domingo, 26 de julho de 2009

O CALDO DE ABÓBORA

Esta receita aprendi com minha amiga Patrícia, que morava em Betim e depois se mudou pra Beagá. Enfim, a receita do caldo de abóbora, a mesma que fiz no último dia de oficina em Ouro Preto.

Ingredientes

Uma moranga tipo japonesa(aquela de casca verde e dura)
1 cebola picadinha
4 dentes de alho amassados
1 colher de tempero mineiro*
1 lata de creme de leite
Ramos de salsinha
Ramos de cebolinha
Sal, pimenta e noz moscada a gosto

Modo de fazer

Lave a casca da moranga, corte-a ao meio, tire as sementes
e coloque em uma panela grande com água e sal para cozinhar.
Enquanto isto, numa panela grande, refogue a cebola e o
alho em um pouco de óleo. Acrescente o tempero mineiro e reserve.
Depois de cozida a abóbora, retire da água, espere esfriar e
com uma colher, vá tirando a polpa e colocando em uma travessa.
Retirada toda a polpa, bata no liquidificador com um pouco de água.
Na panela com os temperos refogados, vá colocando a polpa da
moranga batida, mexendo sempre. Acrescente um pouco de água morna,
coloque a tampa da panela deixando-a meio aberta e abaixe o fogo.
Vezenquando,misture com uma colher para não agarrar no fundo.
Quando o perfume começar a exalar da panela, é hora de desligar o
fogo e acrescentar o creme de leite. _Patrícia diz que para saber quando
um caldo está no ponto, tem que desaparecer a espuminha dos cantos da
panela. Aprendeu com sua avó_. Misture bem, salpique a cebolinha
e a salsinha fresca e está pronto para servir.

Dica: Você pode colocar peito de frango desfiado ou linguiça de porco
em pedaços pequenos. Ralar um pedaço de gengibre também dá um toque especial!

* Tempero mineiro:

200 gramas de alho
1/2 quilo de cebolas
1 molho de cebolinha
1 molho de salsinha
2 pimentões verdes
2 quilos de sal
Picar a cebola, o alho, os pimentões, a cebolinha, a salsinha.
Bater no liquidificador, engrossar com o sal. Guardar em vidros para uso diário.

Receita extraída do livro: Fogão de Lenha, de Maria Stella Libânio Christo

sábado, 25 de julho de 2009

memórias de uma oficina e boas lembranças - última parte

Chegou o nosso último encontro. As meninas estavam debruçadas sobre os livros e as receitas, totalmente envolvidas com a literatura. Fiquei muito feliz. O sol nos convidava a sair da sala e assim fizemos. Arrumamos um cantinho para uma pausa, um relaxamento e a audição de textos com os olhos fechados.
Um deles dizia assim:

é preciso ler com os olhos que estão nas pontas dos dedos. Para entendermos um livro, temos que passar a mão na pele do papel, sentir os contornos das letras e, depois, imaginar o que está além da casca das palavras. Toda palavra espera, dentro dos livros para ser tocada. Ao tocarmos uma palavra com os olhos do sentimento, ela também nos toca. É por isso que sei ler. Porque não tenho deficiência em sentir. Ler olhando o texto sem sentimento é ser cego por dentro. *

Lemos também textos que falavam de ervas e especiarias, (estes já de olhos abertos) suas propriedades nutritivas e relevantes para nossa saúde. Descobrimos os poderes da salsinha. Resolvi fazer com os ingredientes restantes na geladeira uma mousse de salsinha. Segue a receita:

MOUSSE DE SALSINHA

Ingredientes

3/4 de xícara de creme de leite
2 colheres de sopa de maionese
3 colheres de sopa de cream cheese
1 ramo grande de salsinha fresca
2 dentes de alho
Sal a gosto
1 pacote de gelatina incolor hidratada

Modo de fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador.
Coloque a gelatina e mexa com a colher.
Despeje em uma forma untada com azeite e
coloque para gelar por duas horas.

