quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!!


Que o ano novo seja lindo, cheio de amor e muita luz. Luz para iluminar nossos caminhos e amor para preencher nossos corações, sem ele nada somos.Que 2010 venha ainda mais movimentado, rico em boas ações, boas companhias, bons trabalhos, bons amigos. Que a paz que queremos pra este mundo a gente possa encontrar em cada dia de nossas vidas, dentro de nós e que o amor seja muito e transborde de nossos corações, de nossas mãos para um carinho, um abraço, um afago sincero.
Com muito carinho e amor, Feliz ano novo!
June

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Salsinha

Que maravilha o poder da salsinha. E eu até hoje não aprendi a comer salsinha fresca. E faz tão bem, veja só:
Rica em vitamina C, vitamina B2, sódio, selênio, potássio e ferro. Tem propriedades antiinflamatória, digestiva e diurética, além de auxiliar no tratamento da hipertensão.
Suas folhas se parecem muito com outra erva: o coentro, ai, ai, que me perdoem os que gostam, mas, esse nem pensar que eu como. Odeio coentro :(

Por ser alcalina é considerada purificadora do sangue, reduzindo a formação de trombos. O indício de que a salsa poderia ter uma atividade de prevenção da trombose vem exatamente da sabedoria popular. É conhecido o ditado de que essa planta "afina" o sangue.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Erva cidreira


Que delícia esse chá! Perfumadíssimo! Há quem não goste dele por isso, mas, como pode? É muito saboroso! E deixa a gente calminho, calminho...
Seu nome científico: melissa officinalis.
Costuma ser confundida com capim limão pelo aroma e usos muitos semelhantes. A erva cidreira é originária do mediterrâneo, possui folhas ovaladas e serrilhadas e flores brancas ou rosadas. Já o capim limão, foi trazido para o Brasil no período colonial e tem folhas longas e afiladas sendo bem conhecido por nós.
A erva cidreira tem funções adstringentes, analgésicas, calmantes, digestivas e ajuda a combater a hipertensão.
Diz a lenda que a melissa recebeu este nome em homenagem à ninfa grega Mellona, protetora das abelhas. E a relação da planta com as abelhas é realmente muito interessante: na primavera, quando nascem várias rainhas numa mesma colméia, o enxame se divide em vários menores e cada um sai em busca de uma nova colméia. Como a melissa tem o poder de atrair as abelhas, povos antigos colocavam suas folhas frescas trituradas em colméias vazias para atrair os enxames que estavam migrando.

Viva o amor, viva a primavera, viva as abelhas e a melissa officinalis!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mini herbário

Uma delícia os perfumes das ervas no jardim. Ontem comprei uma mudinha de poejo de uma senhora na feira. Ela passou pelas barracas oferecendo seus remédios. Dava o nome das plantas como anador, novalgina, vick vaporubi, pode? Eu já tive poejo no meu jardim mas não durou muito. A hortelã também não gostou. Quem esteve lindo no jardim longo tempo foi o alecrim, mas, faleceu depois da invasão abençoada dos pés de maracujá _ já contei essa história por aqui...
Além dos aromas deliciosos e do poder de cura para vários males, as ervas enfeitam nosso cantinho, seja no beiral da janela, na cozinha ou no quintal( para sortudos que os tem hoje em dia!)
Aqui algumas informações sobre o alecrim, que estão no mini herbário, caixinha aberta contendo dez mini livros costurados com papel reciclado e artesanal que abrigam pequenas amostras de ervas e como disse um amigo do curso: um códice de temperos!




