quarta-feira, 21 de novembro de 2012

BOLO DA MINEIRA

No Nativismo sem Fronteiras de hoje, no momento da receitinha culinária na RádioCom tivemos a presença mineiríssima de Rosaly Senra, minha amiga nascida em Congonhas e autora de três livros; um infantil lançando em 2011 chamado "Otto", o "Em busca de cerejas", um relato de viagens do caminho de Santiago de Compostela, onde ela conta dos 800 quilômetros e as histórias dessa caminhada e o livro "Quitandas de Minas", que será lançado, já a segunda edição, nesse próximo dia 25, domingo, aqui em Pelotas, no Piquenique Cultural.
Foi no lançamento da primeira edição do Quintadas de Minas que conheci Rosaly e não nos desgrudamos mais, muitas afinidades em torno da comida, da literatura e das tradições familiares em torno da culinária. Já falei dela outras vezes aqui, mas vale relembrar:
Rosaly Senra é jornalista, escritora e radialista, comanda o programa Universo Literário diariamente na Rádio UFMG, onde ela entrevista vários escritores e divulga livros do Brasil inteiro. Rosaly está em férias e veio nos visitar e conhecer a cidade de Pelotas. Um prazer e uma alegria pra nós tê-la conosco. Com sua visita por aqui e seu livro "Quitandas de Minas" segunda edição, a receitinha  que foi ao ar hoje na RádioCom é uma das mais de 200 receitas dele. Anote aí:

Bolo da Mineira

Ingredientes:

4 xícaras de farinha de trigo integral
3 xícaras de rapadura raspada ou açúcar mascavo
1/2 xícara de castanha-do-pará
1 xícara de passas
1 colher de chá de bicabornato de sódio
1 colher de sopa de fermento em pó
3 laranjas inteiras (tirar a casca e as sementes)
3 ovos inteiros
1 xícara de margarina
2 colheres de sopa de óleo

Modo de preparo:
Misturar numa vasilha a farinha de trigo - peneirada com o bicarbonato e o fermento - o açúcar mascavo, a castanha-do-pará e as passas. No liquidificador, bater as laranjas picadas, os ovos, a margarina e o óleo. juntar os ingredientes do liquidificador aos da vasilha. Misturar bem, batendo um pouco. Colocar em forma untada e polvilhada com farinha de trigo e levar para assar em forno quente por aproximadamente 30 minutos.

 Trem bão dimais da conta, sô!! né, não? beijus, beijus, até uma próxima receita!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

LOMBO DE PORCO RECHEADO

Esta é a receitinha que foi ao ar hoje nas ondas da RádioCom 104,5FM de Pelotas:

LOMBO DE PORCO RECHEADO

Você vai precisar de:

1 lombo de porco temperado de véspera
4 pêssegos maduros picados em cubos sem a casca
2 maçãs vermelhas picadas em cubos sem a casca
6 ameixas pretas sem caroço picadas
Para o molho:
meio quilo de morangos
1 mamão tipo papaya sem casca e sementes
meia xícara de chá de açúcar mascavo
3 colheres de chá de suco de limão
1 limão ralado

Modo de preparo:

Abra o lombo de porco com uma boca faca, como um rocambole. Junte as frutas picadas, recheando  a carne  e salpique um pouquinho de sal, enrole a carne e feche com palitos. Numa fôrma coloque o lombo embrulhado em papel alumínio para assar por uma hora em fogo médio.
Prepare o molho: lave bem as frutas, descasque o mamão e rale a casca do limão. Bata no liquidificador os morangos, o mamão, o suco de limão e o açúcar mascavo, leve ao fogo até levantar fervura. junte as cascas de limão raladas e reserve até servir.
Depois de uma hora, retire o papel aluminio e deixe o lombo dourar, vire mais uma vez para dourar dos dois lados.
Acompanhe o lombo com o molho de frutas, uma boa farofa e bom apetite!!

P.S: As fotos ao lado são de pêssegos que comprei hoje na feira, olha que maravilha!!!