Ótima para passar no pão, em sanduíches e torradas.

Para finalizar nossa oficina de literatura com sabor, preparei um divino caldo de abóbora. Alice me ajudou com a cebolinha e a colocar a abóbora para cozinhar. O restante fiz sozinha porque elas não largavam os livros e cadernos... O que me proporcionou enorme satisfação e alegria. A magia do encontro entre a literatura e a cozinha estava ali, na cantina da escola Dom Velloso, com cheiros e gostinho de quero mais.

* Este texto é do escritor mineiro Adriano Bitarães Netto, está em um livro recheado de maravilhosas ilustrações, chamado Asa da Palavra, da Mazza Edições.

memórias de uma oficina e boas lembranças - parte IV

Ainda não comentei da turma da oficina. Alunas muitos especiais: Alice Ivi, chef de cozinha de Cachoeira do Campo, Sulla Cipriano, futura chef de cozinha de Ouro Preto; Isabel Kaiser, nossa monitora, estudante de Letras em Mariana e Marisa Coppoli, mãe de Isadora, dona de boas risadas, olhos brilhantes e fazedora de pratos vegetarianos.



Quinta-feira, dia de céu azul! Ouro Preto fica ainda mais bonita. Da porta da sala de aula temos esta paisagem:



Manhã livre para decorar as capas e rechear o miolo com receitas trocadas de nossos cadernos e livros. Sulla trouxe fuxicos de casa, Marisa trouxe uma lata com retalhos já cortados em círculos para fazer fuxicos, Isabel e Alice aprenderam a fuxicar também... olhem só como nossos cadernos ficaram:


Nesta tarde, na cantina da cozinha, tivemos a visita da TV local e a nossa receita foi com um ingrediente muito mineiro, colhido do quintal da casa da Sulla: A COUVE.

QUICHE DE COUVE

Ingredientes
Para a massa:
2 xícaras e meia de farinha de trigo
2 colheres bem cheias de manteiga
1 ovo
1 gema
Ervas secas e sal a gosto
Para o recheio:
4 folhas grandes de couve rasgadas sem o talo
1/2 xícara de creme de leite
1/2 xícara de queijo parmesão ralado
cebolinha fresca picada
1 cebola média picada
2 dentes de alho
3 ovos
sal a gosto

Modo de fazer
Prepare a massa: Misture os ingredientes em um recipiente usando as mãos até formar uma massa lisa e uniforme. Faça uma bola, embale em plástico filme e coloque na geladeira enquanto prepara o recheio: Em uma panela, refogue a cebola, o alho com um fio de azeite, acrescente a couve aos poucos e a cebolinha fresca picada. Deixe esfriar um pouco. Bata os ovos, misture o queijo parmesão e o creme de leite. Vá colocando esta mistura aos poucos.
Pegue a massa na geladeira, abra com as mãos em uma vasilha tipo marinex para tortas.
Coloque o recheio e salpique queijo parmesão por cima para gratinar. Leve ao forno médio por trinta minutos.

Esta receita foi inspirada no livro: Papel manteiga para embrulhar segredos, de Cristiane Lisboa e sofreu algumas alterações. Tiramos um ovo do recheio, acrescentamos a clara que sobrou da massa, não colocamos alecrim e sim um pouco de orégano desidratado e a cebolinha fresca.

Enquanto o quiche de couve assava, assistimos uma parte do filme O tempero da vida. Trinta minutinhos depois, nossa receita saiu assim:

memórias de uma oficina e boas lembranças - parte III

Na manhã de quarta-feira, tivemos a surpresa de uma nova aluna de riso solto e alegria contagiante. Seguimos com as leituras e práticas de escrita em torno de nossas memórias: petiscos, saladas, prato principal e sobremesas.
Na parte da tarde fomos direto pra cozinha. Nossa receita desse dia foi:

MOUSSE DE FRANGO

Ingredientes:

1 quilo de coxas de frango temperadas, cozidas e desfiadas
1 lata de extrato de tomate
1 lata de molho de tomate
1 pimentão inteiro picado
2 cebolas médias picadas
1 dente de alho
suco de um limão
2 colheres de maionese
1 pacote de gelatina incolor hidratada
Cheiro verde e sal a gosto

Modo de fazer:

Bata todos os ingredientes no liquidificador,
deixando a gelatina para colocar por último.
Unte com azeite uma forma com furo no meio e
coloque para gelar por cinco, seis horas.
quando tirar da geladeira, decore com ramos de
salsinha e sirva acompanhando torradas.