ALECRIM

Seu nome latino ros marinus significa o orvalho que vem do mar. Poético, não?
Originário da Europa central, tem sabor acentuado e deve ser usado com parcimônia em assados, aves e em especial, no assado de cordeiro.
É muito bom para os rins, equilibra a pressão arterial, alivia dores reumáticas e auxilia na digestão.
Noite dessas, no aniversário de uma amiga querida, preparei um drink de improviso: manga ubá, folhas frescas de hortelã, aguardente e um punhadinho de alecrim desidratado. Bati no liquidicador com bastante gelo e coloquei umas gotas de limão já nos copos a servir. Não restou uma gota...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

costurando mini livros

Pois é, na semana passada eu fazia meus filhotes primogênitos, agora estou na produção de pequenas receitas em mini livros. Estão ficando uma graça! E alguns vem acompanhados dos prendedores. Tem receitinhas enroladas, receitinhas em caixinha, com ímãs pra geladeira, Um charminho! Tem também um mini herbário em livretos. São dez ervas com diversas informações sobre elas em livrinhos de papel artesanal com folhas de alecrim feito por um colega do curso; Magno Santos. Os dez livrinhos vem em um caixotinho de madeira.
Preparei um pequeno estoque para o lançamento na 20a. Feira Nacional de Artesanato que acontecerá no Expominas nesta semana, de 24 a 29 de novembro.
Estaremos no stand 88 do sebrae minas, na rua D. É a nossa primeira mostra dos produtos que criamos no curso de capacitação do sebrae. Estamos ansiosos e felizes com a empreitada. Sucesso pra todos nós! Quem gosta de muita arte e artesanato não pode perder esta feira. É linda! Uma tentação para todos os tipos de bolsos e gostos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

cosendo livros

Gente, ando cheinha de costura... Literalmente. Na verdade, pintando, cortando, costurando. Esses dias estou as voltas com mais uma fornada do meu livro. E aí é impressão das capas em gráfica rápida, compra de papéis em distribuidora, corte dos papéis na universidade; este mês quem me salvou foi o pessoal da imprensa, dei a maior sorte; o rapaz da gráfica da associação estava de saída e sem hora pra voltar e nós tínhamos combinado um horário, fiquei chateada mas, lembrei da imprensa - cheguei a cortar muito papel com eles nos primeiros anos do livro - máquina digital, rápido e perfeito. Depois segui trabalhando com o rapaz da associação, porque as provas do vestibular feitas na imprensa impedem que eles nos atendam, ninguém pode entrar lá. Segurança total. Desta vez, como disse, dei sorte, as provas estavam secando e ficam guardadas no cofre. Me atenderam com muito boa vontade. Muito obrigada! Depois, é a fase da impressão, ai, ai... Dá um trabalhinho e algumas dores de cabeça quando a impressora começar a falhar, a tinta começa a vazar, manchar o papel especial, enfim, coisas que acontecem quando se tem que fazer tudo. ADORARIA encontrar uma editora bacana pra bancar o meu livro. Tenho tantas outras histórias e receitas pra contar...tantas memórias boas desse convívio em torno da mesa que daria um outro livro com certeza.
Voltemos a produção independente: Impressão feita, hora de dobrar as páginas com as memórias _ é, elas ficam guardadinhas, quando vc quiser partilhar comigo, tirar um tempinho, ou naquele momento em que a torta foi pro forno, basta abrir a página e ler a história, a memória da receita.
Um outro momento delicioso de fazer os livros: as ervas. Fui ao mercado central, direto na banca santo antônio onde encontro aquela variedade imensa de temperos. A-do-ro! Saio de lá feliz carregando aqueles aromas pra casa. Vai dando uma vontade enorme de cozinhar, pena que o tempo não está sobrando pra caprichar na cozinha... Tô no trivial básico, arroz, feijão, carne cozida, frango assado, macarronada; a de hoje ficou ótima!