 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Doce de batata doce ao forno


Dizem que o melhor doce é o doce de batata doce. Aqui no sul é muito comum na mesa gaúcha o consumo de batata doce. Nas feiras e mercadinhos, já encontramos as batatas cozidas com casca. Lembro de um doce que AMO e, era da Cica, aquela antiga marca do elefantinho verde e que tinha sua sede por aqui, o doce  vinha em lata: Marrom Glacê. Nossa mãe... chego a sentir o gosto dessa delícia na boca, minha avó Juracy amava marrom glacê. A lata redonda, o doce numa cor amarela mais pro laranja, um brilho bonito e um cheiro...hummm... de dar água na boca! Comíamos as fatias em triângulos, as primeiras, mais grossas, depois, mais finas e no finzinho, aquelas quase transparentes, que eu gostava de ver do outro lado e sentir o doce dobrando na ponta dos dedos, bem molinho, até levar à boca lentamente. Não é à toa que eu sempre fui cheinha, nossos hábitos alimentares não eram dos mais saudáveis, incluíam biscoitos e bolos doces no café, creme de abacate de sobremesa, o marrom glacê, balas coloridas e azedinhas da Lauca, chocolates e bombons _ vovó adorava o batom da Garoto_  a coxinha de camarão com catupiry da DoceDocê... nham, nham, nham... que delícia tudo isso, tinham muito sabor. Sabor da minha infância. E agora vem assim, nessa embalagem plástica... O sabor, parece bem próximo ao da minha meninice. 
 
Dias desses comprei umas batatas doces. Roxas! Que só de olhar aquela cor intensa e vibrante, já me alimentei. Vibro com as cores dos alimentos, por isso gosto tanto de ir às feiras. Lembrei agora das fotos da Camila Hein, ela tem um olhar superespecial. Comemos primeiro com os olhos, disso, não tenho dúvida!
O doce que eu julgava ser de batata doce, de nome marrom glacê, o original, é feito de castanhas. Olha ela aí: tipo portuguesa e são caríssimas, os marrons - as castanhas cozidas inteiras em calda de açúcar, na doçaria tradicional francesa sempre foi e continua sendo, mas, no Brasil, é feito com batata doce! Barbaridade, tchê! 
Sobre a batata doce, ela é altamente nutritiva, contém minerais: magnésio e potássio, vitaminas A, C, e B6, além de conter bastante fibra! 
A receita de hoje leva outro ingrediente também muito conhecido daqui; a nata.
Nos supermercados de Minas Gerais, não encontramos uma prateleira com variações de potes de nata como aqui. Então, pra quem não é do sul do país, pode-se preparar essa sobremesa com creme de leite fresco, ou, se não o encontrar, pode ser o de caixinha, mas, nem se compara à diferença de sabor!

Anote aí a receitinha de hoje, que foi ao ar nas ondas da Rádiocom:

 
Doce de batata doce ao forno

 
Meio quilo de batatas doces cozidas – abuse das cores

1 pote de nata

3 colheres de sopa de açúcar mascavo para salpicar

Modo de preparo:

Mais simplres que isso, não há!

Batatas cozidas e firmes; retire as cascas, corte em cubinhos, distribua sobre um refratário de vidro ou louça que leve ao forno; coloque às colheredas a nata por cima das batatas, salpique o açúcar mascavo delicadamente sobre a nata e leve ao forno por 30 minutos ou até dourar.

Sirva em pratos ou potinhos coloridos.


Bom apetite!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pavê de morango, chocolate e bolo

Então, sabe aquele bolo que você comprou na padaria, mas, estava muito seco, meio sem sabor, insosso? Daí que em casa cortaram umas fatias e mais ninguém comeu? Não desperdice nada! Você pode preparar um pavê delicioso com morangos e chocolate. Aqui no sul se diz torta também pra esse tipo de sobremesa, mas, em Minas é pavê, esse doce em camadas, em geral levam ovos, leite, creme de leite e leite condensado e biscoitos; maria ou champagne, na nossa receita de hoje, um bolo de qualquer sabor será uma das camadas. Aproveite a boa  safra de morangos! Anote aí:

Pavê de morangos, chocolate e bolo

Ingredientes:

meio quilo de morangos lavados e fatiados
meio litro de leite integral
6 colheres de sopa de cacau em pó
3 colheres de sopa de amido de milho
1 cálice de rum
o bolo(pode ser aquele com furo, pode ser tipo inglês)


Modo de preparo:

Escolha um refratário de vidro e disponha os morangos em todo fundo.  Prepare um creme com o leite, o amido e o cacau em pó; Misture com o leite ainda frio e leve ao fogo médio e mexa sem parar até engrossar. Deixe esfriar. Esfarele o bolo e cubra os morangos com ele. Ao creme já pronto, acrescente o cálice de rum e despeje levemente o creme de cacau sobre o bolo. Leve para gelar por no mínimo seis horas antes de servir.
P.S: fica mais gostoso quando feito no dia anterior.

Variações:
Troque as frutas, use pêssegos em calda. Se tiver na despensa algumas castanhas ou nozes picadas, coloque sobre o bolo esfarelado, fica especial!

 

 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Penne com cogumelos e tomate seco

Dias atrás no feriado farroupilha do dia 20 de setembro, eu e Dani fomos para Porto Alegre. O Mercado Público Municipal de lá é tão grande e tão bonito, o segundo piso tem lojas variadas e restaurantes e um piso com ladrilho hidráulico que é um show à parte! Fui às compras para preparar um almoço caprichado e sem carne vermelha, porque tínhamos ido a dois churrascos na semana anterior e, não somos vegetarianos, mas, gostamos de equilibrar e diminuir o consumo de carne no dia-a-dia. procurei pelos peixes, fiz uma pesquisa rodando as peixarias de lá e já tinha escolhido o peixe anjo que combina bem com batatas ao forno. Antes de comprar o peixe, fui escolher os legumes e outros temperinhos... Bom, aí foi uma festa! É tanta variedade... encontrei jabuticabas enormes, maxixe, tomatinhos de todos os tipos, ervas frescas, broto de bambu, pimentas e as carnes secas, linguiças finas, bacalhau... tudo me lembrando muito o mercado municipal de Belo Horizonte, minha cidade natal, todas aquelas cores e cheiros, ai, ai... ê Minas!!! ô saudade... Bom, pra encurtar a história e partir pra receitinha de hoje, saí de lá com quatro sacolas cheinhas de produtos e comida pra mais de dez almoços, já que aqui em casa somos, por enquanto, só nós dois...rsrs... E com esses ingredientes, fui preparando receitinhas, algumas delas, irão pra Rádiocom sempre às quartas as 8 da manhã e postarei aqui. A receita de hoje é um:

PENNE COM COGUMELOS E TOMATE SECO

Você vai precisar de:

50 gramas de funghi (shitake desidratado)
100 gramas de tomate seco
100 gramas de cogumelos em conserva
1 cebola de cabeça pequena
azeite para refogar
1/2 pacote de massa tipo Penne
água do cozimento para o molho
Sal

Modo de preparo:

Começe por colocar água em uma panela para cozinhar a massa. Em uma panela menor, coloque água e o funghi e deixe em fogo baixo para hidratar por alguns minutos. Escorra e espere esfriar. Pique os outros ingredientes e o cogumelo hidratado já frio. Doure a cebola no azeite, mais ou menos três colheres de sopa e vá colocando o restante, tomates e cogumelos e um pouco de sal. Misture levemente, deslique o fogo, tampe a panela, deixe apurar o sabor. A água para o macarrão já deve estar fervendo e é hora de colocar o meio pacote para cozinhar. Cinco minutos depois, ou, quando a massa já estiver "al dente", desligue o fogo e use duas conchas da água do cozimento para acrescentar aos ingredientes na outra panela, preparando o molho. Escorra o restante de água e junte a massa e o molho em uma travessa para servir.
Coloque queijo parmesão ralado grosso e bom apetite!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

PASCUALINA DE ESPINAFRE E OVOS COZIDOS


A receita que vai ao ar nas ondas da Rádiocom, vem do nosso país vizinho, aqui bem próximo à Pelotas, nuestro hermano, o Uruguai. Minha singela homenagem  à tradição uruguaia e sugestão pra hoje é a torta Pascualina. Uma torta com recheio que se diferencia por sua quantidade e altura, é bem caprichada!