P.S: Como nosso tempo era curto, colocamos no freezer por uma hora e deu certo!
Olhem só que gostosura:


Para acompanhar, fizemos torradas e chá de hortelã. Esta receita aprendi com minha tia Leíta, que mora em Divinópolis e está no livro: Memória Culinária: Coisa de Vó.

memórias de uma oficina e boas lembranças - parte II

No nosso primeiro dia na cozinha preparamos um delicioso bolo de banana amassada. Receita retirada do meu livro Memória Culinária: Coisa de Vó. Segue a receita:

BOLO DE BANANA AMASSADA

Ingredientes
1 ovo
1 xícara de açúcar
1 xícara de banana caturra amassada
2 xícaras de farinha de trigo
4 colherinhas de fermento em pó
1 colher bem cheia de manteiga ou margarina
1 pitada de sal
Canela em pó a gosto

Modo de fazer
Aqueça o forno.
Misture a gema, o açúcar, a manteiga e faça uma farofa.
Acrescente a banana e a farinha e vá mexendo bem.
Coloque o fermento em pó, a pitada de sal e misture.
Bata a clara em neve e acrescente misturando levemente a massa.
Coloque em forma para bolo inglês untada com manteiga e leve
ao forno por mais ou menos 30 minutos.


P.S: usamos uma forma de papel manteiga muito prática, que mantém a forma de alumínio limpinha!

Enquanto nosso bolo crescia no forno, sentadas nos bancos da cantina, líamos Indez, do escritor mineiro Bartolomeu Campos Queirós. Mineiridade pura e delicadeza infinita...

memórias de uma oficina e boas lembranças - primeira parte

Na semana que passou, como já estava previsto, fui para o Festival de Inverno de Ouro Preto ministrar a minha oficina de literatura e culinária. Foi muito bom! A turma era pequena mas o trabalho foi lindo. Começamos com a feitura artesanal dos cadernos que iriam abrigar nossos textos. Os textos que lemos, os que escrevemos e as receitas que trocamos; nossas experiências literárias e culinárias. Usamos cores coloridas e vibrantes. O corte preciso dos papéis, a costura simples e delicada. Os pequenos detalhes nas laterais deram vida aos nossos objetos. Ouvimos atentos a todas as leituras, partilhamos histórias, memórias de infância, segredos, desejos, ansiedades e buscas. Foram quatro dias em torno do fogão e dos livros.
A Escola Dom Velloso nos recebeu carinhosamente no nome de Aparecida, uma senhora atenciosa que esteve conosco em todos os momentos na cozinha da cantina. Era a Cida quem acendia o forno e o fogão, quem nos ajudou com a limpeza, quem abria as salas e fechava ao final do dia. Cuida da escola há mais de vinte anos!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ufa!

