domingo, 18 de maio de 2014

HIBISCUS SABDARIFFA


HIBISCUS SABDARIFFA, da família das Malvaceas. Esse fruto que tem nome de flor e muita gente ainda não conhece e se confunde, perguntando: é aquela flor? Não, não, tem flor também, mas, não é aquela que tem em várias cores em arbustos enfeitando as cidades, aqui em Pelotas, tem também em lilás, é linda, mas, já ouvi falar que tem outro nome, é uma espécie da mesma família, mas não chama Hibisco. Lembro de muitos deles com flores de tantas cores... na região serrana do Rio de Janeiro, em Lumiar, lugar abençoado pela natureza; cachoeiras, mata atlântica, belíssimo e inesquecível!
Então, pra quem conhece e quem conhece pouco ou nada, apresento o fruto do Hibiscus. 
Lindeza da natureza!
O hibiscus sabdariffa é também conhecido como Vinagreira, ou Rosela. O chá tem sabor azedinho e é de uma cor ímpar! Conheci o chá de Hibiscus em BH, na casa de chás: Colher de Chá, ficava no bairro Sion, rua Boa Esperança, 306. Foi na Colher de Chá que lancei meu livro: Memória Culinária: Coisa de Vó, com uma mesa farta de gostosuras, licores, chás, junto dos meus três amores e muitos amigos bons! coisa boa poder relembrar esses momentos! 
Uma das flores em amarelo-claro.
Esse Hibiscus da imagem, colhi na sexta-feira junto de minha amiga Nilda, aqui no Rio Grande do Sul, em Capão do Leão. É o segundo ano que colho junto dela. Daí, a gente vai colhendo, conversando e enchendo o balde e depois, sentamos na cozinha, vamos abrindo os frutos com pequenas faquinhas e retirando as sementes. Insetos vem junto na brincadeira, tem umas lacraias pequenininhas que são ágeis e rápidas, aranhas miúdas de pernas finas, formigas que quase comeram todas as folhas dos pés e até barbeiro, que aqui apelidam de "fede-fede". Depois do trabalho de retirada das sementes, Nilda lava tudo em água corrente e coloca pra secar numa grande peneira. 
Os Hibiscus já sem as sementes.
Nilda achou bonito esse e eu registrei.

Um pouco mais sobre o Hibiscus: também conhecida por caruru-azedo, quiabo-de-angola, quiabo-azedo, quiabo-roxo, caruru-da-guiné. é da família das malváceas,  a mesma do quiabo; nativa da África tropical, chegou ao Brasil provavelmente durante o período colonial, através dos navios negreiros. É um arbusto que cresce entre 1,5 e 3 metros de altura, com caule avermelhado ou verde. As flores são rosadas ou púrpuras, com o cálice vermelho e suculento, considerado popularmente como o fruto, porém o fruto mesmo é uma cápsula vermelha com 2,5 cm, esse daí, que colhemos! Eles são suculentos e refrescantes. São fonte de vitaminas A, B, C, cálcio, ferro, fósforo e proteínas. Pode-se preparar geleias, recheios de doces, pastas, marmeladas, xaropes e vinhos. Os resíduos da fabricação de geleia, xarope e vinho são aproveitados para a preparação de um vinagre de boa qualidade. Quando secos, basta colocá-los na água para que retomem a aparência  e as mesmas propriedades dos frescos.

Os pés que tiveram suas folhas comidas pelas formigas e de onde colhemos os frutos.
A foto acima mostra o milharal já secando, entre eles, dez pés de hibiscus. Os milhos que ainda restaram, são triturados, viram canjiquinha e também dão uma farinha fina que a Nilda faz biscoitinhos deliciosos, o restante, é processado e vai virar ração pra mais nova moradora do sítio, uma vaquinha que já está produzindo 3 litros de leite ao dia!! Eita coisa boa e bonita esse dia no campo. Gratidao imensa. AMO! Que cada vez mais esses encontros possam acontecer na vida de todos nós, colhendo e preparando nosso próprio alimento. Amém.

Os arbustos carregadinhos perto do arrozal, a colheita seguirá por mais dias.