem cheia de manteiga ou margarina
1 pitada de sal
Canela em pó a gosto

Modo de fazer
Aqueça o forno.
Misture a gema, o açúcar, a manteiga e faça uma farofa.
Acrescente a banana e a farinha e vá mexendo bem.
Coloque o fermento em pó, a pitada de sal e misture.
Bata a clara em neve e acrescente misturando levemente a massa.
Coloque em forma para bolo inglês untada com manteiga e leve
ao forno por mais ou menos 30 minutos.

Sirva com um chá quentinho ou acompanhe o mate no fim da tarde. Até!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Janta com os amigos - Massa com legumes


Essa receita, que foi ao ar hoje nas ondas da Rádiocom Satolep, preparamos na casa de uma amiga fofa daqui de Pelotas em uma reunião pra conversar sobre o Piquenique Cultural. Facílima de preparar, o que dá mais trabalho aqui é picar os ingredientes. E tive ajudantes ótimos! Saí pra buscar o maridão na faculdade e quando voltei, já estava tudo picadinho! A receita é muito saborosa, além de nutritiva e rende bastante, dez pessoas comeram! Vale a pena preparar e se a turma aí na sua casa for menor, é só dividir os ingredientes da receita.

Massa com legumes

Você vai precisar de:


2 tomates tipo gaúcho (em Minas, tomate maçã)


1 Brócolis grande


2 Cenouras médias


1 Cebola grande


1 pedaço médio de bacon +ou- 10cm


1 pacote de massa caseira


Óleo de canola, tempero de alho e sal, shoyu e azeite a vontade.


Coloque a água para ferver com um pouco de sal enquanto pica os  ingredientes. Tomates, cebola e bacon em cubos, as cenouras em tiras, o brócolis em pedaços, pequenos buquês. Comece dourando o bacon e as cebolas no óleo e um pouco de tempero alho e sal, em seguida, acrescente o tomate e as cenouras. Por último, dê uma fervura rápida no brócolis, em água com sal, só pra ele dar uma leve cozida e não desmanchar.
Coloque a massa caseira na água e aguarde o cozimento até ficar "ao dente". Não foi preciso escorrer a massa, fui retirando com uma concha e colocando na panela dos legumes, misturando levemente. Regue generosamente com azeite e tempere mais a seu gosto e se quiser, coloque shoyu(molho de soja).


Bom apetite!!!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Antepasto de Berinjela

Antepasto de Berinjela

Ontem na feira de produtores da Bento, me chamou a atenção a fartura de berinjelas e por isso, a receita que vai ao ar hoje na Rádiocom 104,5Fm de Pelotas, é preparada com elas. Amo essa receita e preparo quase toda semana em casa.Gosto de comer com pão sírio ou com qualquer outro pãozinho que tiver!
Você vai precisar de:

Uma berinjela grande ou duas médias
Uma cebola grande que pode ser roxa ou não
Um pimentão vermelho pequeno, um verde e um amarelo
Dois dentes de alho
Azeitonas verdes picadas
Uva passas a gosto
Azeite
Sal
Uma pitada de açúcar

Modo de preparo:

Pique todos os legumes em cubinhos e deixe a berinjela de molho em
água com um pouco de sal. Troque a água mais uma vez.
Em uma panela, doure as cebolas em uma colher de sopa de azeite.
Coloque o alho, um pouco de sal até que fiquem quase transparentes. Coloque a
berinjela sem a água e siga mexendo em fogo baixo. Tampe a panela e deixe cozinhar
por alguns minutinhos, 2 ou 3. Acrescente o pimentão e mexa. Torne a
abafar com a tampa da panela. Coloque as azeitonas picadas e a uva passa.
Prove para saber se o tempero está de seu agrado e acrescente aquela pitadinha de açúcar.
Minha avó Juracy que ontem, completaria 96 anos se estivesse viva, me ensinou a colocar uma pitada de açúcar em todo prato salgado e vice versa, faz realçar o sabor.
Deixe esfriar e coloque em vasilha de vidro ou porcelana e regue com um bom azeite.
Pode servir de acompanhamento também de saladas verdes

e o que mais você quiser. Ah, essa imagem é das compras que fiz na feira dias atrás, as ervas estavam tão frescas e esse tomate amarelinho tipo pera mereciam uma foto, salta aos olhos e quase se pode sentir o cheiro daí, não?
Um grande abraço a todos!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Arroz com açafrão, camarão e gergelim


Iniciando minha singela colaboração semanal na Rádiocom 104,5FM, aqui em Pelotas, Rio Grande do Sul. As receitas culinárias que entravam no programa nativista da manhã com o Rádiocompanheiro José Luiz as terças e quintas eram gravadas e este ano, vou" fazer ao vivo" sempre as quartas-feiras por volta das oito da manhã. Com essa mudança, será ainda mais gostoso levar dicas e receitinhas para as/os ouvintes. É sempre um prazer partilhar um boa prosa ao vivo na Rádiocom, inda mais com o Zé Luiz e falando de comida!
Hoje a receita que foi ao ar é para dar mais sabor e cor ao arroz nosso de todo dia e também para aproveitar a boa safra de camarões e o bom preço desse crustáceo que encontramos com fartura nesta época do ano, na colônia Z-3 e Praia do Laranjal.
Para nos inspirar a colorir, me lembrei de um texto literário muito bonito, trecho de um livro que gosto bastante: O livro de Zenóbia, de Maria Esther Maciel. Zenóbia é uma personagem que gosta das coisas simples, tem desejos curiosos e sonhos também. Traz na memória as brevidades, roscas de trança, bolos de cenoura, herança da avó. Zenóbia também gosta de receitas, temperos, flores e listas. Já citei este livro aqui no blog outras vezes, meu encantamento perdura. Cá está o pequeno trecho:


Zenóbia sabe que o lugar de nosso nascimento estará conosco até o fim. Por isso ela carrega na pele a cor de sua terra e sempre que experimenta uma fruta amarela, a memória lhe traz o gosto da manga e da laranja que lhe deixou a infância. Ou o fulgor cromático do açafrão moído e das espigas de milho perdidas no horizonte. Nas cores de seu ontem, ela sempre se encontra com as coisas que ama.

O arroz com açafrão, camarão e gergelim é muito simples de fazer:

Você vai precisar de:

1 xícara de chá de arroz branco
1 xícara de chá de camarão médio limpo e temperado com sal e limão
2 xícaras e meia de chá de água fervente
1 colher de sopa de açafrão em pó
1 colher de sopa de gergelim
1 colher de sopa de óleo de canola 
1 colher de sopa de tempero tipo alho e sal

Modo de preparo:

Refogue  o óleo com o tempero em fogo baixo, coloque o arroz, o camarão e o açafrão. Misture um pouco e em seguida acrescente a água fervente. Mexa mais uma vez e prove se está bom de tempero. Tampe a panela, mantenha em fogo baixo e deixe cozinhar. Acompanhe o cozimento, olhando de vez em quando e acrescente mais água quente se for necessário. Ao final, salpique a colher de gergelim por cima do arroz e sirva acompanhando um peixe grelhado e uma boa salada de folhas e legumes crus!
Bom apetite!

P.S: pode-se usar também o arroz integral, basta colocar mais água.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Piquenique Cultural 2012


Passado o carnaval, dizem por aí que é quando o ano começa. O meu começou em janeiro mesmo e lindo! Maravilhosas vibrações musicais e rodeada de boas energias o que me fez acreditar ainda mais nas boas coisas que vem por aí em 2012. Aqui pelas bandas do sul, o calor abrandou um pouco e nesse instante uma brisa suave entra pela varanda. Nos últimos dois dias estive a cozinhar para o Piquenique Cultural de amanhã. O primeiro do ano! Preparei  as gostosuras CoisdiVó e cá estou pra contar um pouco do que fiz. Arrisquei receitas novas; um bolo gelado de limão, uma torta de banana _que é um bolo com banana em calda de açúcar, ficou divino_ e uma receita do meu cadernin antigo chamada: Nega Maluca - um bolo de chocolate que troca óleo por azeite e não leva leite. Ainda vou preparar e assar amanhã, dois quiches: o "clássico"de couve que a turma adora e o quiche Lorraine, receita tradicionalmente francesa que mudamos um ingrediente aqui e acolá e o fazemos à nossa moda, digo, ao nosso paladar. Leva bacon, queijos variados e especiarias.
E tem mais novidade culinária no espaço CoisdiVó do Piquenique Cultural. Na verdade é um novo que é antigo e faz parte da minha memória de infância e de muita gente. É o xup-xup, ou como se fala aqui: sacolé. Sim, aqueles saquinhos de suco congelado que a gente adorava quando era criança e chupava aos montes nas tardes quentes. Lembro de três cores: laranja, roxo e vermelho. Eles eram feitos com suco de pozinho e na minha época( tô mesmo ficando velha...) esse pacotinho pequenino, chamava-se: Ki-suco. Nem sei se isso ainda existe mas, lembro perfeitamente dessa embalagem aí. 
Sou capaz de visualizar a calçada onde brincava de amarelinha com meus primos no interior de Minas, em Divinópolis. A gente vibrava quando podia comprar xup-xup, nem sempre as mães deixavam e a gente obedecia. As vezes, a gente mesmo fazia; ia na padaria comprava o pozinho e os saquinhos e preparava aquele tantão! Ah, como era bom! Difícil era esperar gelar...


Mas o sacolé ou xup-xup que preparamos para o Piquenique Cultural de amanhã é feito com fruta de verdade, nada de conservantes ou corantes. Suco de limão galego, suco de uvas daqui do sul(ma-ra-vi-lha). E dois de leite: de coco e de doce de leite. Olha só o xup-xup de coco aí antes de ir pro congelador! Hummm....
É pra gente virar criança de novo, tirar do baú as memórias de infância e aproveitar o piquenique! Piquenique é resgatar uma tradição quase esquecida misturando as artes, reunindo pessoas, relembrando boas coisas e CoisdiVó também é! 
Então, quem é de Pelotas está convidado a participar de mais esse encontro delicioso, amanhã, na Praça Antônio Záttera  a partir das 15:00. 

E quem é de outra cidade, quem sabe se inspira e leva a família e os amigos pra uma praça e juntos fazem um saboroso piquenique? É alegria na certa!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma pitada de Drummond


A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. 
Carlos Drummond de Andrade

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...