Ontem meu dia foi intenso. Acordei as sete e quinze da matina, liguei o computador pra imprimir um texto, conferi as peças e tintas que eu precisava levar pra oficina, tomei um café, dei um telefonema antes de sair e quando olhei pro relógio já eram oito e meia! Voa tempo, voa! Passei na casa do Gabriel, meu ajudante nas pinturas de base e lixação e seguimos para a labuta. A pintura ficou toda por conta dele, só preparei a lista e dei algumas orientações (coisa que faço sempre). Saí apressada para o centro da cidade. Fui a uma loja de materias de segurança comprar os óculos de proteção para o treinamento de brigadistas de combate a incêndio da Feira. Como estou a frente da associação, fiquei encarregada de algumas tarefas.
De lá segui a pé pela Rua dos Carijós. _ Para quem não conhece Belo Horizonte, as ruas do centro da cidade tem nomes de tribos indígenas; tupis, goitacazes, guarani, caetés, tamoios...e estados do Brasil: Mato Grosso, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas. A avenida principal que começa na praça da rodoviária e segue até a Praça do Papa, tem o nome de um ilustre, Afonso Pena e tem outros ilustres por ali; João Pinheiro, Augusto de Lima._ Continuando meu percurso, sigo até a lojinha de roupas para uma troca, vou ao banco do brasil, faço um pagamento em outro banco, subo a rua tamoios e vou a outra loja essa agora de ferragens. Passei pela Rua Guarani e aproveito para comprar acetato, um material que preciso para acabamento em algumas caixas. Volto à rua carijós, lembrei da agulha para meu som antigo( tenho LPs que gosto de ouvir...), entrei em pelo menos cinco casas e nada, na última, encontrei! Quinze reais! Uau, uma agulhinha minúscula... Ok, mais vale poder ouvir outros sons esquecidos nos bolachões.

E ainda estou só na metade do dia e das funções. Sigo até onde o carro ficou estacionado e rezo para encontrá-lo por lá(este ano, não consegui renovar o seguro e morro de medo). Lá está ele, lindo e quente! Apesar de estarmos no inverno, o sol está rachando mamona - já são onze e quarenta. O caminho agora é até o escritório de advocacia do meu condomínio(sou síndica!), como não havia vagas, parei no estacionamento de uma loja de embalagens. Aproveitei para ver uns preços e comprei sacolas plásticas. Expliquei à mocinha do caixa que não iria demorar no estacionamento, era só pegar um documento no prédio da frente. Pode ir, senhora, se não vai demorar! Acabei demorando quarenta minutos. Claro, pedi desculpas na volta, com aquele sorriso amarelo, de alguém que abusou da boa vontade do outro.

Enfim, hora de ir almoçar na casa de minha sogra _faço isso normalmente duas vezes por semana. Salada, frango grelhado, arroz branco, batata baroa. Dani colocou uma canção do Caetano. Dei dois telefonemas e fui entregar uma encomenda ali por perto. Da casa da cliente, buscar as apostilas do curso no xerox que fica no caminho, de lá, ao outro banco para um depósito, aproveitei para ir à flora e comprar uma suculenta. Vou fazer uma visitinha a casa de uma amiga, acho que ela irá gostar. Já estava em cima da hora marcada para a reunião na prefeitura. Meus colegas de feira e companheiros de associação já estavam a minha espera como combinado. Subimos ao quarto andar e lá ficamos aguardando a hora de sermos atendidos. No meio da conversa, recebi um telefonema. Novidades. E outro compromisso de ultima hora. Esse para amanhã de manhã. Mas, tem certeza que é amanhã de manhã? Já estou com tudo organizado para o treinamento. Vamos ter que desmarcar? Nem acreditava na trabalheira que iria dar, organizar tudo de novo, outro dia...ah, não, vamos ter quer encontrar uma solução! telefonemas daqui, dali, nada ainda. Terminada a conversa no quarto andar, fui buscar o carro pra carregar os extintores de incêndio. Ok, já são cinco e meia da tarde, hora de buscar Gabriel e as peças pintadas, levá-lo em casa e descarregar o carro no ateliê e colocar o botijão de gás no porta-malas. Meu filho colocou pra mim. Pesado...Comi algo rapidinho, dei outros telefonemas, conseguimos um amigo para me substituir e levar a turma e os materiais ao treinamento pela manhã. Beleza! Tudo certo. Já estava atrasada para o encontro na casa de minha amiga. Cheguei com uma hora de atraso! O momento relax do dia, duas horas de prosa e chás. Tomamos chá branco, chá de frutas vermelhas e chá de jasmim. Comemos bolo de cenoura com mel, pão integral com goiabada cascão e queijo. Uma delícia! Obrigado Cris, foi ótimo estar com você!
É, mas ainda não acabou. Estava a três minutos da casa da Zezé, nosso QG da associação, onde eu deveria deixar os extintores, o botijão de gás, os óculos e as apostilas. Aproveitamos para embalar as camisetas que oferecemos aos participantes, com direito a fitinha e tudo! Enfim, cheguei em casa as onze da noite. Parei uns minutos na frente do computador para encaminhar um e-mail, corri pro chuveiro, coloquei meu pijama quentinho, beijo de boa noite no filhão e cama.
Respirei fundo, agradeci a deus por mais este dia e apaguei!