A pascualina uruguaia nos faz lembrar os nossos pastelões de forno. Tortas de frango com ervilha, presunto, queijo e tomate,  milho com cenoura e passas e por aí vai. O recheio é a sua escolha e o seu momento de diversão, misturar as cores e os sabores que vão dentro de uma massa bem fina. A farinha de trigo do Uruguai é especial. O país produziu no ano passado nada menos que 1 milhão e 90 mil toneladas de trigo, o maior dos últimos tempos.  As padarias são uma verdadeira tentação, encantam pela variedade de guloseimas e massas recheadas. Sem falar no alfajor...esse, pura brincadeira de criança, doce de leite e chocolate! hummm...  Além de seus croissants de queijo e presunto também as cervejas, a carne assada na lenha em fogo alto, a churrasqueira levemente tombada e o molho picante chimichurri que leva orégano, alho e cebola desidratados, pimenta calabresa misturados em azeite e, muita batata frita!! As pizzas quadradas servidas no prato, que se você não lembrar de pedir, vem sem queijo, só massa e molho de tomate. Tem que pedir com mozzarela!!! O chivito que é um sanduíche feito com bife de boi, presunto, ovo, verduras e o que mais você quiser e sempre, acompanha batatas fritas. Pode ser simples só de pão e carne também.  Ufa!!! Muita massa, carne e fritura! O que acontece é que se não se cuidar o peso extra vem certo! Quase me esqueço dos vinhos e do gostoso mezzo a mezzo, mistura de vinho branco e champagne - isso se a minha memória não falha.

 PASCUALINA DE ESPINAFRE E OVOS COZIDOS

 Para a massa você vai precisar de:

½ quilo de farinha de trigo

1 ovo

1/3 de xícara de azeite

1/3 de xícara de leite

1/3 de xícara de água

Uma colher de chá de sal

Pimenta branca a gosto

Prepare a massa começando pelo ovo com a farinha e vá colocando os líquidos aos poucos e misturando bem até ficar uma massa fina e homogênea. Divida essa massa em duas partes, deixe descansar e prepare o recheio.

Para o recheio:

1 maço de espinafre

2 cebolas médias picadas

3 dentes de alho

Azeite para refogar

2 ovos batidos

3 ovos cozidos

Pique as cebolas, os dentes de alho e o espinafre. Refogue com azeite e tempere com sal a seu gosto. Deslique o fogo e espere esfriar. Enquanto isso, abra a massa e em um refratário redondo untado e enfarinhado, cubra com uma parte de massa bem fina.

 
Depois do refogado de espinafre já frio, acrescente os dois ovos batidos. Coloque essa mistura aos poucos sobre a massa aberta no refratário. Corte os três ovos cozidos ao meio e disponha essas metades sobre o recheio como se fosse um pedaço de ovo para cada parte da torta.  Cubra com a outra parte da massa e decore se desejar com pequenos recortes de massa restante. Para dourar a torta, use uma gema de ovo batida com açúcar e um pouco água. Asse em forno médio pro trinta a quarenta minutos.
Rendimento: seis fatias

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Receita de Bem Viver - BOM DIA!

Hoje a receita que levei ao ar na ondas da RádioCom é uma receita poética, de bem viver e bem sentir. Na minha casa, ela fica pendurada na cozinha e é uma receitinha importante pra vida da gente ser diariamente mais saborosa. Diz assim:


RECEITA DE BEM VIVER


Ingredientes:

1 quilo de amor
1 dúzia de felicidade
3 xícaras de afeto
500 gramas de tolerância
200 gramas de compaixão
100 ml de carinho
1 pitada de sensibilidade

Misture tudo, deixe dobrar de tamanho e reserve.

Recheio:

1 xícara de alegria
200 ml de humor
1 colher bem cheia de ternura
100 gramas de delicadeza

Misture bem devagar e reserve.

Cobertura:

1 dúzia de sorrisos
1 pitada de luz

Coloque em fôrma untada com sonhos, recheie e ponha a cobertura. Asse no forno da vida a 380 graus por uma eternidade, de preferência, e pronto. Saboreie bem devagar e viva gostosamente Feliz.

