quinta-feira, 26 de julho de 2012

minha singela homenagem às vovós no dia de hoje, 26 de julho.


Lembro daquelas mãos recheando com pedaços de banana madura os discos de massa, salpicando canela, apertando com um garfo as bordas dos pastéis. A bancada toda enfarinhada, “que é pra não grudar”, dizia ela. A bancada de fórmica que imitava mármore no armário de portas azuis e duas portinholas de vidro, onde guardávamos as xícaras.  Ao rememorar pastéis de banana com canela chego ao lugar deste fazer, a cozinha de nossa casa, uma da minha infância.  Apenas observar era o que eu fazia. Observando eu aprendia, apreendia. Eis o sabor da memória:

Pastéis de banana com canela

Discos de pastel massa redonda

Bananas maduras descascadas

Salpicos de canela sobre as bananas

Feche cuidadosamente com um bom garfo. Aqueça a panela com boa quantidade de óleo. Frite com parcimônia, óleo quente!  Distribua sobre papel toalha branco e depois passe na mescla de açúcar, sal e canela.

Uma colcha com desenhos de morangos cobre a mesa de madeira, descansos de travessas feitos com tampinha de garrafa e lã colorida, já meio surrados, “do dia-a-dia”, esperam pelo calor e o sabor dos pastéis, e as crianças também.  Saudades eternas de minhas avós...


quarta-feira, 25 de julho de 2012

CREME DE INHAME COM ALHO PORÓ

Hoje, a receita que foi nas ondas da RádioCom 104,5FM, é um creme de inhame, ainda para aproveitarmos o inverno e nos aquecermos, pode ser feita agora no almoço ou no final do dia, quando o frio parece aumentar. É muito simples e saborosa. Anote aí a receita e depois entenda um pouco mais sobre o inhame e suas propriedades nutritivas.

CREME DE INHAME COM ALHO PORÓ

Para cada cinco inhames, um alho-poró inteiro e uma colher de chá de sal. Cozinhe primeiro os inhames, descascados, e só ponha o alho-poró, cortadinho, nos últimos cinco minutos. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador com a água do cozimento. Torne a refogar esse creme com um fio de azeite e seu tempero favorito. Sirva com cebolinha e salsinha picadinhas frescas por cima.
Bom apetite!

Esta raiz é boa para o sangue, ajuda no combate de algumas doenças e ainda é altamente energética.

O inhame é um tubérculo, “parente” da batata e do aipim(mandioca), sendo rico em carboidratos e pobre em gorduras, o que o faz ser recomendado para pessoas com grandes gastos de energia diária, como os atletas. Esta raiz também tem propriedades depurativas, ajudando na “limpeza” do sangue e fortalecendo o sistema imunológico.

O inhame possui grande quantidade de sais minerais como cálcio, fósforo e ferro, além de vitaminas do complexo B, principalmente B1 (tiamina) e B5 (niacina). Também é rico em amido e beta-caroteno. Com todos estes nutrientes, além do sangue, faz bem também para os ossos e dentes, evita problemas da pele,do aparelho digestivo e do sistema nervoso.
Variedades de inhame. Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O inhame também é recomendado na prevenção de doenças muito comuns no Brasil, principalmente em áreas rurais e sem saneamento básico, como malária, febre amarela e dengue. Ajuda ainda no tratamento de mulheres com problemas de fertilidade.

Existem vários tipos de inhames, entre os quais se destacam: o inhame-branco, o inhame-bravo, o inhame-cigarra, o inhame-da-China (também chamado de inhame-cará) e o inhame-taioba. O inhame é confundido às vezes com o cará, mas os dois são tubérculos distintos. A única recomendação, é que como a raiz é rica em carboidratos, deve ser consumida com moderação para pessoas em regime de perda de peso. Imagem: Marcos Santos/UspImagens.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Filé ao Vinho do Porto e Cebolas Douradas


Esta receita saiu de um livro que outras vezes já citei aqui: Cartas culinárias - papel manteiga para embrulhar segredos. O título por si só já me seduz. Amo livros de cartas e sou adepta de papel manteiga na cozinha, ajuda um monte! Quando encontrei esse pequeno em uma livraria, há seis anos, pesquisava edições que mesclavam gastronomia e literatura e foi uma surpresa, puro deleite. Uma vontade de arrumar logo uma boa poltrona e me deixar levar pela leitura. Ele é mágico, passeamos pelas cartas salgadas e doces de Antônia endereçadas à sua  bisavó Ana. Nelas, Antônia _esse nome me encanta_ conta de sua aventura ao aceitar ser ajudante de cozinha de uma chef durona e cheia de mistérios. A escrita fantástica nos remete a outro livro: Como água para chocolate, de Laura Esquivel, Cristiane Lisboa dedica o pequeno Cartas culinárias à Tita, personagem principal de Como água: Para Tita, que chora água de chocolate quando pica cebolas. 
Na Oficina Culinária de Afeto, recentemente realizada em Pelotas, ele passeou por várias mãos e olhos curiosos, fizemos leituras de algumas cartas em voz alta e nos deixamos seduzir por seus encantos. No Radiola Literária, bloco de literatura da Rádio, no Programa Navegando, fiz um especial de livros sobre culinária e o pequeno livro foi comigo, as receitas inscritas nele são de Tatiana Damberg que mantém um blog recheado de  boas dicas e receitinhas culinárias, chamado: mixirica
Esta foi a escolhida para esta semana que foi ao ar nas ondas da RádioCom, rádio comunitária de Pelotas.

FILÉ AO VINHO DO PORTO E CEBOLAS DOURADAS

Você vai precisar de:
4 medalhões de filé mignon
2 cebolas médias cortadas finas em rodelas
2 xícaras de chá de vinho do porto
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar
Sal e pimenta do reino a gosto

Use uma frigideira grande para dourar os medalhões com o azeite e frite bem forte em fogo alto, passando os filés na frigideira dos dois lados e colocá-los em uma travessa a parte para levar ao forno em seguida e continuar o cozimento. Na mesma frigideira que usou para a carne, coloque as xícaras de vinho do porto e ferva até engrossar.
Em outra panela, coloque a manteiga e doure as cebolas em rodelas até ficarem  macias, acrescentando o açúcar, misturando bem até ficarem douradas, transparentes e doces.
Retire do forno os filés e cubra com o vinho do porto e as cebolas.
Sirva acompanhando um  purê de batatas com uma salada verde e ervilhas. 

Ou, pode seguir a dica de senhorita Virgínia, a chef-personagem do livro, que diz assim: 

Cozinhe duas mandioquinhas enormes. Esprema e retorne ao fogo. Junte uma colher de sopa de manteiga e quatro de leite. Tempere com sal e pimenta. Sirva como acompanhamento e chore.