sexta-feira, 26 de março de 2010

Manifestando

Vi esta semana nos jornais locais a manifestação dos estudantes reivindicando o meio passe estudantil. Há tanto tempo não vemos manifestações estudantis(acho que desde os cara-pintadas contra o Collor)que achei louvável a ação. O meio passe ajuda com certeza aos estudantes, o problema são as exceções, os cambalachos que começam a aparecer para gente que não é estudante. Enfim, não tô aqui pra falar do infeliz jeitinho brasileiro de burlar as coisas, mas sim de dar um VIVA bem GRANDE aos estudantes que acabaram se juntando a manifestação de professores(em busca de melhores salários) na porta da prefeitura de BH e fizeram muito barulho, atrapalharam o trânsito com seus cartazes e braços para o ar.
Estamos precisando mostrar a nossa cara pra esses políticos!
É isso aí prefeito, já estamos invandindo a praça/praia da estação aos sábados pacificamente contra a sua proibição de realizar eventos de qualquer natureza por lá e torço pra que as manifestações como essas continuem.
O povo, digo, nós, precisamos acreditar no poder de nossa força e sair pra lutar contra essa politicagem que privilegia empresários poderosos, como empresas de ônibus e Angelas Gutierrez.
Se vai dar algum resultado tudo isso de fazer barulho e botar a boca no trombone não sei, sei é que a gente não pode ficar igual a burrinho de presépio abaixando a cabeça aceitando determinações governamentais que excluem e prejudicam a população.
VIVA aos estudantes, aos professores, aos produtores culturais e manifestantes de todas as áreas que defendem seus direitos e lutam por eles!

2 comentários:

  1. Ju, tudo beleza? Entendo e gosto quando o povo se manifesta pacificamente contra certas coisas, mas permita que eu discorde quanto à questão da Praça da Estação. Moro em frente à praça, sacô o problema? Quando fazem eventos SEM caixas de som, não vejo problemas, mas, quando fazem com MUITO SOM, é impossível fazer alguma coisa aqui em casa. O som vem diretamente pro meu prédio, que tem 140 apartamentos, com cerca de 500 moradores, creio. Não se pode fazer nada, porque o som da praça não deixa. Não podemos ouvir a música que queremos em casa, nem a TV, nem ler, nem nada. Já sai de casa várias vezes, quando faziam Axé ou carnaval aqui na praça. É um inferno, pode acreditar!
    A praça foi reformada, mas os vândalos, que se misturam à multidão, aproveitam pra destruir o que podem, inclusive o piso, é só ir lá e ver como está a parte que fica onde colocavam os palcos.
    Um dia, caso voltem os shows na praça, convido você a vir aqui em casa pra ver o que acontece. Os vidros balançam, parece que vão quebrar. Já falei com a Majô que vou me mudar daqui, caso a barulheira recomece.
    Anos atrás, fiz um artigo no jornal, onde dizia pro presidente da Belotur que iria parar de reclamar do barulho, se ele também fizesse um show na porta da casa dele. Faríamos um show na praça e, o seguinte, na rua onde ele mora. Ele me deu razão e disse que iria controlar o volume de som dos shows na praça. Mas depois entrou outro presidente e o tormento voltou.
    Por isso, dou o meu apoio ao fim dos shows na Praça da EStação. A não ser que os que fazem shows aqui também façam shows nas portas de suas casas. Quero ver se eles aguentam!
    E a senhorita tá convidada pra festa (silenciosa) que fazemos lá na redação, pois é nosso aniversário, combinado?
    E um bjooooooo!!!!!!!

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  2. Ei Bill!
    É, é bom ouvir o outro lado e concordar com você sobre a barulheira e o vandalismo. Mas, o que está tentando se discutir vai um pouco além: onde estão os espaços públicos nas cidades? Ou será que não há mais espaço para a população se divertir nas ruas, ver um espetáculo ao ar livre, gratuitamente, enfim, devemos conversar mais sobre tudo isso e aceito o convite. Vou passar lá!
    Bjus, June

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