Bom dia!

P.S.: este texto é da Aurora Boreal, de Belo Horizonte, Minas Gerais

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Bolo de milho

Receita de hoje pra acompanhar um cafezinho no fim da tarde, ou um mate, o chimarrão cá do sul.

Bolo de Milho

Você vai precisar de:

Ingredientes
3 ovos
3/4 xícara de óleo de milho ou de soja ou canola
1 e ½ de xícara de açúcar
2 xícaras de leite
2 colheres de sopa de coco ralado
2 colheres de sopa de queijo ralado
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de fubá de milho média
1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó
1 colher de sopa de erva-doce
Fácil de fazer:
Unte um tabuleiro ou um refratário e pré-aqueça o forno em fogo baixo.
Bata no liquidificador os ingredientes nessa sequência; por último a erva-doce.
A massa fica mole. Asse por trinta a quarenta minutos, dependendo do forno. É sempre bom acompanhar pra não queimar. Depois de 30 minutos, enfie um palito, se sair seco, está no ponto de desligar e mantenha a porta do forno aberta, deixe a forma lá dentro até esfriar por inteiro, pra não murchar.


Esta foto tirei em uma aula no mês de abril desse ano, quando preparei um bolo de milho e o mate foram os colegas gaúchos que prepararam. Mistura boa essa! Mas, ainda prefiro o cafezim!
Detalhe: toalha de mesa bordada pelas mãos de minha mãe.

Bom apetite!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

minha singela homenagem às vovós no dia de hoje, 26 de julho.


Lembro daquelas mãos recheando com pedaços de banana madura os discos de massa, salpicando canela, apertando com um garfo as bordas dos pastéis. A bancada toda enfarinhada, “que é pra não grudar”, dizia ela. A bancada de fórmica que imitava mármore no armário de portas azuis e duas portinholas de vidro, onde guardávamos as xícaras.  Ao rememorar pastéis de banana com canela chego ao lugar deste fazer, a cozinha de nossa casa, uma da minha infância.  Apenas observar era o que eu fazia. Observando eu aprendia, apreendia. Eis o sabor da memória:

Pastéis de banana com canela

Discos de pastel massa redonda

Bananas maduras descascadas

Salpicos de canela sobre as bananas

Feche cuidadosamente com um bom garfo. Aqueça a panela com boa quantidade de óleo. Frite com parcimônia, óleo quente!  Distribua sobre papel toalha branco e depois passe na mescla de açúcar, sal e canela.

Uma colcha com desenhos de morangos cobre a mesa de madeira, descansos de travessas feitos com tampinha de garrafa e lã colorida, já meio surrados, “do dia-a-dia”, esperam pelo calor e o sabor dos pastéis, e as crianças também.  Saudades eternas de minhas avós...


quarta-feira, 25 de julho de 2012

CREME DE INHAME COM ALHO PORÓ

Hoje, a receita que foi nas ondas da RádioCom 104,5FM, é um creme de inhame, ainda para aproveitarmos o inverno e nos aquecermos, pode ser feita agora no almoço ou no final do dia, quando o frio parece aumentar. É muito simples e saborosa. Anote aí a receita e depois entenda um pouco mais sobre o inhame e suas propriedades nutritivas.

CREME DE INHAME COM ALHO PORÓ

Para cada cinco inhames, um alho-poró inteiro e uma colher de chá de sal. Cozinhe primeiro os inhames, descascados, e só ponha o alho-poró, cortadinho, nos últimos cinco minutos. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador com a água do cozimento. Torne a refogar esse creme com um fio de azeite e seu tempero favorito. Sirva com cebolinha e salsinha picadinhas frescas por cima.
Bom apetite!

Esta raiz é boa para o sangue, ajuda no combate de algumas doenças e ainda é altamente energética.

O inhame é um tubérculo, “parente” da batata e do aipim(mandioca), sendo rico em carboidratos e pobre em gorduras, o que o faz ser recomendado para pessoas com grandes gastos de energia diária, como os atletas. Esta raiz também tem propriedades depurativas, ajudando na “limpeza” do sangue e fortalecendo o sistema imunológico.