MINHA OFICINA EM OURO PRETO

Dias 21 a 24 de julho estarei no Festival de Inverno de Ouro Preto para ministrar a oficina: Literatura com sabor: experiências literárias através da arte culinária. A proposta é ler, escrever, rememorar encontros em torno da comida e da cozinha, receitas de família, de amigos. Vamos fazer um caderno de receitas artesanal para abrigar nossos textos e iremos cozinhar também, estou levando receitas ótimas e práticas com ingredientes bem mineiros. Quer saber mais? Entre no site do festival: www.festivaldeinverno.ufop.br

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A vida é uma festa!

Muito, muito bom meu final de semana de aniversariante, sim porque aniversário que cai na sexta-feira, a gente pode começar na sexta e terminar no domingo! Olha só que maravilha! Pois foi o que fiz, fizemos. Na sexta, ganhei abraços pela manhã, à tarde, no curso do sebrae, a noite, vinhozinho e caldo de abóbora com o namorido(a escrita não está errada, é mistura de namorado com marido), no sábado a noite, depois de uma passada rápida por uma festa junina, fomos ao Palácio das Artes ver o espetáculo Balada para un Loco. Lindo, emocionante, muito, muito bom! Canções de Rufo Herrera, Villa-Lobos e Astor Piazzola, junto a lírica voz de Sylvia Klein. Afinadíssima. Poderosa, forte. A-DO-REI.


Domingão, o dia da festa! Fomos ao Cartola Bar, pra dançar samba e ouvir boa música. Warley Henrique, jovem e premiado músico que toca cavaquinho muitíssimo bem convida Pedro Morais.

E com eles a banda da casa, que, agora, esqueci o nome...lembro do nome dos músicos, Daniel no violão de 7 cordas, Zazá no pandeiro e o rapazinho que lembra a cassia eller na percussão. Foi ótimo! Dancei, da hora que cheguei às oito da noite até à uma da manhã! Minha mãe, dançarina há mais de vinte anos de dança de salão foi a estrela da noite. Amigos queridos vieram e rolou até bolo de aniversário surpresa! A vida é mesmo uma festa! Viva!

Hoje, tudo segue seu ritmo acelerado normal. Trabalho, contatos, pinturas, uma rápida caminhada e escrever por aqui.
Queria passar a receita de caldo de abóbora mas a cama está a me convidar.
Bjus a todos!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