Ontem, fui pra casa de minha mãe costurar as páginas aromáticas. É tão gostoso... e vai ficando tão lindo! A máquina da mamãe é moderna, ágil, me facilita muito o trabalho e em sete, oito horas consigo costurar todas para fazer dez livros. Páginas costuradas, dobradas e impressas, é hora de montar o miolo. Vou fazendo os montinhos e depois é só levar na Cau da Frente e Verso pra encadernar. Imagino que eles estarão prontinhos na semana que vem!
Quem quiser um exemplar pode encomendar, envio por sedex pra todo brasil, ok?
Bjus.

domingo, 25 de outubro de 2009

Receitinha fácil, rápida e saborosa

Na cozinha sou do tipo prática. Gosto muito de pratos únicos e daí que massas e molhos são a minha praia! É claro que uma massa fresca tem seu lugar, mas, na minha cozinha atualmente as de saquinho prontinhas é que entram. Faço um spaguetti integral com carne de soja que fica divino. Dou a receita depois, hoje, trago pra vocês um torterelli recheado com espinafre e ricota(comprei no verdemar) com molho de carne moída. E mais: feito na panela de pressão, só leva 40 minutos, desde a cebola dourando na panela até sair borbulhando pra um belo refratário e ser servido!
Você vai precisar de:

600g de carne moída de boi(comprei chã de fora)
1 cebola roxa média cortada em cubinhos
1 tablete de caldo de carne
1 lata de creme de leite
1 lata de molho pronto de tomate
1 pacote de massa pronta(comprei o torterelli mas pode ser ravioli ou parafuso)
1 colher de sopa de óleo de girassol para dourar a cebola
1 colher de massa de alho e sal
temperinhos diversos a seu gosto

Como preparar:

Aqueça o óleo na panela de pressão, coloque a cebola em cubinhos e mexa aos poucos. Acrescente o alho e sal. Coloque uma caneca com 300ml de água para ferver. Coloque a carne moída e vá misturando. Junte o tablete de caldo de carne e depois da carne cozida, acrescente o molho pronto, os temperinhos, a massa e o creme de leite. Coloque a água fervendo, mexa um pouco e tampe a panela de pressão. Marque 15 minutos da hora que a pressão começar e desligue o fogo. Aguarde a pressão do ar sair e estará prontinho! Serve quatro a cinco pessoas. Sirva com um vinho tinto de sua preferência.
Bjus e Bom apetite!
Ah, aqueles que não comem carne vermelha podem utilizar cubinhos de peito de frango.

sábado, 17 de outubro de 2009

Os prendedores e o livro

Pois é, dentro deste curso que está quase terminando, de nome PSA - Programa Sebrae de Artesanato, estamos nos exercitando com as técnicas de produção artesanal que conhecemos e já estão surgindo novos produtos. Cada artesão foi dominando o seu percurso, criando um novo caminho. O meu ficou meio embaralhado, é que além da proposta de trabalhar com os resíduos de prendedores e os retalhos de mdf (que são queimados por muito marceneiros, inclusive o que me fornece peças...) levei também o meu livro de memória culinária. Deu uma embananada... Fiz os primeiros exercícios com os prendedores, elaborando composições que adorei fazer. Depois, com a orientação da consultora, joguei-os para o alto, com arame e cordões e me diverti muuiito. Achei um barato criar aquilo tudo, totalmente diferente do que faço; pintura de flores e poás em caixas e outros trecos. Dá uma olhada, isso é só um pouco da história:



Daí começei a ficar meio fora do ar, é que a minha técnica mesmo, de pintura em relevo, já não existia ali. Quase desanimei, mas, uma boa conversa com a nossa des-orientadora me trouxe junto ao meu livro, as receitinhas de vó, as memórias, os temperos, a literatura. Das aparas de papel que restam do livro anotei uma receitinha rápida e ela enrolou e enfiou num prendedor e disse; isso aqui é ótimo! Bom, esse foi só o começo e conto mais depois.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Os prendedores


Com os prendedores selecionados um a um, mamãe _olha ela aí, esta foto não é recente mas o sorriso continua o mesmo!_ pinta os fechatreco, os dipindurá e os portarecadim, que tem um ímã para colocar na geladeira ou em painéis de fotos. O fechatreco sugerimos utilizar na cozinha para fechar pacotes de biscoitos, açúcar, macarrão, etc. Os dipindurá são decoradinhos para as roupas no varal ou em cabides para aquelas peças que teimam em cair.
Com os prendedores que ficam fora da pintura, os descartados, que vem de fábrica com algum defeito(e são muitos, cerca de 15% da caixa fechada),tenho feito coisas, estou tentando criar outras peças com os resíduos de mdf e dos prendedores. Os exercícios iniciais ficaram muito bacanas. Dá só uma olhada nessas composições:


Estou adorando tudo isso! e depois mostro mais. Bjus

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

COISDIVÓ

Olá! Ando com saudade mas o tempo tá curto pra escrever. Tenho feito tanta coisa que não dou conta. Esses dias participei de um evento voltado para lojistas: O Salão do Artesanato na Serraria Souza Pinto aqui em Beagá. Lá lançamos a linha nova do ateliê: Coisdivó. Nossos prendedores de roupa decorados e cabidinhos delicados para organizar bijuterias.
A decisão de participar foi tão de supetão que não deu tempo nem de divulgar. E foi um fiasco. Fiquei bem chateada com tanto trabalho corrido e quase nada em resultados. Poucos lojistas visitanto, nada de pedidos, vendas pequenas. Dividi o stand com um amigo, Ernesto _ o da torta de couve-flor_ poeta que faz mandalas em cerâmica. Nosso stand ficou gracioso (apesar daquela malha verde em volta...)e em harmonia com as cores dos prendedores e a terracota da cerâmica. Olha ele aí:


Dos poucos, havia lojistas locais, nacionais e internacionais que questionavam o preço dos produtos, e, euzinha, nunca exportei. Já tive compradores diretos, que levaram peças nossas pra Holanda e para a Espanha e só. O perfil que eles(falo desses compradores que vieram) buscam de artesanato está um pouco distante do trabalho atual que fazemos no ateliê. Preferem peças com design diferenciado, que utilizam recursos naturais; fibras, madeiras, materiais reciclados e de preferência que sejam produzidos por associações envolvendo um trabalho social, que geram melhorias de vida pra alguma comunidade, algo assim; Economicamente viável, ecologicamente correto e (deu um branco da palavra...)...sustentável. Ainda chego lá...:)
Pra quem faz esse tipo de trabalho, a feira foi um pouco melhor, mas num geral, não foi boa não. Uma pena, porque estava muito bonita, com boas opções de compra para lojistas de todos os gostos e bolsos.
Bem, não dá pra acertar sempre, né mesm? Feira é isso, um risco que temos que correr e tem mais: a gente aprende muito, com os vizinhos de stand, conhecendo outros trabalhos, negociando novos parceiros, estando atentos às falas dos visitantes, enfim, na verdade é esse o lucro, o de experenciar.
Uma coisa deu pra perceber, o nome Coisdivó agradou bastante. As pessoas que passavam, liam e reliam e falavam em voz alta: COISDIVÓ. Adorei! Se não vendi o que pretendia, ao menos acertei no nome da marca!
E três vivas pra dar sorte: VIVA, VIVA, VIVA!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

tesouros

Quando tesouros são receitas, eles são menos claros, menos distintivamente lembrados do que quando são objetos tangíveis. No entanto evocam um sentimento tão vívido _ quer dizer, para alguns de nós, que consideram a cozinha uma arte, para nós que achamos que um modo de cozinhar pode produzir algo similar a uma emoção estética. Que mais se pode dizer?


Esta citação retirei do livro: O livro de cozinha de Alice B. Toklas. Um livro com memórias de Gertrude Stein e Alice B. Toklas sua companheira por longos anos e uma cozinheira de mão cheia. Conheci este livro durante minha pesquisa para a monografia e me encantei. Ele é famoso pela receita de bolo de haxixe, que deu muita confusão na época e traz divertidas histórias entremeadas às mais de trezentas receitas.
Vale a leitura.

Ontem fui à feira

registros meus - 2014 - largo vernetti Ontem fui à feira.  Este texto foi escrito em 2014 quando eu ainda vivia em Pelotas e estava guar...