O inhame possui grande quantidade de sais minerais como cálcio, fósforo e ferro, além de vitaminas do complexo B, principalmente B1 (tiamina) e B5 (niacina). Também é rico em amido e beta-caroteno. Com todos estes nutrientes, além do sangue, faz bem também para os ossos e dentes, evita problemas da pele,do aparelho digestivo e do sistema nervoso.
Variedades de inhame. Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O inhame também é recomendado na prevenção de doenças muito comuns no Brasil, principalmente em áreas rurais e sem saneamento básico, como malária, febre amarela e dengue. Ajuda ainda no tratamento de mulheres com problemas de fertilidade.

Existem vários tipos de inhames, entre os quais se destacam: o inhame-branco, o inhame-bravo, o inhame-cigarra, o inhame-da-China (também chamado de inhame-cará) e o inhame-taioba. O inhame é confundido às vezes com o cará, mas os dois são tubérculos distintos. A única recomendação, é que como a raiz é rica em carboidratos, deve ser consumida com moderação para pessoas em regime de perda de peso. Imagem: Marcos Santos/UspImagens.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Filé ao Vinho do Porto e Cebolas Douradas


Esta receita saiu de um livro que outras vezes já citei aqui: Cartas culinárias - papel manteiga para embrulhar segredos. O título por si só já me seduz. Amo livros de cartas e sou adepta de papel manteiga na cozinha, ajuda um monte! Quando encontrei esse pequeno em uma livraria, há seis anos, pesquisava edições que mesclavam gastronomia e literatura e foi uma surpresa, puro deleite. Uma vontade de arrumar logo uma boa poltrona e me deixar levar pela leitura. Ele é mágico, passeamos pelas cartas salgadas e doces de Antônia endereçadas à sua  bisavó Ana. Nelas, Antônia _esse nome me encanta_ conta de sua aventura ao aceitar ser ajudante de cozinha de uma chef durona e cheia de mistérios. A escrita fantástica nos remete a outro livro: Como água para chocolate, de Laura Esquivel, Cristiane Lisboa dedica o pequeno Cartas culinárias à Tita, personagem principal de Como água: Para Tita, que chora água de chocolate quando pica cebolas. 
Na Oficina Culinária de Afeto, recentemente realizada em Pelotas, ele passeou por várias mãos e olhos curiosos, fizemos leituras de algumas cartas em voz alta e nos deixamos seduzir por seus encantos. No Radiola Literária, bloco de literatura da Rádio, no Programa Navegando, fiz um especial de livros sobre culinária e o pequeno livro foi comigo, as receitas inscritas nele são de Tatiana Damberg que mantém um blog recheado de  boas dicas e receitinhas culinárias, chamado: mixirica
Esta foi a escolhida para esta semana que foi ao ar nas ondas da RádioCom, rádio comunitária de Pelotas.

FILÉ AO VINHO DO PORTO E CEBOLAS DOURADAS

Você vai precisar de:
4 medalhões de filé mignon
2 cebolas médias cortadas finas em rodelas
2 xícaras de chá de vinho do porto
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar
Sal e pimenta do reino a gosto

Use uma frigideira grande para dourar os medalhões com o azeite e frite bem forte em fogo alto, passando os filés na frigideira dos dois lados e colocá-los em uma travessa a parte para levar ao forno em seguida e continuar o cozimento. Na mesma frigideira que usou para a carne, coloque as xícaras de vinho do porto e ferva até engrossar.
Em outra panela, coloque a manteiga e doure as cebolas em rodelas até ficarem  macias, acrescentando o açúcar, misturando bem até ficarem douradas, transparentes e doces.
Retire do forno os filés e cubra com o vinho do porto e as cebolas.
Sirva acompanhando um  purê de batatas com uma salada verde e ervilhas. 

Ou, pode seguir a dica de senhorita Virgínia, a chef-personagem do livro, que diz assim: 

Cozinhe duas mandioquinhas enormes. Esprema e retorne ao fogo. Junte uma colher de sopa de manteiga e quatro de leite. Tempere com sal e pimenta. Sirva como acompanhamento e chore.





Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...