dia de apagar as velinhas

Amanhã, dia dez de julho comemoro mais um ano de vida. Já vivi tantas coisas, hoje mesmo, quando fui ao supermercado muito rapidamente bem na hora do almoço porque havia me esquecido de um produto(e acabei comprando outros: precisava de óleo de girassol, daí vi uma promoção de linguiça de boa marca, peguei meio quilo. Como ia refogar o feijão, pensei que podia ter uns pedacinhos de bacon, coloquei no carrinho, lembrei da couve que já estava picada e de molho, decidi fazer também um angu pra acompanhar o menu e busquei na prateleira o fubá, enfim, saí de lá com mais peso na sacola que o esperado. No caixa, conversando com a funcionária, ela me disse que destesta comer feijoada com pedaços de pé e orelha de porco. Concordei na hora com ela. E quando a gente ainda encontra uns pelinhos? Argh, que horror!) que parêntesis longo, meu deus!
Disse tudo isso pra falar que encontrei uma velha conhecida - não, ela não é velha - nos conhecemos na época em que eu fazia pesquisas de mercado, antes de ser promotora de vendas da parmalat(ou foi depois?) A memória as vezes me prega algumas...
Mas, a Fátima estava no mesmo caixa que eu e quando a vi, nem titubiei: Fátima? Junelise!!! Nos demos um longo e carinhoso abraço! Que bom! E que bom recordar um pouco desse período da vida, dos ikebanas feitos no escritório(nossa chefe era da igreja messiânica), dos inúmeros telefonemas, das pesquisas de automóveis, produtos de limpeza, farmacêuticos, pesquisas de opinião, enfim, já fiz um bocadinho de coisas, já plantei árvore, que segue crescendo em meu jardim, já tenho um filho lindo(lindo mesmo!)e já escrevi livro, que talvez não seja o único, nem o filho, nem a árvore. Quero continuar plantando sementinhas por esse mundo. Sementes de amor, de amizade, de tolerância, de compreensão, de delicadeza. E mais que isso, quero aprender a cultivá-las. O parabéns é pra mim amanhã e desde já quero partilhar com todos a felicidade de estar aqui, de estar viva! Amo todos vocês; mãe, tios, filho, marido, amigos, os colegas dos diversos trabalhos onde estou envolvida, minhas plantinhas e pinturas, o céu, a lua, as estrelas, o sol, amo a vida!!!! E sigo feliz! Que deus me abençõe e que eu siga plantando e colhendo bons frutos desse amor!

Deixo esta maravilha de presente pra nós:

POÉTICA

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste, a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço.
- Meu tempo é quando.

Vinícius de Moraes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Um pouco mais de boa poesia

Esta que coloco aqui para nós hoje, é de um novo e bom amigo, que faz parte do grupo no curso que estou fazendo no sebrae. Ernesto tem a língua inquieta e sorriso aberto. E é dado às palavras. E eu, como vocês, estou conhecendo agora o seu gosto em brincar com elas. A postagem de ontem tinha a intenção de inspirar amigos a deitar seus textos aqui. Parece que deu certo:)

CURV-ETAS


Nada deve ser tão reto...

Que ofusque as curvas do caminho.
Que sufoque os sonhos
do velho ou do menino.
Que enxergando a noite,
não permita ver o dia.
Que cale prosas,
o verso e a poesia.
Que não suporte o amor,
a candura e a fantasia.

As retas são amigas das curvas...
Juntas são a razão do caminho.

Se a montanha é curva,
e o horizonte reto,
seja torta a reta do sonho,
bem larga a curva da vida.
Seja bola o sonho do mundo,
bem certeira a trilha da seta,
pouco importa se curva ou reta.

Ernesto Marques

Ah, ele é mineiro, educador, artesão, trabalha com mandalas em cerâmica e também tem um blog: aartenaterra.blogspot.com

domingo, 5 de julho de 2009

um pouco de literatura

Poesia pra inspirar amigos poetas!

JOGOS FLORAIS I

Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.

Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.

JOGOS FLORAIS II

Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.

Bem, meus prezados senhores
dado o avançado da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.

(será mesmo com dois esses
que se escreve paçarinho?)

Antônio Carlos de Brito
Antologia "26 poetas hoje"

quarta-feira, 1 de julho de 2009

por falar em maracujá...receita de mousse

Receitinha de mousse de maracujá

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 embalagem de gelatina sabor maracujá
200ml de suco de maracujá

Preparo:

Dissolva a gelatina em apenas um copo com
água quente(200ml) e deixe-a esfriar.
Coloque no liquidificador a lata de leite
condensado, a lata de creme de leite, o suco
de maracujá e ligue o liquidificador por dois
minutinhos. Acrescente a gelatina e misture
com uma colher, mexendo bem.
Escolha uma travessa do tipo marinex e
deixe na geladeira por três horas.
P.S: uso a gelatina para deixar a consistência
mais firme. Você pode fazer sem a gelatina,
fica mais doce e muito cremosa.